Ministros das Obras Públicas e da Educação têm os aumentos orçamentais mais elevados.
A despesa orçamentada para 2010 para os salários-base do pessoal dos gabinetes do primeiro-ministro e dos 16 ministros ultrapassa os 10,6 milhões de euros. Ao todo, nove ministros reduziram as verbas para os ordenados dos colaboradores, mas oito aumentaram-nas, com destaque para as Obras Públicas e a Educação: no primeiro caso, o montante disparou 37,5%, para quase 491 mil euros, e no segundo subiu 26%, para quase 640 mil euros.
A análise aos orçamentos dos gabinetes ministeriais para 2010, incluídos no Orçamento do Estado, permite identificar a distribuição das verbas para as despesas com remunerações certas e permanentes dos colaboradores.
E se os gabinetes dos titulares das Obras Públicas e da Educação têm um aumento elevado no orçamento para ordenados, nas Finanças e nos Assuntos Parlamentares as subidas são também apreciáveis: 18,7% e 17,9%. Os restantes nove gabinetes contaram com cortes orçamentais entre 1,3% na Saúde e 17,2% na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, e Rui Pereira, ministro da Administração Interna, destacam-se da restante equipa governamental: mesmo com cortes orçamentais de quase 11%, o chefe do Governo dispõe de 1,7 milhões de euros e o responsável político das polícias conta com 834 mil euros, apesar de ter havido uma redução orçamental de quase 15%.
Ao gabinete da ministra da Cultura foi aplicada uma redução de 14% nas verbas para salários-base. Mesmo assim, Gabriela Canavilhas dispõe de quase 603 mil euros, verba que é a quinta mais elevada dos 16 ministérios.
Em 2007, o Tribunal de Contas, após ter feito uma auditoria aos gabinetes governamentais entre 2003 e 2005, recomendou que se disciplinasse, por via legislativa, o recrutamento e as remunerações do pessoal afecto aos gabinetes.
VERBAS
António Mendonça (ministro das obras Públicas)
490 919€ (+ 37,5%)
Isabel Alçada (ministra da Educação)
639 530 € (+ 26,3%)
Gabriela Canavilhas (ministra da Cultura)
602 647€ (- 14%)
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/salarios-de-gabinetes-custam-106-milhoes
31 de maio de 2010
27 de maio de 2010
Aos dois anos fuma 40 cigarros por dia
Na Indonésia, uma criança de dois anos é viciada em tabaco e fuma em média 40 cigarros por dia. Veja o vídeo.
Ardi Rizal começou a fumar pela mão do pai, Mohammed, que aos 18 meses lhe deu um cigarro. A criança pesa 25 quilos e desloca-se num camião de brincar, porque não é capaz de correr normalmente como as outras crianças.
Diana, a mãe, de 26 anos, chora ao reconhecer a dependência do filho. “Ele é totalmente viciado. Se não consegue cigarros, fica zangado, grita e bate com a própria cabeça contra as paredes. Diz-me que se não fumar se sente tonto e enjoado”, contou a mãe da criança.
O pai, Mohammed, de 30 anos, não vê mal no hábito do filho. "Pareece-me bastante saudável. Não vejo qual é o problema", disse, em declarações citadas no tablóide britânico "The Sun".
Ardi fuma exclusivamente uma única marca sendo que os seus pais gastam por dia a volta de 4,50 euros em tabaco.
FONTE: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1579064
Ardi Rizal começou a fumar pela mão do pai, Mohammed, que aos 18 meses lhe deu um cigarro. A criança pesa 25 quilos e desloca-se num camião de brincar, porque não é capaz de correr normalmente como as outras crianças.
Diana, a mãe, de 26 anos, chora ao reconhecer a dependência do filho. “Ele é totalmente viciado. Se não consegue cigarros, fica zangado, grita e bate com a própria cabeça contra as paredes. Diz-me que se não fumar se sente tonto e enjoado”, contou a mãe da criança.
O pai, Mohammed, de 30 anos, não vê mal no hábito do filho. "Pareece-me bastante saudável. Não vejo qual é o problema", disse, em declarações citadas no tablóide britânico "The Sun".
Ardi fuma exclusivamente uma única marca sendo que os seus pais gastam por dia a volta de 4,50 euros em tabaco.
