15 de abril de 2010
Engenheiro da Câmara do Porto pediu 390 mil para favorecer empresa
Ministério Público acusa chefe de divisão da autarquia portuense de um crime de corrupção
Um chefe de divisão da Câmara do Porto vai responder em tribunal por ter solicitado a uma empresa 390 mil euros, em troca de um suposto favorecimento num concurso público de sistema de gestão de semáforos. Chegou a receber 20 mil euros em notas.
José Sérgio Moreira Brandão, engenheiro, de 31 anos, era desde 2007 chefe da Divisão Municipal de Intervenção na Via Pública, da autarquia liderada por Rui Rio.
De acordo com a investigação, foi no âmbito dessas funções que, entre Março e Abril do ano passado, começou a solicitar à "Eyssa-Tesis Tecnologia de Sistemas Electrónicos S.A." como urgentes e prioritários uma série de serviços que até então não o eram. A firma trabalhava para a autarquia desde 1994.
No âmbito desses contactos com o responsável da delegação Norte da empresa, Sérgio Brandão terá dito que precisava de 250 mil euros para resolver um grave problema. Entretanto, em Julho do ano passado, na sequência do termo do contrato, a Câmara do Porto abriu um concurso público internacional, no valor de 3,690 milhões de euros, a executar em 36 meses. Inicialmente, o engenheiro, que elaborou o caderno de encargos, era o presidente do júri, mas a tarefa passou para outra pessoa.
Em conversas e encontros posteriores com os responsáveis da empresa, o tema foi o mesmo. Brandão terá, até, dito que uma empresa supostamente concorrente, lhe teria oferecido 10% do valor do contrato. A partir desse momento, passou a pedir 390 mil euros.
Facturas de firma da mulher
Mesmo após a "Eyssa-Tesis" ter-se concorrido sozinha e ganho o concurso, o responsável da Câmara continuou a pedir contrapartidas, dando, inclusive, a garantia de alterar o prazo de realização do contrato de três para dois anos e integrar no negócio a requalificação e manutenção dos túneis das Antas, de Faria Guimarães e de Ceuta.
Para dar uma aparência legal aos pagamentos, o suspeito chegou a propor e enviar, por correio electrónico, facturas de falsos serviços de consultadoria de uma empresa da sua mulher. Os documentos contabilísticos aludiam a serviços e orçamentos fictícios.
Foi então montada uma armadilha. Já orientados pela PJ, os responsáveis da empresa aceitaram entregar 20 mil euros em notas a Sérgio Brandão. E, para reforçar ainda mais os indícios de corrupção, foram até efectuadas gravações de conversas presenciais, em que se detecta a alusão à empresa que teria oferecido 10% do valor do contrato.
A 30 de Outubro do ano passado, o indivíduo foi detido em flagrante a receber os 20 mil euros e levado a interrogatório perante juiz. Ficou suspenso de funções e sujeito a apresentações semanais obrigatórias.
Agora, Sérgio Brandão foi formalmente acusado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal do Ministério Público do Porto por crime de corrupção passiva para acto ilícito, ilícito punível com prisão até oito anos.
Preservativo com dentes para evitar violações
15 Abril 2010 - 16h51
Médica oferece 30 mil para proteger mulheres durante o Mundial
É semelhante a um preservativo feminino, mas vai muito mais além do que evitar a gravidez. O Rape-aXe consiste num dispositivo de plástico com arestas em forma de serra no interior e o principal objectivo é evitar a violação.
A mulher introduz o preservativo na vagina, como se fosse um tampão, e pode fazer uma vida perfeitamente normal. Em caso de ataque, a vítima não sofre qualquer dano, mas atrapalha a acção do pénis do agressor.
O Rape-aXe foi inventado por Sonnet Ehlers, uma médica que atende mulheres vítimas de abuso sexual na África do Sul e que agora se propõe a distribuir de forma gratuita 30 mil destes preservativos durante o Mundial 2010, que se disputa neste Verão. Em 2005 foi testado o primeiro protótipo deste preservativo, na Cidade do Cabo, e a inventora garante que está totalmente aperfeiçoado para ser usado em larga escala.
"Trata-se de um aparelho que se introduz na vagina, é muito cómodo e, em caso de abuso sexual, atrapalha o pénis do homem. Este sentirá uma grande dor e só o poderá retirar se for a um hospital, onde não pode negar que tenha penetrado uma mulher", explicou Ehlers, numa entrevista à Radio Netherlands.
O pénis do agressor fica preso ao dispositivo e não há qualquer perigo do membro sangrar e contagiar a mulher com qualquer tipo de doença. Ehlers garante ainda que o preservativo não produz danos para a mulher. Já o homem pode sofrer algumas cicatrizes provocadas pelas arestas dentadas do dispositivo que cicatrizam com o tempo.
