Quatro funcionários detidos. Polícia Judiciária fez 80 buscas em todo o país.
Quatro funcionários do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e outros dois indivíduos foram detidos no âmbito de um inquérito sobre a emissão de cartas de condução falsas. Os compradores conseguiam as cartas entregando àqueles intermediários subornos com um valor médio de cerca de 800 euros e sem frequentar aulas de código ou de condução.
A investigação averigua a prática de crimes de corrupção activa e passiva e de falsificação de documento. O grupo de indivíduos sob investigação permitiu que largas dezenas de condutores andassem na estrada com cartas de condução falsas. Mas a dimensão do problema não está ainda apurada.
FONTE: Jornal de Notícias
25 de maio de 2011
Ministério Público investiga agressão violenta a jovem de 14 anos
O i sabe que o grupo de jovens que filmou e assistiu à agressão sem socorrer a agredida é conhecido da PSP.
São 50 segundos chocantes que mostram duas adolescentes a agredirem violentamente uma rapariga de 14 anos: dão-lhe chapadas, arrastam-na pelo chão enquanto lhe puxam o cabelo, e pontapeiam-na por todo o corpo, inclusivamente no rosto e na cabeça. Esta é parte da história contada num vídeo que está a circular na internet, depois de ter sido publicado na página do Facebook de uma testemunha. As cenas são de tal forma chocantes que o vídeo foi removido ontem à tarde de redes sociais como o YouTube. Através das imagens é possível perceber que a agressão ocorreu em Benfica, junto ao Centro Comercial Colombo. Primeiro, as raparigas acusam a jovem de 14 anos de "andar a dizer" que a "mãe" de alguém (não é possível perceber o nome) "punha lá tudo o que era gajo em casa". Depois, partem para a agressão.
Enquanto a jovem é agredida, a cena é filmada por um rapaz que diz "ai, vai apaaaanhar" e chega a pedir a outro para sair da frente para conseguir captar as imagens. Um outro rapaz também filma através do seu telemóvel. Ouvem-se risos e ninguém intervém para socorrer a vítima, que depois de quase um minuto de agressão acaba por se levantar. O vídeo termina aqui.
A Procuradoria Geral da República (PGR) divulgou ontem que a investigação do caso já está a cargo da PSP, sob orientação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, que dará à PSP "o apoio informático que for possível e necessário para recolha de prova". Ao mesmo tempo, a PGR faz questão de lembrar que "o Ministério Público não tem peritos informáticos ao seu serviço capazes de detectar, em tempo útil, crimes divulgados nas redes sociais".
"Falta apoio especializado em matéria de crimes através da Internet." Fontes judiciais disseram ao i que o próprio DIAP tem, depois de muito porfiar, um especialista em informática. A Polícia Judiciária tem um grupo pequeno e, segundo a mesma fonte, não tem mãos a medir. Ao departamento de investigação e acção penal falta toda a espécie de equipamentos informáticos que vão desde as bases de dados a uma rede interna que funcione de forma adequada.
A PSP teve conhecimento da agressão depois de ter recebido várias denúncias no correio electrónico e na página oficial no Facebook a remeterem para o vídeo na internet. Segundo o porta-voz da PSP, "ao início da tarde a vítima já tinha sido identificada" e, por isso, acreditam poder "chegar rapidamente aos agressores". O i sabe que o grupo de jovens que assistiu e filmou a agressão sem prestar auxílio não é desconhecido da PSP e, ontem, o site de um movimento anti-violência divulgava já o nome das alegadas agressoras e das testemunhas.
A vítima chama-se Filipa, tem 14 anos e estuda no 8º ano de escolaridade da Escola Secundária Padre Alberto Neto, em Queluz. A testemunha e autor do vídeo chama-se Rodolfo Santos, tem 18 anos e frequentou aquela escola até Outubro de 2009, tendo ali completado o 7º ano de escolaridade. Neste momento, frequentará uma escola profissional na zona da Amadora. O director da escola, José Brazão, adiantou ao i que "as agressoras não são alunas da escola" e que a aluna agredida não terá ontem ido às aulas, mas a família já foi contactada pela escola.