FONTE: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1579064
Justiça: Operadores denunciam cortes em “serviços essenciais”
Tribunais à beira do “colapso”
Sem verba para ar condicionado, fotocopiadoras, água potável e manutenção de casas de banho, Ministério paga estudos de mercado a privados.
A contratação da Qdata, uma empresa privada de estudos de mercado, pela Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) para avaliar a duração média das acções nos tribunais judiciais de 1ª instância está a ser contestada por diversos operadores de Justiça.
'Esta reacção faz todo o sentido, sobretudo quando se assiste ao cancelamento de contratos de manutenção, designadamente de equipamentos de ar condicionado e fotocopiadoras, ao encerramento de casas de banho para o público, à cessação de fornecimento de água potável e cortes de papel', revelou ao CM o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida.
'São serviços essenciais para o funcionamento minimamente digno dos tribunais', explica o presidente do SOJ. Segundo Carlos Almeida, trata-se apenas de algumas das muitas reduções que se fazem sentir na Justiça, e considera que os tribunais estão a entrar 'numa fase de colapso'.
O dirigente sindical entende que 'o contrato com a Qdata é um acto de despesismo que contraria todas as instruções de contenção do Ministério da Justiça'. Sobre o mesmo estudo, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, diz ser 'totalmente irrelevante' e que 'será apenas um gasto de dinheiro para elencar dados, numa base puramente sensorial'. O presidente da ASJP defende que 'os inspectores judiciais obtêm facilmente indicadores rigorosos, que permitiriam fazer um levantamento científico dessa mesma tendência'. António Martins revelou ainda que a associação estuda a possibilidade de apresentar uma queixa na Autoridade das Condições de Trabalho devido ao fim do fornecimento de garrafões de água, 'o que afectará não só os funcionários mas todos os utentes dos tribunais'.
O ministro admitiu a introdução de um 'conjunto de medidas singelas' para reduzir o consumo de electricidade, papel e outros bens dispensáveis. O Ministério da Justiça criou entretanto um grupo de trabalho para racionalizar os custos.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/tribunais-a-beira-do-colapso
Sem verba para ar condicionado, fotocopiadoras, água potável e manutenção de casas de banho, Ministério paga estudos de mercado a privados.
A contratação da Qdata, uma empresa privada de estudos de mercado, pela Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) para avaliar a duração média das acções nos tribunais judiciais de 1ª instância está a ser contestada por diversos operadores de Justiça.
'Esta reacção faz todo o sentido, sobretudo quando se assiste ao cancelamento de contratos de manutenção, designadamente de equipamentos de ar condicionado e fotocopiadoras, ao encerramento de casas de banho para o público, à cessação de fornecimento de água potável e cortes de papel', revelou ao CM o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida.
'São serviços essenciais para o funcionamento minimamente digno dos tribunais', explica o presidente do SOJ. Segundo Carlos Almeida, trata-se apenas de algumas das muitas reduções que se fazem sentir na Justiça, e considera que os tribunais estão a entrar 'numa fase de colapso'.
O dirigente sindical entende que 'o contrato com a Qdata é um acto de despesismo que contraria todas as instruções de contenção do Ministério da Justiça'. Sobre o mesmo estudo, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, diz ser 'totalmente irrelevante' e que 'será apenas um gasto de dinheiro para elencar dados, numa base puramente sensorial'. O presidente da ASJP defende que 'os inspectores judiciais obtêm facilmente indicadores rigorosos, que permitiriam fazer um levantamento científico dessa mesma tendência'. António Martins revelou ainda que a associação estuda a possibilidade de apresentar uma queixa na Autoridade das Condições de Trabalho devido ao fim do fornecimento de garrafões de água, 'o que afectará não só os funcionários mas todos os utentes dos tribunais'.
O ministro admitiu a introdução de um 'conjunto de medidas singelas' para reduzir o consumo de electricidade, papel e outros bens dispensáveis. O Ministério da Justiça criou entretanto um grupo de trabalho para racionalizar os custos.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/tribunais-a-beira-do-colapso
Finanças pagam o dobro a jurista
Sérgio Vasques nomeou advogada de 27 anos por mais de quatro mil euros por mês, bastante acima da remuneração média dos juristas da ‘casa’.