POLÉMICA MARCA INVENÇÃO
O dispositivo não é, contudo, consensual e tem gerado algumas críticas, que a inventora rebate. Um dos primeiros argumentos dos que se mostram contra o dispositivo passa pela possibilidade do homem se tornar mais violento e matar a mulher. Ehlers responde que "sempre que uma mulher sofre uma violação corre o perigo que a matem".
Por outro lado, tem-se especulado que algumas mulheres possam usar o Rape-aXe como forma de vingança contra um ex-companheiro. A médica admite essa hipótese, mas oferece um conselho às mulheres: "Não ponhas o que te pertence onde não te pertence e nunca terás problemas".
Por último, alguns críticos consideram que o Rape-aXe é um "dispositivo medieval", o que Ehlers contesta, alegando que a violação é sim um "acto medieval".
O Rape-aXe não está à venda na África do Sul e só é usado em experiências pontuais com voluntários.
Médica oferece 30 mil para proteger mulheres durante o Mundial
É semelhante a um preservativo feminino, mas vai muito mais além do que evitar a gravidez. O Rape-aXe consiste num dispositivo de plástico com arestas em forma de serra no interior e o principal objectivo é evitar a violação.
A mulher introduz o preservativo na vagina, como se fosse um tampão, e pode fazer uma vida perfeitamente normal. Em caso de ataque, a vítima não sofre qualquer dano, mas atrapalha a acção do pénis do agressor.
O Rape-aXe foi inventado por Sonnet Ehlers, uma médica que atende mulheres vítimas de abuso sexual na África do Sul e que agora se propõe a distribuir de forma gratuita 30 mil destes preservativos durante o Mundial 2010, que se disputa neste Verão. Em 2005 foi testado o primeiro protótipo deste preservativo, na Cidade do Cabo, e a inventora garante que está totalmente aperfeiçoado para ser usado em larga escala.
"Trata-se de um aparelho que se introduz na vagina, é muito cómodo e, em caso de abuso sexual, atrapalha o pénis do homem. Este sentirá uma grande dor e só o poderá retirar se for a um hospital, onde não pode negar que tenha penetrado uma mulher", explicou Ehlers, numa entrevista à Radio Netherlands.
O pénis do agressor fica preso ao dispositivo e não há qualquer perigo do membro sangrar e contagiar a mulher com qualquer tipo de doença. Ehlers garante ainda que o preservativo não produz danos para a mulher. Já o homem pode sofrer algumas cicatrizes provocadas pelas arestas dentadas do dispositivo que cicatrizam com o tempo.
POLÉMICA MARCA INVENÇÃO
O dispositivo não é, contudo, consensual e tem gerado algumas críticas, que a inventora rebate. Um dos primeiros argumentos dos que se mostram contra o dispositivo passa pela possibilidade do homem se tornar mais violento e matar a mulher. Ehlers responde que "sempre que uma mulher sofre uma violação corre o perigo que a matem".
Por outro lado, tem-se especulado que algumas mulheres possam usar o Rape-aXe como forma de vingança contra um ex-companheiro. A médica admite essa hipótese, mas oferece um conselho às mulheres: "Não ponhas o que te pertence onde não te pertence e nunca terás problemas".
Por último, alguns críticos consideram que o Rape-aXe é um "dispositivo medieval", o que Ehlers contesta, alegando que a violação é sim um "acto medieval".
O Rape-aXe não está à venda na África do Sul e só é usado em experiências pontuais com voluntários.
14 de abril de 2010
Igreja recebe mais de um milhão por terreno do tamanho de piscina olímpica
Estradas de Portugal
por Filipa Martins e Inês Serra Lopes, Publicado em 13 de Abril de 2010
A CRIL rendeu ao Patriarcado de Lisboa mais de 1,2 milhões de euros por terreno na Buraca
O Patriarcado de Lisboa uma indemnização de mais de um milhão de euros (€1 116 600) pela expropriação de uma faixa de terreno na Buraca, com mil e duzentos metros quadrados. Um valor que excede em muito o preço do metro quadrado na Avenida da Liberdade (3 mil euros) ou mesmo nos parisienses Champs Elysées (sete mil euros). Nada se compara com o valor atingido pela propriedade do Instituto de Formação e Apostolado, a Quinta do Bom Pastor da Buraca, que estava no caminho traçado da IC17-CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa), para o sublanço Buraca/Pontinha.
A Estradas de Portugal estava a expropriar terrenos para o lançamento da obra e a declaração de utilidade pública do terreno (a parcela 1.01), com carácter de urgência, já tinha sido publicada em Diário da República no ano anterior à assinatura do acordo entre as duas entidades, em Outubro de 2007.
Porém, a EP preferiu negociar directamente e fazer o acordo com a Igreja Católica sem recorrer ao processo de expropriação previsto na lei (ver caixa). Acontece que esse acordo acabou por sair muito caro à empresa - sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.