Consequências A idade da testemunha que filmou a agressão pode fazer com que as consequências sejam mais graves do que para as agressoras. Rodolfo terá 18 anos e, de acordo com o penalista Manuel da Costa Andrade, pode vir a "responder criminalmente por omissão de auxílio ou mesmo vir a ser considerado cúmplice da agressão". As adolescentes agressoras, caso tenham mais de 16 anos, são imputáveis e podem ser acusadas de ofensas corporais ou ofensas corporais graves. Se tiverem menos de 16 anos, cabe ao Tribunal de Família e Menores determinar uma medida tutelar educativa, sendo a mais grave o internamento, explica o penalista Carlos Melo Alves.
Carlos Anjos, presidente da Comissão de Apoio à Vítima de Crimes Violentos e Violência Doméstica, denuncia, no entanto, que a Lei Tutelar Educativa não tem estruturas de apoio que permitam resolver estes casos. "Os centros de internamento não têm na maior parte das vezes capacidade para impedir as fugas dos menores."
Veja o vídeo aqui.
FONTE: Jornal i
São 50 segundos chocantes que mostram duas adolescentes a agredirem violentamente uma rapariga de 14 anos: dão-lhe chapadas, arrastam-na pelo chão enquanto lhe puxam o cabelo, e pontapeiam-na por todo o corpo, inclusivamente no rosto e na cabeça. Esta é parte da história contada num vídeo que está a circular na internet, depois de ter sido publicado na página do Facebook de uma testemunha. As cenas são de tal forma chocantes que o vídeo foi removido ontem à tarde de redes sociais como o YouTube. Através das imagens é possível perceber que a agressão ocorreu em Benfica, junto ao Centro Comercial Colombo. Primeiro, as raparigas acusam a jovem de 14 anos de "andar a dizer" que a "mãe" de alguém (não é possível perceber o nome) "punha lá tudo o que era gajo em casa". Depois, partem para a agressão.
Enquanto a jovem é agredida, a cena é filmada por um rapaz que diz "ai, vai apaaaanhar" e chega a pedir a outro para sair da frente para conseguir captar as imagens. Um outro rapaz também filma através do seu telemóvel. Ouvem-se risos e ninguém intervém para socorrer a vítima, que depois de quase um minuto de agressão acaba por se levantar. O vídeo termina aqui.
A Procuradoria Geral da República (PGR) divulgou ontem que a investigação do caso já está a cargo da PSP, sob orientação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, que dará à PSP "o apoio informático que for possível e necessário para recolha de prova". Ao mesmo tempo, a PGR faz questão de lembrar que "o Ministério Público não tem peritos informáticos ao seu serviço capazes de detectar, em tempo útil, crimes divulgados nas redes sociais".
"Falta apoio especializado em matéria de crimes através da Internet." Fontes judiciais disseram ao i que o próprio DIAP tem, depois de muito porfiar, um especialista em informática. A Polícia Judiciária tem um grupo pequeno e, segundo a mesma fonte, não tem mãos a medir. Ao departamento de investigação e acção penal falta toda a espécie de equipamentos informáticos que vão desde as bases de dados a uma rede interna que funcione de forma adequada.
A PSP teve conhecimento da agressão depois de ter recebido várias denúncias no correio electrónico e na página oficial no Facebook a remeterem para o vídeo na internet. Segundo o porta-voz da PSP, "ao início da tarde a vítima já tinha sido identificada" e, por isso, acreditam poder "chegar rapidamente aos agressores". O i sabe que o grupo de jovens que assistiu e filmou a agressão sem prestar auxílio não é desconhecido da PSP e, ontem, o site de um movimento anti-violência divulgava já o nome das alegadas agressoras e das testemunhas.