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, nomeou para o seu gabinete uma jurista por 4088 euros por mês (aos quais acresce o IVA), mais do dobro da remuneração que a técnica auferia anteriormente e do vencimento de muitos dos juristas do ministério das Finanças. A situação está a gerar incómodo, apurou o CM.
Mafalda Coelho Moreira, 27 anos, foi nomeada por Sérgio Vasques no passado dia 6 de Maio, 'para a realização de consultas e estudos de natureza técnico-jurídica, pelo período de um ano, renovável sucessiva e automaticamente por iguais períodos de tempo', lê-se em Diário da República.
Numa altura em que o Governo pede contenção, esta nomeação está a gerar desconforto entre os funcionários das Finanças, em particular entre os juristas que auferem um salário médio de dois mil euros. Relativamente a Mafalda Coelho Moreira, o CM sabe que, em 2008, apresentou um rendimento de 18 mil euros (cerca de 1300 euros por mês). Em 2009, a advogada trabalhou para a empresa KPMG & Associados, onde recebeu cerca de nove mil euros. Trabalhou ainda para a sociedade Telles de Abreu e Associados, por um rendimento anual de perto de seis mil euros. No total, em 2009, Mafalda Coelho Moreira auferiu quase 15 mil euros (pouco acima de mil euros por mês). O Ministério das Finanças justifica esta nomeação com a necessidade de dar 'resposta atempada ao elevado volume de trabalho' e destaca o percurso académico e profissional da contratada.
SAIBA MAIS
SECRETÁRIO DE ESTADO
A reorganização da estrutura do Governo de Portugal, em 1958, estabeleceu o secretário de Estado como um membro do Governo distinto e com estatuto inferior ao de ministro, que passou a dirigir uma espécie de mini-ministério.
38
A lista de secretários de Estado para o XVIII Governo Constitucional [o actual], eleito em 27 de Setembro de 2009, é composta por 38 nomes.
5680
é a remuneração média mensal auferida actualmente pelos secretários de Estado.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/financas-pagam-o-dobro-a-jurista
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, nomeou para o seu gabinete uma jurista por 4088 euros por mês (aos quais acresce o IVA), mais do dobro da remuneração que a técnica auferia anteriormente e do vencimento de muitos dos juristas do ministério das Finanças. A situação está a gerar incómodo, apurou o CM.
Mafalda Coelho Moreira, 27 anos, foi nomeada por Sérgio Vasques no passado dia 6 de Maio, 'para a realização de consultas e estudos de natureza técnico-jurídica, pelo período de um ano, renovável sucessiva e automaticamente por iguais períodos de tempo', lê-se em Diário da República.
Numa altura em que o Governo pede contenção, esta nomeação está a gerar desconforto entre os funcionários das Finanças, em particular entre os juristas que auferem um salário médio de dois mil euros. Relativamente a Mafalda Coelho Moreira, o CM sabe que, em 2008, apresentou um rendimento de 18 mil euros (cerca de 1300 euros por mês). Em 2009, a advogada trabalhou para a empresa KPMG & Associados, onde recebeu cerca de nove mil euros. Trabalhou ainda para a sociedade Telles de Abreu e Associados, por um rendimento anual de perto de seis mil euros. No total, em 2009, Mafalda Coelho Moreira auferiu quase 15 mil euros (pouco acima de mil euros por mês). O Ministério das Finanças justifica esta nomeação com a necessidade de dar 'resposta atempada ao elevado volume de trabalho' e destaca o percurso académico e profissional da contratada.
SAIBA MAIS
SECRETÁRIO DE ESTADO
A reorganização da estrutura do Governo de Portugal, em 1958, estabeleceu o secretário de Estado como um membro do Governo distinto e com estatuto inferior ao de ministro, que passou a dirigir uma espécie de mini-ministério.
38
A lista de secretários de Estado para o XVIII Governo Constitucional [o actual], eleito em 27 de Setembro de 2009, é composta por 38 nomes.
5680
é a remuneração média mensal auferida actualmente pelos secretários de Estado.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/financas-pagam-o-dobro-a-jurista
Jogadores recebem 800 €/dia na Selecção
Pernoitas: Estágio vai render mais de 30 mil euros
Os futebolistas não prescindem de receber uma pernoita de quase dois ordenados mínimos.