O direito canónico vale mais do que o direito português. Pelo menos para a Estradas de Portugal. É o que diz o acordo relativo ao terreno a expropriar, que foi celebrado a 30 de Maio de 2008, entre a EP e o Instituto de Formação e Apostolado, que gere a Quinta do Bom Pastor da Buraca e é uma entidade colectiva religiosa, integrada no Patriarcado de Lisboa.
Na verdade, o considerando K desse acordo diz o seguinte: "As partes expressamente reconhecem que o presente acordo é celebrado em função da natureza religiosa do expropriado e tomando em consideração que o mesmo se rege pelo Direito Canónico, o qual é susceptível de condicionar o regime geral das expropriações previsto no Código da Expropriações, aprovado pela Lei n.o 168/99 de 18 de Setembro." Afirmação que as partes do contrato aceitaram como boa mas que o ordenamento jurídico português não sufraga nem admite em parte alguma.
A avaliação feita pela própria igreja Nos termos do acordo assinado, ambas as partes acordaram reduzir a área da parcela expropriada de 1494 metros quadrados (área que havia sido declarada de utilidade pública urgente) para 1244.
Por essa área, o Patriarcado recebeu uma indemnização de €186 600 (cento e oitenta e seis mil e seiscentos euros).
A essa parcela acresceu uma "indemnização pela desvalorização de 14% da propriedade do expropriado" no montante de €840 mil. Ou seja, a EP pagou mais de 800 mil euros pela desvalorização do terreno da Igreja, ao qual só foram deduzidos 14 por cento da sua extensão. Além disso, a EP pagou ainda uma indemnização de €80 mil para transformar um antigo caminho pedonal no acesso de veículos pesados à Casa do Bom Pastor. Mas não basta: a EP comprometeu-se ainda a pagar mensalmente € 10 mil como "indemnização pela não utilização da Casa do Bom Pastor da Buraca durante o período de execução da obra (correspondente aos custos de manutenção da Casa, os quais se manterão durante aquele período)".
Ora, acontece que todos estes valores foram obtidos com base numa avaliação que terá sido feita pela própria Igreja, não se sabe por que técnicos, nem com que critérios ou objectivos. E, nem sequer, quando terá sido feita. Essa "avaliação", é citada no considerando C do acordo com a EP a que o i teve acesso e atribui à propriedade o valor de €6 000 000 (6 milhões de euros). Assim se compreendem os valores pagos pela EP.
Até à hora de fecho desta edição não foi possível obter uma reacção do Patriarcado de Lisboa, nem sequer deixar uma mensagem na caixa de mensagens do porta-voz, Padre Edgar Clara - que tem o voice mail cheio. Na impossibilidade de obter uma resposta da EP em tempo útil, o i tentou sem sucesso contactar directamente o seu presidente, Almerindo Marques, e o administrador que assinou o acordo pela EP, Rui Nelson Dinis.
Este troço da CRIL, que tem menos de quatro quilómetros de extensão, implicou 1400 processos relativos a compensações por direitos de propriedade, dos quais 550 foram resultantes de processos de expropriação.
As expropriações e a complexidade da obra acabaram por ter impacto no custo final a pagar pela Estradas de Portugal. Assim, a conclusão do projecto, que tinha sido concebido para reforçar a rede viária da grande Lisboa para a Expo-98, só deverá ficar concluído este Verão.
por Filipa Martins e Inês Serra Lopes, Publicado em 13 de Abril de 2010
A CRIL rendeu ao Patriarcado de Lisboa mais de 1,2 milhões de euros por terreno na Buraca
O Patriarcado de Lisboa uma indemnização de mais de um milhão de euros (€1 116 600) pela expropriação de uma faixa de terreno na Buraca, com mil e duzentos metros quadrados. Um valor que excede em muito o preço do metro quadrado na Avenida da Liberdade (3 mil euros) ou mesmo nos parisienses Champs Elysées (sete mil euros). Nada se compara com o valor atingido pela propriedade do Instituto de Formação e Apostolado, a Quinta do Bom Pastor da Buraca, que estava no caminho traçado da IC17-CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa), para o sublanço Buraca/Pontinha.
A Estradas de Portugal estava a expropriar terrenos para o lançamento da obra e a declaração de utilidade pública do terreno (a parcela 1.01), com carácter de urgência, já tinha sido publicada em Diário da República no ano anterior à assinatura do acordo entre as duas entidades, em Outubro de 2007.
Porém, a EP preferiu negociar directamente e fazer o acordo com a Igreja Católica sem recorrer ao processo de expropriação previsto na lei (ver caixa). Acontece que esse acordo acabou por sair muito caro à empresa - sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.