A vítima chama-se Filipa, tem 14 anos e estuda no 8º ano de escolaridade da Escola Secundária Padre Alberto Neto, em Queluz. A testemunha e autor do vídeo chama-se Rodolfo Santos, tem 18 anos e frequentou aquela escola até Outubro de 2009, tendo ali completado o 7º ano de escolaridade. Neste momento, frequentará uma escola profissional na zona da Amadora. O director da escola, José Brazão, adiantou ao i que "as agressoras não são alunas da escola" e que a aluna agredida não terá ontem ido às aulas, mas a família já foi contactada pela escola.
Consequências A idade da testemunha que filmou a agressão pode fazer com que as consequências sejam mais graves do que para as agressoras. Rodolfo terá 18 anos e, de acordo com o penalista Manuel da Costa Andrade, pode vir a "responder criminalmente por omissão de auxílio ou mesmo vir a ser considerado cúmplice da agressão". As adolescentes agressoras, caso tenham mais de 16 anos, são imputáveis e podem ser acusadas de ofensas corporais ou ofensas corporais graves. Se tiverem menos de 16 anos, cabe ao Tribunal de Família e Menores determinar uma medida tutelar educativa, sendo a mais grave o internamento, explica o penalista Carlos Melo Alves.
Carlos Anjos, presidente da Comissão de Apoio à Vítima de Crimes Violentos e Violência Doméstica, denuncia, no entanto, que a Lei Tutelar Educativa não tem estruturas de apoio que permitam resolver estes casos. "Os centros de internamento não têm na maior parte das vezes capacidade para impedir as fugas dos menores."
Veja o vídeo aqui.
FONTE: Jornal i
"Jerónimo, amigo, a esfregona está contigo"
O protesto dos estudantes de Coimbra contra as pinturas nas escadarias obrigou Jerónimo de Sousa a mudar o guião do discurso e a assegurar que ninguém "cala" o PCP
Duas barricadas improvisadas nas escadarias monumentais da Universidade de Coimbra transformaram o comício da CDU num braço-de-ferro entre comunistas e universitários. De um lado, os estudantes, trajados de capas negras, protestando contra os slogans de campanha pintados de alto a baixo nas escadas pela JCP; do outro, apoiantes de Jerónimo de Sousa gritando e agitando bandeiras sem conseguir desmobilizar uma rebelião juvenil que os perseguiu até ao fim.
Esta noite, durante o comício de campanha, as frases de ordem foram confusas e sobrepuseram-se. A CDU que “avança com toda a confiança” nem sempre teve força suficiente para abafar os cânticos “Limpa, limpa, camarada limpa” ou “Jerónimo, amigo, a esfregona está contigo”. Tanto barulho fizeram os alunos que obrigaram os dirigentes comunistas a mudar o guião dos discursos.
Entre as críticas às parceiras público-privadas e elogios ao regresso dos caminhos-de-ferro, houve recados aos universitários para lhes recordar que as “pedras são públicas” e que, “se umas pinturas incomodam muita gente, a voz da CDU incomodará muito mais”, avisou o cabeça-de-lista da CDU por Coimbra. De nada adiantou a advertência de Manuel Rocha pois os protestos dos alunos convocados por Facebook começaram ao primeiro minuto do comício e não tiveram retrocesso.
Mesmo assim, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, fez mais uma tentativa. Recorreu ao passado para relembrar que os comunistas sabem bem o que é o “silenciamento, a provocação e a proibição”. Nada disso foi alguma vez suficiente para “calar” um partido que continuará a “lutar por um Portugal mais justo”.
Poucos metros separavam os apoiantes da CDU - concentrados no início da escadaria -, e os estudantes alinhados no topo das escadas. A distância era demasiado curta, mas ninguém invadiu o espaço de cada um. Vontade não terá faltado, mas em noite de comício, houve também esforços colectivos para não converter a escadaria num campo de batalha. “Só mesmo um partido como este tolera uma provocação como esta”, ouviu-se por entre a multidão.