Dezanove mil euros por dia gasta a Federação Portuguesa de Futebol com os 24 seleccionados de Carlos Queiroz, que se encontram em estágio na Covilhã. Este valor provém da diária de 800 euros [o ordenado mínimo é de 475 euros] que cada jogador recebe pela participação na campanha do Mundial 2010, e não inclui a diária do staff de apoio, que visa a equipa médica, assessores e seguranças.
O prémio monetário atribuído aos seleccionados representa também um acréscimo de 50 euros em relação ao montante que foi pago aos jogadores que participaram no Euro’ 2008, realizado na Suíça e na Áustria.
Em média, cada jogador irá embolsar 14,4 mil euros pelos 18 dias passados na Covilhã, elevando-se a verba a pagar pela FPF a 342 mil euros. Os últimos atletas a integrar o estágio na Covilhã vão receber menos – casos de Simão, Tiago, Ronaldo, entre outros. O CM apurou também que esta política irá manter-se inalterável na África do Sul, onde a comitiva portuguesa é esperada na manhã de 6 de Junho. No país de Mandela, a Selecção tem garantido um mínimo de 20 dias, entre o momento da chegada a Joanesburgo e o último jogo da fase de grupos, com o Brasil, a 25 de Junho em Durban. Nesse período, cada um dos jogadores vai receber mais 16 mil euros, totalizando 30,4 mil euros. Para a Federação, será mais um encargo de 380 mil euros.
Contas feitas, o organismo dirigido por Gilberto Madaíl vai gastar, só em pernoitas, 720 mil euros com a Selecção que vai participar no seu 3º Mundial consecutivo. Desde o Euro’ 1996 que Portugal só falhou o Mundial ‘98 (França).
Ao contrário do que sucedeu com Scolari, em Viseu, no estágio de preparação para o Euro’ 2008, em que foi visível uma guerra de empresários no descontentamento manifestado por alguns jogadores, o CM sabe que a definição do prémio monetário foi bem mais tranquila desta feita. Os capitães de equipa, Cristiano Ronaldo, Simão e Ricardo Carvalho, foram os primeiros a ser ouvidos e, uma vez dada a luz verde, também da parte dos restantes seleccionados não houve contestação.
O CM sabe que Madaíl e Queiroz pediram sigilo aos 24 jogadores na questão dos prémios a distribuir, procurando evitar, justamente, que se repitam episódios como os que precederam a participação da selecção nacional no Euro’ 2008.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/jogadores-recebem-800-dia-na-seleccao
Os futebolistas não prescindem de receber uma pernoita de quase dois ordenados mínimos.
Dezanove mil euros por dia gasta a Federação Portuguesa de Futebol com os 24 seleccionados de Carlos Queiroz, que se encontram em estágio na Covilhã. Este valor provém da diária de 800 euros [o ordenado mínimo é de 475 euros] que cada jogador recebe pela participação na campanha do Mundial 2010, e não inclui a diária do staff de apoio, que visa a equipa médica, assessores e seguranças.
O prémio monetário atribuído aos seleccionados representa também um acréscimo de 50 euros em relação ao montante que foi pago aos jogadores que participaram no Euro’ 2008, realizado na Suíça e na Áustria.
Em média, cada jogador irá embolsar 14,4 mil euros pelos 18 dias passados na Covilhã, elevando-se a verba a pagar pela FPF a 342 mil euros. Os últimos atletas a integrar o estágio na Covilhã vão receber menos – casos de Simão, Tiago, Ronaldo, entre outros. O CM apurou também que esta política irá manter-se inalterável na África do Sul, onde a comitiva portuguesa é esperada na manhã de 6 de Junho. No país de Mandela, a Selecção tem garantido um mínimo de 20 dias, entre o momento da chegada a Joanesburgo e o último jogo da fase de grupos, com o Brasil, a 25 de Junho em Durban. Nesse período, cada um dos jogadores vai receber mais 16 mil euros, totalizando 30,4 mil euros. Para a Federação, será mais um encargo de 380 mil euros.
Contas feitas, o organismo dirigido por Gilberto Madaíl vai gastar, só em pernoitas, 720 mil euros com a Selecção que vai participar no seu 3º Mundial consecutivo. Desde o Euro’ 1996 que Portugal só falhou o Mundial ‘98 (França).