O direito canónico vale mais do que o direito português. Pelo menos para a Estradas de Portugal. É o que diz o acordo relativo ao terreno a expropriar, que foi celebrado a 30 de Maio de 2008, entre a EP e o Instituto de Formação e Apostolado, que gere a Quinta do Bom Pastor da Buraca e é uma entidade colectiva religiosa, integrada no Patriarcado de Lisboa.
Na verdade, o considerando K desse acordo diz o seguinte: "As partes expressamente reconhecem que o presente acordo é celebrado em função da natureza religiosa do expropriado e tomando em consideração que o mesmo se rege pelo Direito Canónico, o qual é susceptível de condicionar o regime geral das expropriações previsto no Código da Expropriações, aprovado pela Lei n.o 168/99 de 18 de Setembro." Afirmação que as partes do contrato aceitaram como boa mas que o ordenamento jurídico português não sufraga nem admite em parte alguma.
A avaliação feita pela própria igreja Nos termos do acordo assinado, ambas as partes acordaram reduzir a área da parcela expropriada de 1494 metros quadrados (área que havia sido declarada de utilidade pública urgente) para 1244.
Por essa área, o Patriarcado recebeu uma indemnização de €186 600 (cento e oitenta e seis mil e seiscentos euros).
A essa parcela acresceu uma "indemnização pela desvalorização de 14% da propriedade do expropriado" no montante de €840 mil. Ou seja, a EP pagou mais de 800 mil euros pela desvalorização do terreno da Igreja, ao qual só foram deduzidos 14 por cento da sua extensão. Além disso, a EP pagou ainda uma indemnização de €80 mil para transformar um antigo caminho pedonal no acesso de veículos pesados à Casa do Bom Pastor. Mas não basta: a EP comprometeu-se ainda a pagar mensalmente € 10 mil como "indemnização pela não utilização da Casa do Bom Pastor da Buraca durante o período de execução da obra (correspondente aos custos de manutenção da Casa, os quais se manterão durante aquele período)".
Ora, acontece que todos estes valores foram obtidos com base numa avaliação que terá sido feita pela própria Igreja, não se sabe por que técnicos, nem com que critérios ou objectivos. E, nem sequer, quando terá sido feita. Essa "avaliação", é citada no considerando C do acordo com a EP a que o i teve acesso e atribui à propriedade o valor de €6 000 000 (6 milhões de euros). Assim se compreendem os valores pagos pela EP.
Até à hora de fecho desta edição não foi possível obter uma reacção do Patriarcado de Lisboa, nem sequer deixar uma mensagem na caixa de mensagens do porta-voz, Padre Edgar Clara - que tem o voice mail cheio. Na impossibilidade de obter uma resposta da EP em tempo útil, o i tentou sem sucesso contactar directamente o seu presidente, Almerindo Marques, e o administrador que assinou o acordo pela EP, Rui Nelson Dinis.
Este troço da CRIL, que tem menos de quatro quilómetros de extensão, implicou 1400 processos relativos a compensações por direitos de propriedade, dos quais 550 foram resultantes de processos de expropriação.
As expropriações e a complexidade da obra acabaram por ter impacto no custo final a pagar pela Estradas de Portugal. Assim, a conclusão do projecto, que tinha sido concebido para reforçar a rede viária da grande Lisboa para a Expo-98, só deverá ficar concluído este Verão.
9 de abril de 2010
Gestores do PSI-20 ganharam 76 milhões em 2009
Gestores do PSI-20 ganharam 76 milhões em 2009
As 17 empresas cotadas no PSI-20 que já divulgaram os seus relatórios de gestão pagaram, no ano passado, 76 milhões de euros aos administradores executivos. Só os presidentes destas companhias receberam 17,3 milhões de euros entre salários fixos, bónus e prémios
Apesar de ter sido um ano pautado pela crise, esta parece não ter afectado as empresas cotadas no principal índice bolsista nacional, já que quase todos os presidentes destas companhias receberam prémios indexados aos resultados. No total, as 17 empresas que já divulgaram as remunerações dos seus conselhos de administração - ou seja, que já enviaram o relatório de gestão da sociedade ao regulador do mercado, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) - pagaram 76 milhões de euros à sua equipa de gestão.
Só os presidentes executivos destas companhias receberam 17,3 milhões de euros entre salários fixos, bónus e prémios. O 'campeão' das remunerações em 2009 foi António Mexia, presidente executivo da EDP, que auferiu um total de 3,1 milhões de euros. Destes, apenas 703 mil euros dizem respeito a salário fixo, já que o restante foi atribuído em forma de bónus anual - respeitante ao desempenho da empresa no ano anterior - e em prémios plurianuais - relativos ao cumprimento de objectivos do mandato anterior, que terminou em 2008. Este o motivo por que o total auferido por Mexia em 2009 foi quase de dois milhões de euros, superior ao recebido no ano anterior.