Embora a muito custo os exercícios de autocontrole tivessem funcionado, desejos mais íntimos de acabar com a festa estudantil foram igualmente difíceis de reprimir. “Isto era pô-los todos a rebolar pelas escadas abaixo” resmunga um camarada para o seu grupo. O certo é que, mesmo com apupos e assobiadelas, o discurso de Jerónimo “por novo rumo” foi até ao fim e o programa do terceiro dia de campanha ficou completo. Ao cair do pano, os dois lados da barricada até se juntaram para cantar o hino português.
FONTE: Jornal i
Duas barricadas improvisadas nas escadarias monumentais da Universidade de Coimbra transformaram o comício da CDU num braço-de-ferro entre comunistas e universitários. De um lado, os estudantes, trajados de capas negras, protestando contra os slogans de campanha pintados de alto a baixo nas escadas pela JCP; do outro, apoiantes de Jerónimo de Sousa gritando e agitando bandeiras sem conseguir desmobilizar uma rebelião juvenil que os perseguiu até ao fim.
Esta noite, durante o comício de campanha, as frases de ordem foram confusas e sobrepuseram-se. A CDU que “avança com toda a confiança” nem sempre teve força suficiente para abafar os cânticos “Limpa, limpa, camarada limpa” ou “Jerónimo, amigo, a esfregona está contigo”. Tanto barulho fizeram os alunos que obrigaram os dirigentes comunistas a mudar o guião dos discursos.
Entre as críticas às parceiras público-privadas e elogios ao regresso dos caminhos-de-ferro, houve recados aos universitários para lhes recordar que as “pedras são públicas” e que, “se umas pinturas incomodam muita gente, a voz da CDU incomodará muito mais”, avisou o cabeça-de-lista da CDU por Coimbra. De nada adiantou a advertência de Manuel Rocha pois os protestos dos alunos convocados por Facebook começaram ao primeiro minuto do comício e não tiveram retrocesso.
Mesmo assim, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, fez mais uma tentativa. Recorreu ao passado para relembrar que os comunistas sabem bem o que é o “silenciamento, a provocação e a proibição”. Nada disso foi alguma vez suficiente para “calar” um partido que continuará a “lutar por um Portugal mais justo”.
Poucos metros separavam os apoiantes da CDU - concentrados no início da escadaria -, e os estudantes alinhados no topo das escadas. A distância era demasiado curta, mas ninguém invadiu o espaço de cada um. Vontade não terá faltado, mas em noite de comício, houve também esforços colectivos para não converter a escadaria num campo de batalha. “Só mesmo um partido como este tolera uma provocação como esta”, ouviu-se por entre a multidão.
Embora a muito custo os exercícios de autocontrole tivessem funcionado, desejos mais íntimos de acabar com a festa estudantil foram igualmente difíceis de reprimir. “Isto era pô-los todos a rebolar pelas escadas abaixo” resmunga um camarada para o seu grupo. O certo é que, mesmo com apupos e assobiadelas, o discurso de Jerónimo “por novo rumo” foi até ao fim e o programa do terceiro dia de campanha ficou completo. Ao cair do pano, os dois lados da barricada até se juntaram para cantar o hino português.
FONTE: Jornal i
24 de maio de 2011
Tropas russas alimentadas com comida para cão
O Ministério do Interior russo alimentou os seus soldados há uns meses com comida para cão para poupar dinheiro. A denúncia foi feita por um ex-major, que assegurou que oficiais tentaram encobrir o escândalo e outras irregularidades cometidas na base de Vladivostok, no extremo oriental do país.
Igor Matveyev, que lutou nas guerras russas contra os separatistas tchechenos nos anos 90, revelou que um superior hierárquico ordenou a sua expulsão por ter publicado na Internet um vídeo em que denunciava a corrupção generalizada que existe nas forças do Ministério do Interior.
“É embaraçoso dizer, mas aos soldados davam comida de cão. Serviam-na como se fosse um refogado”, afirmou o militar em declarações à agência Reuters. Matveyev explicou que as etiquetas eram cobertas com outras que diziam “Carne de vaca de alta qualidade”.