Ao contrário do que sucedeu com Scolari, em Viseu, no estágio de preparação para o Euro’ 2008, em que foi visível uma guerra de empresários no descontentamento manifestado por alguns jogadores, o CM sabe que a definição do prémio monetário foi bem mais tranquila desta feita. Os capitães de equipa, Cristiano Ronaldo, Simão e Ricardo Carvalho, foram os primeiros a ser ouvidos e, uma vez dada a luz verde, também da parte dos restantes seleccionados não houve contestação.
O CM sabe que Madaíl e Queiroz pediram sigilo aos 24 jogadores na questão dos prémios a distribuir, procurando evitar, justamente, que se repitam episódios como os que precederam a participação da selecção nacional no Euro’ 2008.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/jogadores-recebem-800-dia-na-seleccao
26 de maio de 2010
Tesourinhos das adjudicações directas
Autarquias gastaram, em 2009, 13 milhões de euros em festas e festivais. E 127 mil euros... em enchidos.
Que as autarquias têm um fraquinho maior por Tony Carreira do que pela fadista Mariza é senso comum e conhecimento digno de conversa de café. Mas a questão ganha novos contornos quando se sabe que o artista de Pampilhosa da Serra motivou no ano passado adjudicações directas camarárias superiores a 800 mil euros, tendo ficado a fadista pelos 257 mil.
Os dados, recolhidos pelo i na base de dados dos contratos públicos, podem ou não chocar o contribuinte mais cumpridor. O certo é que, com o programa de austeridade em marcha e perante o aumento de impostos, é difícil não pôr os olhos na despesa do Estado. Grão a grão, enche a galinha o papo, diz o povo. E a sabedoria popular costuma ser boa conselheira quando o assunto é poupança.
Pesquisando no portal, fica-se com a sensação de que muita despesa corrente não está ali representada. Porém, os valores disponibilizados referentes a 2009 já são, por si só, indicadores valiosos. O total gasto em viagens (cerca de 12 milhões de euros) permitiria comprar 5646 passagens aéreas de volta ao mundo (bilhete de 2152 euros, no grupo Oneworld) e as adjudicações directas para festas e festivais ascendem aos 13 milhões. A colocação de máquinas de café automáticas com moedas faria poupar ao erário público, pelo menos, 650 mil euros nesta bebida, e a migração para software de código aberto ou livre significaria um abate assinalável numa despesa total de mais de 75 milhões de euros.
A utilização de uma central de compras poderia igualmente significar poupança: são múltiplos os fornecedores do Estado, estejamos a falar de papel higiénico ou de mobiliário.
FONTE: http://www.ionline.pt/conteudo/61649-tesourinhos-das-adjudicacoes-directas
Que as autarquias têm um fraquinho maior por Tony Carreira do que pela fadista Mariza é senso comum e conhecimento digno de conversa de café. Mas a questão ganha novos contornos quando se sabe que o artista de Pampilhosa da Serra motivou no ano passado adjudicações directas camarárias superiores a 800 mil euros, tendo ficado a fadista pelos 257 mil.
Os dados, recolhidos pelo i na base de dados dos contratos públicos, podem ou não chocar o contribuinte mais cumpridor. O certo é que, com o programa de austeridade em marcha e perante o aumento de impostos, é difícil não pôr os olhos na despesa do Estado. Grão a grão, enche a galinha o papo, diz o povo. E a sabedoria popular costuma ser boa conselheira quando o assunto é poupança.
Pesquisando no portal, fica-se com a sensação de que muita despesa corrente não está ali representada. Porém, os valores disponibilizados referentes a 2009 já são, por si só, indicadores valiosos. O total gasto em viagens (cerca de 12 milhões de euros) permitiria comprar 5646 passagens aéreas de volta ao mundo (bilhete de 2152 euros, no grupo Oneworld) e as adjudicações directas para festas e festivais ascendem aos 13 milhões. A colocação de máquinas de café automáticas com moedas faria poupar ao erário público, pelo menos, 650 mil euros nesta bebida, e a migração para software de código aberto ou livre significaria um abate assinalável numa despesa total de mais de 75 milhões de euros.
A utilização de uma central de compras poderia igualmente significar poupança: são múltiplos os fornecedores do Estado, estejamos a falar de papel higiénico ou de mobiliário.
FONTE: http://www.ionline.pt/conteudo/61649-tesourinhos-das-adjudicacoes-directas
Campa velada 42 anos estava vazia
O corpo era para ser transladado quando se descobriu que o caixão em chumbo continha apenas areia, uma meia, um sapato e um par de calças.