Também Zeinal Bava, presidente executivo da Portugal Telecom, beneficiou de prémios plurianuais devido ao fim do mandato. O gestor recebeu 2,5 milhões de euros em 2009, dos quais um milhão de bónus é referente ao seu trabalho entre 2006/2008.
Na banca, Ricardo Salgado, presidente executivo do BES, é o mais bem remunerado ao receber um milhão de euros entre salário fixo e variável. Segue-se Fernando Ulrich, presidente do BPI, que auferiu 727 mil euros. Já Carlos Santos Ferreira, líder do BCP, fica em último lugar, com 650 mil euros, já que os administradores executivos e não executivos do banco não tiveram direito a qualquer tipo de bónus ou prémio no ano passado, regra que se manterá em 2010.
Quando comparadas as remunerações das equipas de gestão com os lucros obtidos por estas empresas, os administradores da Sonaecom são os mais bem pagos, pois os quase 2,8 milhões de euros pagos aos gestores da operadora de telecomunicações correspondem a 47% dos resultados líquidos de 2009.
Das 20 empresas cotadas no PSI-20, apenas a Sonae Indústria apresentou prejuízos no ano passado. No entanto, isso não impediu a holding de Belmiro de Azevedo de premiar os seus gestores com bónus de curto e médio prazo. No total, a equipa liderada por Carlos Bianchi de Aguiar recebeu um milhão de euros em 2009.
Apesar da boa performance da maioria das empresas do principal índice nacional, há gestores que não tiveram direito a bónus ou prémios. É o caso de Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, como já foi referido, e ainda de Vasco de Mello, líder da Brisa, e de Ana Maria Fernandes, presidente executiva da EDP Renováveis.
No caso do responsável da concessionária nacional, foi o próprio gestor que abdicou dos seus prémios no ano passado, segundo o relatório sobre o governo da sociedade da empresa, recebendo apenas um salário fixo de quase 433 mil euros e benefícios de cerca de 60 mil euros. Já a líder da EDP Renováveis recebeu apenas, desta companhia, um salário fixo de 247 mil euros
por Maria João Espadinha
INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me ia esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me ia esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!
7 de abril de 2010
Estado perde 175 pessoas por dia
07 Abril 2010 - 00h30
Administração Pública
Estado perde 175 pessoas por dia
Em três meses pedidos de reforma atingem os 15 mil. Finanças dizem que se trata de uma “antecipação do que seria normal esperar ao longo do ano”. É expectável uma redução nos próximos meses.
Mais de 15 mil funcionários públicos pediram para sair da Administração Pública nos primeiros três meses do ano. Uma média de 175 pedidos de saída por dia: o triplo do que se verificou em igual período de 2009. De facto, neste trimestre de 2010 saíram quase tantos trabalhadores quanto o total de saídas registadas no ano passado.
Os números ontem divulgados pelo Ministério das Finanças revelam que houve 15 806 pedidos de aposentação de funcionários públicos entre Janeiro e Março, quando no total de 2009 saíram efectivamente para a reforma 23 720 trabalhadores.
Esta autêntica corrida à aposentação tem gerado preocupação no Ministério das Finanças, face a uma eventual ruptura de serviços. Os sindicatos têm alertado para a situação: 'Só na Segurança Social já saíram 20% do total de trabalhadores, que não são substituídos', exemplifica José Abraão, da Fesap, que alerta ainda para o facto de a burocracia nos procedimentos concursais não permitir colmatar estas saídas. 'Os que ficam são sobrecarregados com trabalho e isso reflecte-se na eficácia dos serviços prestados', lamenta.
Para Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), os números revelam o 'desespero' dos trabalhadores. 'É preciso reequacionar as medidas do Governo na Administração Pública para estancar este assédio aos trabalhadores, que provoca esta corrida às reformas', salienta. Por esse mesmo motivo, tanto a Fesap quanto o STE vão insistir junto do Governo para que recue em alguns pontos previstos para a Administração Pública, particularmente na regra de duas saídas por cada entrada e, mais importante, na subida da idade da reforma para os 65 anos.
Ao que o CM apurou, as Finanças preparam-se para agilizar os procedimentos concursais, que chegam a durar um ano e meio até se contratar alguém, de modo a colmatar, em certa medida, as saídas que se verificam. 'Há falta de pessoal e para preencher uma vaga passa-se mais de um ano. Não é comportável', sublinha Abraão.
PORMENORES
PENALIZAÇÕES
O Governo vai passar a aplicar uma penalização de 6% por cada ano de antecipação na reforma. Actualmente esse corte é de 4,5% ao ano.
FINANÇAS REAGEM
O Ministério das Finanças considera que as saídas são 'uma antecipação do que seria normal esperar ao longo do ano. Houve uma concentração de pedidos neste primeiro trimestre. Prevemos que este número de pedidos se reduza significativamente.'