Fontes do Ministério do Interior russo confirmaram o incidente e adiantaram que foi aberta em Abril uma investigação que permitiu descobrir que o responsável pela gestão da alimentação da base trocava os alimentos pela carne de cão, para esconder um roubo no valor de 25 mil euros.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, já admitiu que a corrupção entre as forças de segurança é um dos maiores problemas que estas enfrentam.
Matveyev também denunciou a presença na base de 18 imigrantes ilegais que estiveram a realizar tarefas de limpeza e construção. “Eram coreanos ou chineses, não sei porque não tinham documentos”, disse.
FONTE: Correio da Manhã
Igor Matveyev, que lutou nas guerras russas contra os separatistas tchechenos nos anos 90, revelou que um superior hierárquico ordenou a sua expulsão por ter publicado na Internet um vídeo em que denunciava a corrupção generalizada que existe nas forças do Ministério do Interior.
“É embaraçoso dizer, mas aos soldados davam comida de cão. Serviam-na como se fosse um refogado”, afirmou o militar em declarações à agência Reuters. Matveyev explicou que as etiquetas eram cobertas com outras que diziam “Carne de vaca de alta qualidade”.
Fontes do Ministério do Interior russo confirmaram o incidente e adiantaram que foi aberta em Abril uma investigação que permitiu descobrir que o responsável pela gestão da alimentação da base trocava os alimentos pela carne de cão, para esconder um roubo no valor de 25 mil euros.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, já admitiu que a corrupção entre as forças de segurança é um dos maiores problemas que estas enfrentam.
Matveyev também denunciou a presença na base de 18 imigrantes ilegais que estiveram a realizar tarefas de limpeza e construção. “Eram coreanos ou chineses, não sei porque não tinham documentos”, disse.
FONTE: Correio da Manhã
Autorizada a usar iPod nos exames
Uma jovem aluna de uma escola privada de Edimburgo, Escócia, acaba de ganhar em tribunal um caso sem precedentes: o juiz reconheceu-lhe o direito a ouvir música no seu iPod durante os exames porque, alega a jovem, não se consegue concentrar sem música. O juiz determinou, porém, que o iPod só pode ser usado durante os exames se as músicas forem descarregadas por um professor, para evitar ‘auxiliares de memória’ escondidos.
FONTE: Correio da Manhã
FONTE: Correio da Manhã
Nomeações sem publicação oficial
A denúncia de Passos Coelho de que o Governo quer "ocultar" nomeações de última hora de quadros intermédios marcou ontem a campanha.
O PSD divulgou e-mails onde o Instituto Nacional da Casa da Moeda recusa publicar uma nomeação em Diário da República (DR) e outro onde a secretaria do Ministério da Justiça dizia que as nomeações de dirigentes intermédios só seriam reproduzidas no jornal oficial "após a entrada em exercício de funções do próximo elenco governamental". Sócrates desmentiu, afirmando que o Governo deu ordens expressas para suspender todas as nomeações. No entanto, a meio da tarde o secretário de Estado da presidência, Tiago Silveira, reconheceu a existência de seis casos "especiais", entre eles três governadores civis e o novo coordenador do Plano Nacional para a Saúde Mental.
FONTE: Correio da Manhã
O PSD divulgou e-mails onde o Instituto Nacional da Casa da Moeda recusa publicar uma nomeação em Diário da República (DR) e outro onde a secretaria do Ministério da Justiça dizia que as nomeações de dirigentes intermédios só seriam reproduzidas no jornal oficial "após a entrada em exercício de funções do próximo elenco governamental". Sócrates desmentiu, afirmando que o Governo deu ordens expressas para suspender todas as nomeações. No entanto, a meio da tarde o secretário de Estado da presidência, Tiago Silveira, reconheceu a existência de seis casos "especiais", entre eles três governadores civis e o novo coordenador do Plano Nacional para a Saúde Mental.