Ao longo de 42 anos, Isilda limpou e colocou flores na campa do marido no cemitério da Bufarda, em Peniche. E foi acalentando o desejo de ser sepultada no mesmo coval. Na segunda--feira, quando os familiares se preparavam para cumprir a sua vontade, constataram, estupefactos, que no caixão não havia quaisquer restos mortais do militar, apenas areia.
Tertuliano Rosário Henriques combateu e faleceu em Angola, em 1967, com 22 anos, num acidente de viação. Para Portugal foi enviado um caixão de chumbo, selado, que a família supunha conter o cadáver. O funeral do combatente realizou-se em Bufarda, freguesia de Atouguia da Baleia, num espaço correspondente a um corredor do cemitério, à espera de haver um talhão disponível. A sua mulher, Isilda Henriques, sempre afirmou que queria ser sepultada no mesmo espaço que o marido. E para isso comprou um terreno.
Quando faleceu, a família tratou de cumprir o seu desejo. Mas durante o funeral de Isilda Henriques, anteontem, ficou a saber-se que no caixão que deveria conter o corpo de Tertuliano Henriques, nem ossadas existiam. A transladação foi cancelada e a vontade de Isilda Henriques está por concretizar.
'Não havia ossadas nenhumas. Apenas lá estava um sapato, uma meia, um par de calças e areia vermelha', contou ontem Manuel Salvador, presidente da Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia, que comunicou o caso à GNR. 'Ainda bem que não foi possível transladar o corpo antes da senhora falecer. Imagine-se o estado em que ficava, depois de andar mais de 40 anos a colocar flores e a limpar a campa do marido e saber que o caixão estava vazio?', adianta.
'Estamos chocados', desabafou Luís Bernardo, sobrinho do militar, adiantando: 'Ele morreu num despiste de jipe, foi projectado. Se tivesse sido uma mina, compreendia-se que o corpo tivesse ficado em mau estado, mas assim não'. Para Luís Bernardo, 'a família está outra vez a viver a mesma dor' de há 42 anos e pondera agora apresentar queixa em tribunal contra o Estado por 'danos morais'.
MEMÓRIA DE UM MORTO-VIVO DA GUERRA COLONIAL
Manuel Maltez, combatente em Moçambique, foi dado como morto em 1971. A família, de Ílhavo, recebeu a notícia, um caixão, e fez o funeral. Depois do 25 de Abril, soube--se que havia um grupo de soldados portugueses presos pela Frelimo num campo da Tanzânia. Melo Antunes, militar do MFA e governante, negociou o regresso dos soldados. Neles vinha Maltez, que tinha sido apanhado numa emboscada, e depara-se com a própria campa. Foi repudiado pela família e parte da aldeia, acabando recolhido por uma mulher que, mais tarde, matou.
PORMENORES
MESES À ESPERA
A família de Tertuliano Henriques esteve dois meses à espera da transladação do corpo para Portugal. O acidente aconteceu um mês e meio depois de ter chegado a Angola.
VELAR O VAZIO
Manuel Silva Alves, que denunciou o caso a pedido dos familiares do combatente que vivem na Alemanha, lamenta que tenham passado 'tantos anos a velar areia', adiantando que o Estado deve ser responsabilizado.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/campa-velada-42-anos-estava-vazia
Ao longo de 42 anos, Isilda limpou e colocou flores na campa do marido no cemitério da Bufarda, em Peniche. E foi acalentando o desejo de ser sepultada no mesmo coval. Na segunda--feira, quando os familiares se preparavam para cumprir a sua vontade, constataram, estupefactos, que no caixão não havia quaisquer restos mortais do militar, apenas areia.
Tertuliano Rosário Henriques combateu e faleceu em Angola, em 1967, com 22 anos, num acidente de viação. Para Portugal foi enviado um caixão de chumbo, selado, que a família supunha conter o cadáver. O funeral do combatente realizou-se em Bufarda, freguesia de Atouguia da Baleia, num espaço correspondente a um corredor do cemitério, à espera de haver um talhão disponível. A sua mulher, Isilda Henriques, sempre afirmou que queria ser sepultada no mesmo espaço que o marido. E para isso comprou um terreno.