VAGAS PARA LUGAR DE DENTISTA SEM CANDIDATOS
O número de candidatos aos cinco mil estágios na Administração Central já triplicou o número de vagas disponíveis. Segundo o Ministério das Finanças, até ao momento houve 16 mil candidaturas de jovens à procura de emprego. 'A procura já excedeu em quase todas as áreas', com a excepção de três. Segundo fonte das Finanças, até ao momento não houve candidatos para as vagas disponíveis em Ciências Dentárias, Ciências Informáticas e Terapia e Reabilitação. O prazo para a entrega das candidaturas termina esta sexta-feira.
Administração Pública
Estado perde 175 pessoas por dia
Em três meses pedidos de reforma atingem os 15 mil. Finanças dizem que se trata de uma “antecipação do que seria normal esperar ao longo do ano”. É expectável uma redução nos próximos meses.
Mais de 15 mil funcionários públicos pediram para sair da Administração Pública nos primeiros três meses do ano. Uma média de 175 pedidos de saída por dia: o triplo do que se verificou em igual período de 2009. De facto, neste trimestre de 2010 saíram quase tantos trabalhadores quanto o total de saídas registadas no ano passado.
Os números ontem divulgados pelo Ministério das Finanças revelam que houve 15 806 pedidos de aposentação de funcionários públicos entre Janeiro e Março, quando no total de 2009 saíram efectivamente para a reforma 23 720 trabalhadores.
Esta autêntica corrida à aposentação tem gerado preocupação no Ministério das Finanças, face a uma eventual ruptura de serviços. Os sindicatos têm alertado para a situação: 'Só na Segurança Social já saíram 20% do total de trabalhadores, que não são substituídos', exemplifica José Abraão, da Fesap, que alerta ainda para o facto de a burocracia nos procedimentos concursais não permitir colmatar estas saídas. 'Os que ficam são sobrecarregados com trabalho e isso reflecte-se na eficácia dos serviços prestados', lamenta.
Para Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), os números revelam o 'desespero' dos trabalhadores. 'É preciso reequacionar as medidas do Governo na Administração Pública para estancar este assédio aos trabalhadores, que provoca esta corrida às reformas', salienta. Por esse mesmo motivo, tanto a Fesap quanto o STE vão insistir junto do Governo para que recue em alguns pontos previstos para a Administração Pública, particularmente na regra de duas saídas por cada entrada e, mais importante, na subida da idade da reforma para os 65 anos.
Ao que o CM apurou, as Finanças preparam-se para agilizar os procedimentos concursais, que chegam a durar um ano e meio até se contratar alguém, de modo a colmatar, em certa medida, as saídas que se verificam. 'Há falta de pessoal e para preencher uma vaga passa-se mais de um ano. Não é comportável', sublinha Abraão.
PORMENORES
PENALIZAÇÕES
O Governo vai passar a aplicar uma penalização de 6% por cada ano de antecipação na reforma. Actualmente esse corte é de 4,5% ao ano.
FINANÇAS REAGEM
O Ministério das Finanças considera que as saídas são 'uma antecipação do que seria normal esperar ao longo do ano. Houve uma concentração de pedidos neste primeiro trimestre. Prevemos que este número de pedidos se reduza significativamente.'
VAGAS PARA LUGAR DE DENTISTA SEM CANDIDATOS
O número de candidatos aos cinco mil estágios na Administração Central já triplicou o número de vagas disponíveis. Segundo o Ministério das Finanças, até ao momento houve 16 mil candidaturas de jovens à procura de emprego. 'A procura já excedeu em quase todas as áreas', com a excepção de três. Segundo fonte das Finanças, até ao momento não houve candidatos para as vagas disponíveis em Ciências Dentárias, Ciências Informáticas e Terapia e Reabilitação. O prazo para a entrega das candidaturas termina esta sexta-feira.
MAIS UMA GOLPADA neste nosso PAÍS a SAQUE !!!!!!
Uma cambada de bandidos ao saque dos nossos impostos...
Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE...
É uma golpada com muita classe, e os golpistas somos nós....
...que vergonha.
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE...
É uma golpada com muita classe, e os golpistas somos nós....
...que vergonha.
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
SALÁRIOS MILIONÁRIOS, À CUSTA DO CONTRIBUINTE...
Governo congela salários até 2013!
«O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para a Função Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado»
Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em "moderação" e não vão aumentar:
- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 € 2.806 CONTOS/dia
- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 € 2.479 CONTOS/dia
- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 € 2439 CONTOS /dia
- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 € 1666 CONTOS /dia
- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 € 1670 CONTOS /dia
- Fernando Nogueira (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola): ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 € 1656 CONTOS /dia
- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 € 1640 CONTOS /dia
- Vítor Santos: ERSE, 233 857,00 € 1562 CONTOS /dia
- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom, Aut. Reg. da Com. Social, 224 000,00 € 1496 CONTOS /dia
- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 € 1337 CONTOS /dia
- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 € 896 CONTOS /dia
- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 € 888 CONTOS /dia
- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 € 846 CONTOS /dia
- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 € 644 CONTOS /dia
- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 € 596 CONTOS /dia
- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 € 444 CONTOS /dia
- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 € 444 CONTOS /dia
- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 € 393 CONTOS /dia
- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 € 393 CONTOS /dia
- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 € 461 CONTOS /dia
Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras e observatórios...