FONTE: Correio da Manhã
Reformas travadas na Função Pública
Os pedidos de aposentação de funcionários públicos estão a demorar, em média, entre seis e oito meses para serem aprovados pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).
Há casos em que é necessário esperar 10 meses para ver o pedido aprovado. E quem pediu a reforma em 2010 mas só a viu concedida em 2011 é penalizado para o resto da vida. A CGA aplica um corte em virtude do factor de sustentabilidade, que em 2011 é de 3,14%. Se fosse aplicado o corte em vigor no momento do pedido, os aposentados só perderiam 1,65% da pensão. A situação foi denunciada à Provedoria de Justiça por um funcionário público que pediu a aposentação em 25 de Março de 2010, sabendo que iria ser penalizado em 1,65% pelo factor de sustentabilidade. Passaram meses e não recebeu qualquer informação adicional da CGA. Quando, a 10 de Fevereiro de 2011, o pedido de reforma foi aceite, aplicou-se o factor de sustentabilidade em vigor este ano, de 3,14%. Numa pensão média de 1500 euros, este atraso implica menos 50 euros por mês, quando, se tivesse sido usada como referência a data do pedido de reforma, a penalização seria de 25 euros.
PENSÕES COM CORTE MENSAL DE 192 EUROS
Os funcionários públicos que se reformaram em Abril sofreram, em média, um corte mensal de 192 euros na pensão.
Mesmo com uma redução média elevada na prestação mensal, em resultado das penalizações aplicadas por causa da passagem à reforma antes do tempo, a corrida à aposentação não pára na Administração do Estado. Em Abril, reformaram-se mais 2306 pessoas, o segundo número mais elevado em 2011.
Ao todo, entre Janeiro e Abril, aposentaram-se 8399 funcionários públicos.
FONTE: Correio da Manhã
Há casos em que é necessário esperar 10 meses para ver o pedido aprovado. E quem pediu a reforma em 2010 mas só a viu concedida em 2011 é penalizado para o resto da vida. A CGA aplica um corte em virtude do factor de sustentabilidade, que em 2011 é de 3,14%. Se fosse aplicado o corte em vigor no momento do pedido, os aposentados só perderiam 1,65% da pensão. A situação foi denunciada à Provedoria de Justiça por um funcionário público que pediu a aposentação em 25 de Março de 2010, sabendo que iria ser penalizado em 1,65% pelo factor de sustentabilidade. Passaram meses e não recebeu qualquer informação adicional da CGA. Quando, a 10 de Fevereiro de 2011, o pedido de reforma foi aceite, aplicou-se o factor de sustentabilidade em vigor este ano, de 3,14%. Numa pensão média de 1500 euros, este atraso implica menos 50 euros por mês, quando, se tivesse sido usada como referência a data do pedido de reforma, a penalização seria de 25 euros.
PENSÕES COM CORTE MENSAL DE 192 EUROS
Os funcionários públicos que se reformaram em Abril sofreram, em média, um corte mensal de 192 euros na pensão.
Mesmo com uma redução média elevada na prestação mensal, em resultado das penalizações aplicadas por causa da passagem à reforma antes do tempo, a corrida à aposentação não pára na Administração do Estado. Em Abril, reformaram-se mais 2306 pessoas, o segundo número mais elevado em 2011.
Ao todo, entre Janeiro e Abril, aposentaram-se 8399 funcionários públicos.
FONTE: Correio da Manhã
Facilitismo em teste intermédio do 9.º ano
Acusações de facilitismo no ensino público multiplicaram-se ontem devido às perguntas elementares do teste intermédio de Físico-Química do 9º ano, elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE ) do Ministério da Educação. Numa delas, são enunciados todos os planetas do sistema solar e depois pergunta-se aos alunos quantos são. "Saber contar até oito, sejam planetas ou borboletas, ao fim de 9 anos de escola, não é uma meta de aprendizagem aceitável", critica Carlos Fiolhais, professor catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra, acrescentando: "É um indicador do estado calamitoso do nosso ensino. Há facilitismo para mostrar bons resultados para a estatística".