Quando faleceu, a família tratou de cumprir o seu desejo. Mas durante o funeral de Isilda Henriques, anteontem, ficou a saber-se que no caixão que deveria conter o corpo de Tertuliano Henriques, nem ossadas existiam. A transladação foi cancelada e a vontade de Isilda Henriques está por concretizar.
'Não havia ossadas nenhumas. Apenas lá estava um sapato, uma meia, um par de calças e areia vermelha', contou ontem Manuel Salvador, presidente da Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia, que comunicou o caso à GNR. 'Ainda bem que não foi possível transladar o corpo antes da senhora falecer. Imagine-se o estado em que ficava, depois de andar mais de 40 anos a colocar flores e a limpar a campa do marido e saber que o caixão estava vazio?', adianta.
'Estamos chocados', desabafou Luís Bernardo, sobrinho do militar, adiantando: 'Ele morreu num despiste de jipe, foi projectado. Se tivesse sido uma mina, compreendia-se que o corpo tivesse ficado em mau estado, mas assim não'. Para Luís Bernardo, 'a família está outra vez a viver a mesma dor' de há 42 anos e pondera agora apresentar queixa em tribunal contra o Estado por 'danos morais'.
MEMÓRIA DE UM MORTO-VIVO DA GUERRA COLONIAL
Manuel Maltez, combatente em Moçambique, foi dado como morto em 1971. A família, de Ílhavo, recebeu a notícia, um caixão, e fez o funeral. Depois do 25 de Abril, soube--se que havia um grupo de soldados portugueses presos pela Frelimo num campo da Tanzânia. Melo Antunes, militar do MFA e governante, negociou o regresso dos soldados. Neles vinha Maltez, que tinha sido apanhado numa emboscada, e depara-se com a própria campa. Foi repudiado pela família e parte da aldeia, acabando recolhido por uma mulher que, mais tarde, matou.
PORMENORES
MESES À ESPERA
A família de Tertuliano Henriques esteve dois meses à espera da transladação do corpo para Portugal. O acidente aconteceu um mês e meio depois de ter chegado a Angola.
VELAR O VAZIO
Manuel Silva Alves, que denunciou o caso a pedido dos familiares do combatente que vivem na Alemanha, lamenta que tenham passado 'tantos anos a velar areia', adiantando que o Estado deve ser responsabilizado.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/campa-velada-42-anos-estava-vazia
Advogada levou sanita para o Tribunal
Uma advogada de Coimbra, que afirma estar a ser vítima de vandalismo e de ameaças de morte, levou uma sanita para o Tribunal, em protesto por lhe ter sido negada, pelo Ministério Público, uma inspecção à sua moradia, para onde a sanita foi atirada, bem como pedras, sacos com fezes e garrafões com urina, entre outros objectos.
“Estou a ser vítima de actos de vandalismo, ameaças de morte, a minha casa foi apedrejada várias vezes, sou insultada e perseguida na rua, o meu carro está riscado”, contou ao CM Cremilda Maria, adiantando que os problemas começaram em Fevereiro do ano passado, pouco depois de ter comprado uma casa, que anexou à sua, na rua Guilherme Gomes Fernandes, em Coimbra.
Cremilda Maria diz saber quem são os agressores e apresentou várias queixas no DIAP: Algumas foram arquivadas por não haver “testemunhas presenciais”, outras estão em investigação e outras ainda seguiram para julgamento.
Na segunda-feira, no Tribunal de Coimbra, começou o julgamento de um desses processos, no âmbito do qual a advogada se queixa de ter sido atirada uma sanita para o jardim da sua casa.
“Na altura guardei a sanita e pedi ao Ministério Público para fazer uma inspecção ao local”, contou Cremilda Maria, adiantando que o seu pedido foi recusado. “Fiquei fiel depositária da sanita e decidi levá-la, como prova, para a audiência de julgamento, e para o Tribunal ver que as minhas queixas correspondem à verdade”. A sanita ficou à porta da sala da audiências e a advogada está disposta a voltar a levá-la, na próxima sessão do julgamento.
“Guardei a sanita e vou continuar a guardar tudo até estar indemnizada”, defende, queixando-se de as suas denúncias não estarem a ser “devidamente investigadas. É que eu sei quem são os vândalos, mas isto requer uma investigação para serem arranjadas provas”, argumenta.
