2 de março de 2011

PSP baleado por colega acaba por morrer

Um agente da PSP baleou esta quarta-feira um colega em Lisboa, na esquadra da Horta Nova. O ferido, de 24 anos, acabou por morrer.

De acordo com declarações de fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública à agência Lusa, o agente da PSP, ferido "na zona do abdómen", esteve a ser "intervencionado" num hospital de Lisboa.

Fonte do Hospital de Santa Maria confirmou a entrada na unidade de saúde de "um baleado". No entanto, acabou por não resistir aos ferimentos, até porque a bala se alojou perto da coluna vertebral. O CM sabe que a vítima tinha acabado de entrar ao serviço, quando os disparos foram feitos.

O Comando Metropolitano referiu que o incidente ocorreu cerca das 17h00 naela esquadra, a 32.ª, e que o agente autor do disparo está a ter acompanhamento psicológico.

Contactado pela Lusa, o comandante da esquadra da Horta Nova não quis prestar declarações, mas adiantou que não se tratou de um acto "premeditado", remetendo mais explicações para a Direcção Nacional da PSP.

Por seu turno, o oficial de dia da Direcção Nacional disse à Lusa não dispor de informações para divulgar à comunicação social. O atirador ficou em estado de choque na sequência dos disparo.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério da Administração Interna disse que, "neste momento", o gabinete do ministro Rui Pereira não tem comentários a fazer sobre este incidente, remetendo qualquer informação para a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Fonte: Correio da Manhã

Os professores e os gestores

E o que acontece sempre que os salários dos gestores públicos são trazidos à praça da classe trabalhadora (não se pode dizer pública porque deixou de o ser há muito) é simplesmente isto: alguém no Parlamento levanta a questão e é imediatamente acusado de ter contribuído para a soma avultada que agora contesta. Resultado: tudo fica como está. Entretanto, a imprensa dá a notícia e convida para os noticiários comentadores que justificam tais quantias, dizendo que, se esta gente não for apaparicada por todos nós, ela vai para o estrangeiro ou para o privado.
E porque não a deixamos ir?
Não, não, nem pensar. Ela dá a ganhar muitos milhões de euros ao Estado.
Ah, sim… e onde estão esses milhões?
No Estado.
Mas o Estado somos nós. E nós estamos falidos, certo?
Certo. O diálogo sem fim à vista morre aqui.
O Estado está falido, porque não se sabe governar a si próprio, daí continuarem milhares de portugueses a descontar para pagar tanto aos catalogados de melhores do país – os que mais se esforçam pelos famosos lucros das empresas públicas. No fundo, os salvadores da pátria; os insubstituíveis, cujos cargos mais ninguém, com menor salário e sem chantagear o país de que se vai embora, consegue desempenhar; os que têm um QI acima da média, desenvolvido por muitos professores que veem agora os seus salários a serem reduzidos e os seus lugares nas escolas a diminuírem, só para que não se deixe estas crianças, agora adultas, tão esforçadas e tão inteligentes, sentirem uma dificuldade no seu percurso de vida, que seria ganhar menos, muito menos, porque o país não pode pagar tanto.
A diferença entre um gestor e um professor é, de facto, muito grande. Reside no salário. Reside no bom senso. Reside no espírito de sacrifício. Reside no bem que procura fazer aos outros e à comunidade onde está inserido. Reside no que entende por Estado. Não se acha o mais especial. Não é o melhor. É simplesmente um entre muitos. Comete erros todos os dias. Muitos. E o maior que o professor pode cometer é o de não ensinar o indivíduo a trabalhar para o bem comum.
Há que corrigir o erro no futuro, já que filho criado, trabalho redobrado.


Os acontecimentos da educação, que têm sido noticiados nos últimos tempos, relacionam-se, sobretudo, com a forma como o governo tem conduzido a sua ação governativa, assente em questões financeiras, que se traduziram nos cortes dos salários dos professores do ensino público e nos despedimentos dos do ensino particular e cooperativo. O desequilíbrio na profissão de docente é notícia. E é notícia séria, para levar a sério.
A sério deveria também ser levada a notícia sobre os salários dos gestores trazida a lume recentemente, que, aliás, não é de hoje. Lembro-me de, há um tempo atrás, ter ouvido qualquer coisa semelhante. Não me lembro dos valores revelados. Lembro-me simplesmente de ter ficado atónita perante a inércia de todos, tal como aconteceu agora.

* Inês Silva - Doutora em Linguística (Sociolinguística). Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Santarém. Tem realizado estudos sobre a escrita dos alunos. É autora de várias publicações de caráter didático e de caráter linguístico. Na ficção, publicou o romance: A Casa das Heras.