Enfim é um fartar, vilanagem!!!
E pedem contenção e moderação!!!!
Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores: ''Tome lá
meu caro amigo 350.000 euros para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei...
Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
Publicado por Pulseira Electrónica on 21 de Fev de 2010
«O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para a Função Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado»
Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em "moderação" e não vão aumentar:
- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 € 2.806 CONTOS/dia
- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 € 2.479 CONTOS/dia
- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 € 2439 CONTOS /dia
- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 € 1666 CONTOS /dia
- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 € 1670 CONTOS /dia
- Fernando Nogueira (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola): ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 € 1656 CONTOS /dia
- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 € 1640 CONTOS /dia
- Vítor Santos: ERSE, 233 857,00 € 1562 CONTOS /dia
- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom, Aut. Reg. da Com. Social, 224 000,00 € 1496 CONTOS /dia
- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 € 1337 CONTOS /dia
- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 € 896 CONTOS /dia
- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 € 888 CONTOS /dia
- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 € 846 CONTOS /dia
- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 € 644 CONTOS /dia
- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 € 596 CONTOS /dia
- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 € 444 CONTOS /dia
- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 € 444 CONTOS /dia
- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 € 393 CONTOS /dia
- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 € 393 CONTOS /dia
- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 € 461 CONTOS /dia
Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras e observatórios...
Enfim é um fartar, vilanagem!!!
E pedem contenção e moderação!!!!
Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores: ''Tome lá
meu caro amigo 350.000 euros para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei...
Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
Publicado por Pulseira Electrónica on 21 de Fev de 2010
1 de abril de 2010
Presidente da Zon ganhou 1,34 milhões em 2009
01 Abril 2010 - 20h47
Um milhão de euros fixos e 350 mil euros em prémios
Presidente da Zon ganhou 1,34 milhões em 2009
O presidente da Zon Multimédia, Rodrigo Costa, recebeu no ano passado quase um milhão de euros em remuneração fixa e variável, a que se somam mais quase 350 mil euros em prémios de exercícios anteriores, revelou esta quinta-feira a empresa à CMVM.
No Relatório e Contas de 2009 consta a remuneração fixa de 695 mil euros, mais a remuneração variável de 300 mil euros recebidas por Rodrigo Costa no ano passado, além dos 347,3 mil euros em prémios de anos anteriores, num valor total de 1,34 milhões de euros.
Excluindo os prémios de exercícios passados, a comissão executiva da Zon, composta por quatro gestores, recebeu remunerações de 2,8 milhões de euros em 2009. O presidente do conselho de administração ('chairman'), Daniel Proença de Carvalho, auferiu 250 mil euros de remuneração fixa.
Um milhão de euros fixos e 350 mil euros em prémios
Presidente da Zon ganhou 1,34 milhões em 2009
O presidente da Zon Multimédia, Rodrigo Costa, recebeu no ano passado quase um milhão de euros em remuneração fixa e variável, a que se somam mais quase 350 mil euros em prémios de exercícios anteriores, revelou esta quinta-feira a empresa à CMVM.
No Relatório e Contas de 2009 consta a remuneração fixa de 695 mil euros, mais a remuneração variável de 300 mil euros recebidas por Rodrigo Costa no ano passado, além dos 347,3 mil euros em prémios de anos anteriores, num valor total de 1,34 milhões de euros.
Excluindo os prémios de exercícios passados, a comissão executiva da Zon, composta por quatro gestores, recebeu remunerações de 2,8 milhões de euros em 2009. O presidente do conselho de administração ('chairman'), Daniel Proença de Carvalho, auferiu 250 mil euros de remuneração fixa.
Luvas de 6,4 milhões para quatro políticos
01 Abril 2010 - 00h30
Caso dos submarinos
Luvas de 6,4 milhões para quatro políticos
Compra dos navios investigada em Portugal e na Alemanha. Quatro pessoas ligadas ao Governo PSD/CDS-PP terão recebido cada uma 1,6 milhões de euros.
Quatro políticos ligados ao Governo da coligação PSD/CDS-PP, responsável pela adjudicação da compra de dois submarinos aos alemães do German Submarin Consortium (GSC) em 2004, terão recebido cada um luvas de 1,6 milhões de euros pela concretização daquele negócio. Ao todo, as quatro pessoas em causa terão recebido 6,4 milhões de euros.