Para Fiolhais, nos últimos anos deu-se "um processo de estupidificação geral, mas somos todos tomados como capazes". "No fundo, isto é um ataque à escola pública e um convite às pessoas para porem os filhos no privado", afirmou.
A Sociedade Portuguesa de Física (SPF) considera que a questão referida "não avalia nenhum conhecimento científico, apenas a literacia de leitura". E refere que o teste tem "diversos itens" em que "o que é pedido ao aluno é demasiado elementar", indicando mais duas questões concretas.
Já o Ministério da Educação considera que "não faz sentido associar o grau de dificuldade de uma prova a uma ou duas perguntas que podem e devem ser fáceis". "Uma prova bem elaborada tem de incluir também este tipo de questões, as quais permitem detectar dificuldades de aprendizagem que, embora elementares, só assim poderão ser conhecidas e ultrapassadas na continuação do processo de ensino-aprendizagem", refere o gabinete de Isabel Alçada, lembrando que as provas não podem ignorar a "amplitude nos resultados entre as diversas escolas". O ME diz ainda que as notas destes testes "estão, em regra, muito abaixo" das notas de frequência.
FONTE: Correio da Manhã
Para Fiolhais, nos últimos anos deu-se "um processo de estupidificação geral, mas somos todos tomados como capazes". "No fundo, isto é um ataque à escola pública e um convite às pessoas para porem os filhos no privado", afirmou.
A Sociedade Portuguesa de Física (SPF) considera que a questão referida "não avalia nenhum conhecimento científico, apenas a literacia de leitura". E refere que o teste tem "diversos itens" em que "o que é pedido ao aluno é demasiado elementar", indicando mais duas questões concretas.
Já o Ministério da Educação considera que "não faz sentido associar o grau de dificuldade de uma prova a uma ou duas perguntas que podem e devem ser fáceis". "Uma prova bem elaborada tem de incluir também este tipo de questões, as quais permitem detectar dificuldades de aprendizagem que, embora elementares, só assim poderão ser conhecidas e ultrapassadas na continuação do processo de ensino-aprendizagem", refere o gabinete de Isabel Alçada, lembrando que as provas não podem ignorar a "amplitude nos resultados entre as diversas escolas". O ME diz ainda que as notas destes testes "estão, em regra, muito abaixo" das notas de frequência.
FONTE: Correio da Manhã
PJ investiga luvas de Pinto da Costa
São várias cartas rogatórias e foram enviadas para diversos locais da Europa. Há suspeitas de que elevadas quantias provenientes de luvas pelas transferências de jogadores tenham sido transferidas para paraísos fiscais, voltando Pinto da Costa, presidente do FC Porto, a estar no centro da investigação. Anos depois de o inquérito ter sido iniciado, por branqueamento de capitais e fraude fiscal, na sequência da extracção de uma certidão do ‘Apito Dourado’, a PJ tenta agora dar-lhe um novo fôlego. Já foram detectados vários casos de fuga ao pagamento de impostos – usando a Imobiliária de Cedofeita – e a informação aguardada dos bancos é determinante para a conclusão da investigação de branqueamento.
Anteontem, no rescaldo da festa portista e após mais um título, Filomena Pinto da Costa, numa crónica escrita no CM, alertava para a existência dessas mesmas luvas. E garantia conhecer os beneficiários das transferências, dizendo mesmo tratar-se sempre dos mesmos elementos.
A PJ não descarta a hipótese de inquirir a ex-companheira do presidente dos portistas, podendo esta fornecer elementos mais concretos sobre a forma e o destino que era dado ao dinheiro. Recorde-se, aliás, que este inquérito começou também após a denúncia por outra ex-mulher de Pinto da Costa – Carolina Salgado –, que disse haver contas bancárias na Suíça.
Segundo o CM apurou, a investigação está neste momento num ponto crucial. A contabilidade da Imobiliária de Cedofeita – na qual Pinto da Costa é sócio maioritário – já foi toda passada a pente fino. Os peritos financeiros ultimam também os relatórios que indiciam a prática de crimes fiscais.