FONTE: Correio da Educação

Portugueses e brasileiros fabricam primeiros transístores de papel do mundo

A Universidade Nova de Lisboa (UNL), a Universidade de São Paulo e a empresa brasileira Suzano, o maior produtor de papel-cartão da América Latina, vão fabricar transístores de papel. A iniciativa surge quando a UNL acaba de inventar as primeiras baterias de papel do mundo.

Os primeiros transístores de papel do mundo vão começar a ser fabricados por um consórcio que envolve a Universidade Nova de Lisboa (UNL), a Universidade de São Paulo (USP) e a Suzano - Papel e Celulose, a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do Planeta.

A UNL participa neste projeto através do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), dirigido por Elvira Fortunado, e a USP através do Instituto de Física de São Carlos.

Concretamente, o projeto pretende determinar as propriedades físico-químicas de 30 amostras de diferentes papéis da Suzano, bem como a suas correlações com as propriedades eletrónicas dos transístores produzidos, tendo como substrato filmes desses papéis.

O objetivo é "otimizar o papel para aplicações eletrónicas", adianta Elvira Fortunato. Até agora a equipa do Cenimat tem usado o vulgar papel de escrita ou de fotocópia nas suas experiências com transístores e memórias de papel, que inventou em 2008.

Veja aqui a notícia completa

Fonte: Expresso

Alunos do Politécnico de Viana do Castelo inventam o biofiambre

Três alunos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) inventaram o biofiambre de legumes, um produto “pensado” para consumidores vegetarianos, informou hoje aquele estabelecimento de ensino superior.

Em comunicado, o IPVC acrescenta que o biofiambre de legumes é, também, “interessante” para segmentos de consumidores com preocupações ecológicas, que procuram alimentos saudáveis e inócuos.

Os autores do inovador produto são Ana Catarina Magalhães, José Renato Faria e Rosa Alves, alunos do 3.º ano do curso de Engenharia Alimentar da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC.

Segundo explicam, a matéria-prima, proveniente de agricultura biológica, é sujeita a um branqueamento moderado com o objectivo de intensificar o seu sabor.

O biofiambre de legumes é, então, processado: uma vez refogados os legumes e homogeneizada a mistura, o produto é submetido a uma pasteurização, como forma de conservação, seguindo-se uma maturação controlada, de forma a garantir a sua consistência e textura, muito semelhante à do fiambre.

Sem a adição de corantes e conservantes, os métodos de conservação utilizados são a pasteurização seguida de refrigeração que, “para além de conservar as suas características organoléticas, é uma garantia de segurança para o consumidor”.

Este produto, garantem os criadores, constitui “uma alternativa ao fiambre tradicional para vegetarianos e uma agradável proposta para os não vegetarianos”.

A ideia nasceu após a constatação da necessidade de variedade de produtos e também da crescente preocupação com as dietas alimentares, tendencialmente mais ricas em produtos à base de vegetais, ricos em bioactivos.

O biofiambre de legumes foi um dos projectos seleccionados paras estar representado no espaço FOOD I&DT da edição 2011 da Feira Alimentaria & Horexpo, que vai decorrer em Lisboa de 27 a 30 de Março.

FONTE: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/alunos-do-politecnico-de-viana-do-castelo-inventam-o-biofiambre_1482143

Cérebro humano está uma bola de ténis mais pequeno

O cérebro humano encolheu em 30 mil anos e o fenómeno intriga antropólogos. A maioria dos especialistas aposta mais na hipótese de se tratar de um efeito da evolução face a sociedades mais complexas, do que de um sinal de embrutecimento.

Ao longo de 30 mil anos, o volume médio do cérebro do homem moderno -- homo sapiens -- diminuiu cerca de 10%, de 1500 para 1359 centímetros cúbicos, o equivalente a uma bola de ténis. O cérebro das mulheres, mais pequeno do que o dos homens, sofreu proporcionalmente a mesma redução.

As medidas foram feitas a partir de cérebros encontrados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, explicou o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "Chamo a isto uma redução essencial e uma piscadela de olho à evolução", declarou o especialista numa recente entrevista à revista 'Discover'.

Segundo alguns antropólogos, tal redução não é assim tão surpreendente, na medida em que quanto mais forte e musculado mais tempo leva a inteligência a controlar essa massa.

O homem de Neandertal, um 'parente' do homem moderno desaparecido há 30 mil anos por razões ainda não totalmente clarificadas, era mais forte e tinha um cérebro maior. O homem Cro-Magnon, que pintou as paredes da caverna de Lascaux há cerca de 17 mil anos, foi o Homo sapiens com maior cérebro. Era igualmente mais forte do que os seus descendentes.

"Tais recursos eram necessários para sobreviver num ambiente hostil", sublinha David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri, nos EUA, e autor de trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo dos anos.

FONTE: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1777097

Matou mulher com duas facas, lavou-se e despediu-se do filho

Marido homicida exerceu durante sete anos violência doméstica contra companheira e crianças.