Todos os intervenientes na operação de compra dos dois submarinos, sejam portugueses ou estrangeiros, terão recebido, segundo apurou o CM, o mesmo montante em luvas: 1,6 milhões de euros.
Por isso, aos quatro políticos ligados ao Executivo da altura acrescerá ainda uma quinta pessoa: o cônsul honorário de Portugal em Berlim, Jürgen Adolff, que, segundo as investigações da Procuradoria de Justiça de Berlim, terá recebido uma comissão de 1,6 milhões de euros por alegadamente ter organizado um encontro entre um administrador da Ferrostaal, empresa que integra o GSC, e Durão Barroso, no Verão de 2002. Ontem, o Governo demitiu do cargo aquele diplomata.
Em buscas realizadas à sede da Man Ferrostaal, em Essen, as autoridades de Munique encontraram, segundo revelou esta semana a ‘Der Spiegel’, mais de uma dúzia de contratos de mediação e consultadoria que se destinavam a disfarçar o pagamento de luvas a 'decisores do Governo, dos ministérios e da Marinha de Portugal'.
A Ferrostaal já disse que 'o alvo da suspeita não é a empresa', mas confirmou que 'foi informada de que se trata de acusações de suborno em alguns projectos específicos'.
A compra dos submarinos está também a ser investigada em Portugal. O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado por Cândida Almeida, tem dirigido as investigações em duas importantes linhas: por um lado, apurar como vão ser pagos os submarinos ao GSC, uma vez que não foi definido um plano de financiamento; por outro, cruzar as transferências e depósitos bancários para perceber que comissões foram pagas e a quem.
Os investigadores portugueses já fizeram buscas à sede da Ferrostaal, na Alemanha, e aguardam o envio de documentação importante.
PORMENORES
CASO PORTUCALE
A Polícia Judiciária começou a investigar os submarinos em 2007, após uma certidão retirada do caso Portucale.
GARANTIA DE UM ANO
Os submarinos, segundo o contrato, têm um prazo de validade de apenas um ano.
BES EM LONDRES
Segundo a investigação, foram depositados 30 milhões de euros em nome da Escom no balcão do BES em Londres.
Continua...
Caso dos submarinos
Luvas de 6,4 milhões para quatro políticos
Compra dos navios investigada em Portugal e na Alemanha. Quatro pessoas ligadas ao Governo PSD/CDS-PP terão recebido cada uma 1,6 milhões de euros.
Quatro políticos ligados ao Governo da coligação PSD/CDS-PP, responsável pela adjudicação da compra de dois submarinos aos alemães do German Submarin Consortium (GSC) em 2004, terão recebido cada um luvas de 1,6 milhões de euros pela concretização daquele negócio. Ao todo, as quatro pessoas em causa terão recebido 6,4 milhões de euros.
Todos os intervenientes na operação de compra dos dois submarinos, sejam portugueses ou estrangeiros, terão recebido, segundo apurou o CM, o mesmo montante em luvas: 1,6 milhões de euros.
Por isso, aos quatro políticos ligados ao Executivo da altura acrescerá ainda uma quinta pessoa: o cônsul honorário de Portugal em Berlim, Jürgen Adolff, que, segundo as investigações da Procuradoria de Justiça de Berlim, terá recebido uma comissão de 1,6 milhões de euros por alegadamente ter organizado um encontro entre um administrador da Ferrostaal, empresa que integra o GSC, e Durão Barroso, no Verão de 2002. Ontem, o Governo demitiu do cargo aquele diplomata.
Em buscas realizadas à sede da Man Ferrostaal, em Essen, as autoridades de Munique encontraram, segundo revelou esta semana a ‘Der Spiegel’, mais de uma dúzia de contratos de mediação e consultadoria que se destinavam a disfarçar o pagamento de luvas a 'decisores do Governo, dos ministérios e da Marinha de Portugal'.
A Ferrostaal já disse que 'o alvo da suspeita não é a empresa', mas confirmou que 'foi informada de que se trata de acusações de suborno em alguns projectos específicos'.
A compra dos submarinos está também a ser investigada em Portugal. O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado por Cândida Almeida, tem dirigido as investigações em duas importantes linhas: por um lado, apurar como vão ser pagos os submarinos ao GSC, uma vez que não foi definido um plano de financiamento; por outro, cruzar as transferências e depósitos bancários para perceber que comissões foram pagas e a quem.
Os investigadores portugueses já fizeram buscas à sede da Ferrostaal, na Alemanha, e aguardam o envio de documentação importante.
PORMENORES
CASO PORTUCALE
A Polícia Judiciária começou a investigar os submarinos em 2007, após uma certidão retirada do caso Portucale.
GARANTIA DE UM ANO
Os submarinos, segundo o contrato, têm um prazo de validade de apenas um ano.
BES EM LONDRES
Segundo a investigação, foram depositados 30 milhões de euros em nome da Escom no balcão do BES em Londres.
Continua...
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