Falta apenas determinar a titularidade de algumas das contas situadas em diversos paraísos fiscais, sobretudo em Inglaterra e na Suíça, por onde o dinheiro circulou.
E descobrir também qual era efectivamente a origem dessas quantias para se poder determinar se provinham da transferência de atletas.
FONTE: Correio da Manhã
Anteontem, no rescaldo da festa portista e após mais um título, Filomena Pinto da Costa, numa crónica escrita no CM, alertava para a existência dessas mesmas luvas. E garantia conhecer os beneficiários das transferências, dizendo mesmo tratar-se sempre dos mesmos elementos.
A PJ não descarta a hipótese de inquirir a ex-companheira do presidente dos portistas, podendo esta fornecer elementos mais concretos sobre a forma e o destino que era dado ao dinheiro. Recorde-se, aliás, que este inquérito começou também após a denúncia por outra ex-mulher de Pinto da Costa – Carolina Salgado –, que disse haver contas bancárias na Suíça.
Segundo o CM apurou, a investigação está neste momento num ponto crucial. A contabilidade da Imobiliária de Cedofeita – na qual Pinto da Costa é sócio maioritário – já foi toda passada a pente fino. Os peritos financeiros ultimam também os relatórios que indiciam a prática de crimes fiscais.
Falta apenas determinar a titularidade de algumas das contas situadas em diversos paraísos fiscais, sobretudo em Inglaterra e na Suíça, por onde o dinheiro circulou.
E descobrir também qual era efectivamente a origem dessas quantias para se poder determinar se provinham da transferência de atletas.
FONTE: Correio da Manhã
'Visão' absolvida num processo em que Sócrates era queixoso
O tribunal absolveu esta terça-feira o director da revista 'Visão', Pedro Camacho, e o jornalista Rui Costa Pinto do crime de difamação agravada, num processo em que o primeiro-ministro, José Sócrates, se constituiu assistente.
Fonte da defesa dos jornalistas da 'Visão' disse à agência Lusa que o 3.º Juízo Criminal de Lisboa "absolveu os arguidos do crime de difamação agravada e do pagamento de uma indemnização cível", que constavam da acusação do Ministério Público.
O primeiro-ministro, José Sócrates, pedia uma indemnização de 250 mil euros, enquanto Júlio Pereira, actual director do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), pedia 30 mil euros.
Após a decisão, o advogado de José Sócrates, Proença de Carvalho, disse à Lusa que "em princípio irá recorrer da sentença".
Em causa estava um artigo publicado em Fevereiro de 2006 na 'Visão' sob o título "A Secreta de Sócrates" que dava conta de uma estrutura secreta, alegadamente a funcionar à margem da lei e a responder directamente ao primeiro-ministro.
O julgamento em primeira instância começou em Outubro e terminou hoje.
A investigação e a acusação estiveram a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.
FONTE: Correio da Manhã
Fonte da defesa dos jornalistas da 'Visão' disse à agência Lusa que o 3.º Juízo Criminal de Lisboa "absolveu os arguidos do crime de difamação agravada e do pagamento de uma indemnização cível", que constavam da acusação do Ministério Público.
O primeiro-ministro, José Sócrates, pedia uma indemnização de 250 mil euros, enquanto Júlio Pereira, actual director do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), pedia 30 mil euros.
Após a decisão, o advogado de José Sócrates, Proença de Carvalho, disse à Lusa que "em princípio irá recorrer da sentença".
Em causa estava um artigo publicado em Fevereiro de 2006 na 'Visão' sob o título "A Secreta de Sócrates" que dava conta de uma estrutura secreta, alegadamente a funcionar à margem da lei e a responder directamente ao primeiro-ministro.
O julgamento em primeira instância começou em Outubro e terminou hoje.
A investigação e a acusação estiveram a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.
FONTE: Correio da Manhã
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