Antes de morta, com golpes de duas facas, uma professora de Arcozelo, Gaia, foi durante anos vítima de maus-tratos. A GNR nunca deteve o marido que viria a tornar-se homicida e que, após o crime, lavou-se e despediu-se de um filho como se nada tivesse acontecido.

No julgamento que amanhã, quinta-feira, se inicia no Tribunal de Gaia não estará em causa apenas o homicídio cometido a 15 de Julho do ano passado por José Manuel Santos Batalha, electricista de 43 anos, de que foi vítima Anabela André Batalha. Em discussão estarão também episódios de violência doméstica ocorridos desde 2003. Atingidos por insultos e agressões foram ainda três filhos menores, de 17, 10 e oito anos. Poucos sabiam do mau ambiente familiar.

FONTE: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1796463

Peugeot 504 do presidente do Irão vendido por 1,81 milhões


O velho Peugeot 504 do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi vendido por 2,5 milhões de dólares (1,81 milhões de euros). Verba reverte para a construção de habitações sociais.

"A empresa que comprou a viatura por 25 mil milhões de riais quer permanecer anónima", adiantou a Organização Iraniana de Ajuda Social, citada pela agência AFP, precisando que a venda às leiloeiras internacionais teve lugar em Abadan, no sudoeste do Irão.

De acordo com o director da Organização Iraniana de Ajuda Social, Ahmad Esfandiari, os compradores eram oriundos sobretudo da "Europa, Ásia e Estados Unidos".

A 1 de Janeiro, Ahmadinejad lançou um portal online para pôr à venda o seu automóvel às leiloeiras internacionais. O montante arrecadado, explicou, seria canalizado para uma conta usada para a construção de "60 mil casas para os deficientes e pessoas com necessidades".

FONTE: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1796533

1 de março de 2011

Crise encerra 50 lojas por dia em todo o país

No último dia de saldos, segunda-feira, os comerciantes de Lisboa e Porto contabilizaram 40% de quebras face ao ano de crise de 2010. Em tal cenário, estarão a encerrar portas 50 empresas por dia a nível nacional. Lisboa e Porto perderam 100, cada uma, desde o Natal.

Os saldos acabaram segunda-feira e as promoções devem arrancar já esta terça-feira. "É uma tentativa desesperada de sobrevivência", define Nuno Camilo, presidente da Associação de Comerciantes do Porto. "Estamos a trabalhar apenas para pagar os compromissos assumidos", acrescenta Maria do Céu Prim, secretária da União de Associações do Comércio e Serviços e presidente da Associação Comercial de Moda do Distrito de Lisboa.

FONTE: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1795608

PSP sem dinheiro para combustível

A decisão foi comunicada numa reunião entre os comandantes de divisão do Comando Metropolitano de Lisboa. Portagens também são para evitar.

Os carros-patrulha da PSP, da área do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis), podem vir a ficar parados nas garagens devido à falta de dinheiro para combustíveis. Segundo o CM apurou, esta hipótese foi avançada numa reunião realizada a 15 de Fevereiro entre os vários comandantes das divisões do Cometlis. O alerta foi claro: não há dinheiro e tem de haver um maior controlo dos gastos com as viaturas que, em último caso, param mesmo.

Estas ordens já foram transmitidas pelos comandantes de divisão aos comandantes de esquadra. Há ainda outras indicações objectivas: só em casos excepcionais é que os carros-patrulha podem circular pela auto-estrada e, ainda assim, tem de existir autorização do comandante da respectiva divisão, caso contrário os agentes podem ser responsabilizados disciplinarmente.

Este é o resultado mais visível do aperto financeiro vivido na PSP. Para Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado de Polícia (SUP), "esta é uma situação preocupante, pois as patrulhas podem ser reduzidas ou acabar".

FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/psp-sem-dinheiro-para-combustivel-220750217

Dois rapazes feridos ao caírem de autocarro para a estrada

Dois rapazes de 12 anos ficaram esta terça-feira feridos ao caírem do autocarro onde viajavam para a estrada, no concelho de Resende, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.

Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Viseu, as duas crianças viajavam num autocarro que as levava da escola para casa quando, cerca das 17h00, no lugar da Moita, freguesia de Cárquere, caíram para a estrada.

"Iam encostadas à porta, a porta abriu-se e elas caíram", explicou.

Uma das crianças ficou com "uma fractura exposta numa perna" e foi transportada para o Hospital de Vila Real.

A outra foi levada para o Hospital de Lamego, "com um hematoma na cabeça e com várias escoriações", acrescentou.

As crianças, ambos rapazes de 12 anos, frequentam a escola EB1 de Resende, de acordo com os Bombeiros Voluntários de Resende, que estiveram no local com quatro elementos e duas viaturas.

FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/resende-dois-rapazes-feridos-ao-cairem-de-autocarro-para-a-estrada