Segundo explicou, os “culpados destes actos de autêntico terrorismo” de que diz estar a ser vítima, são elementos de “duas famílias suas vizinhas, que vivem do rendimento mínimo e moram na rua de baixo. Eles não queriam que eu comprasse a casa e por isso não me deixam sossegada um único dia”.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/advogada-levou-sanita-para-o-tribunal?nPagina=2#comentarios
“Estou a ser vítima de actos de vandalismo, ameaças de morte, a minha casa foi apedrejada várias vezes, sou insultada e perseguida na rua, o meu carro está riscado”, contou ao CM Cremilda Maria, adiantando que os problemas começaram em Fevereiro do ano passado, pouco depois de ter comprado uma casa, que anexou à sua, na rua Guilherme Gomes Fernandes, em Coimbra.
Cremilda Maria diz saber quem são os agressores e apresentou várias queixas no DIAP: Algumas foram arquivadas por não haver “testemunhas presenciais”, outras estão em investigação e outras ainda seguiram para julgamento.
Na segunda-feira, no Tribunal de Coimbra, começou o julgamento de um desses processos, no âmbito do qual a advogada se queixa de ter sido atirada uma sanita para o jardim da sua casa.
“Na altura guardei a sanita e pedi ao Ministério Público para fazer uma inspecção ao local”, contou Cremilda Maria, adiantando que o seu pedido foi recusado. “Fiquei fiel depositária da sanita e decidi levá-la, como prova, para a audiência de julgamento, e para o Tribunal ver que as minhas queixas correspondem à verdade”. A sanita ficou à porta da sala da audiências e a advogada está disposta a voltar a levá-la, na próxima sessão do julgamento.
“Guardei a sanita e vou continuar a guardar tudo até estar indemnizada”, defende, queixando-se de as suas denúncias não estarem a ser “devidamente investigadas. É que eu sei quem são os vândalos, mas isto requer uma investigação para serem arranjadas provas”, argumenta.
Segundo explicou, os “culpados destes actos de autêntico terrorismo” de que diz estar a ser vítima, são elementos de “duas famílias suas vizinhas, que vivem do rendimento mínimo e moram na rua de baixo. Eles não queriam que eu comprasse a casa e por isso não me deixam sossegada um único dia”.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/advogada-levou-sanita-para-o-tribunal?nPagina=2#comentarios
25 de maio de 2010
Partidos políticos imunes à crise
Parlamento: Subsídio de reintegração sobe para um milhão de euros
Em ano de crise, o orçamento da Assembleia da República dá mais dinheiro aos deputados para transportes, estudos e assessorias técnicas.
A crise ainda não chegou à Assembleia da República. Só em transportes, os deputados gastarão este ano mais 780 mil euros do que em 2009, ou seja, mais 25 por cento.
Apesar de se prever um corte dos vencimentos dos parlamentares em 5 por cento – imposição do PSD para assinar o acordo com José Sócrates para o pacote de austeridade –, o orçamento do Parlamento para 2010 prevê aumentos significativos face a 2009.
Crescem as verbas para transporte, deslocação dos deputados, despesas com seminários, exposições e similares, artigos honoríficos e de decoração do Parlamento.
Aumenta a rubrica 'outros trabalhos especializados', que em 2010 consumirá mais meio milhão de euros do que em 2009 (3,6 milhões de euros em 2010 contra 3,124 milhões). E estão orçamentados também mais 593 mil euros em 'assistência técnica' (2,9 milhões em 2010 contra 2,3 milhões em 2009). São verbas para pagar 'serviços técnicos de bens no âmbito de contratos realizados' pela Assembleia.
O subsídio de reintegração dos deputados cresceu para mais de um milhão de euros em 2010 (228 mil euros em 2009).
Sobre os transportes, o gabinete da secretária-geral diz que 'o ano de 2009 não pode servir de referência porque houve eleições legislativas, em Setembro'.
Quanto às despesas da reintegração, remete-nos para a lei que prevê um período de transição até 2009 para os deputados que atinjam 12 anos de funções em 2009.
PARTIDOS SOMAM 90 MILHÕES
Em tempo de crise, os partidos políticos não dão mostras de apertar o cinto. No orçamento da Assembleia da República para 2010, os partidos e as forças políticas com assento parlamentar receberão subvenções de cerca de 16,9 milhões de euros .
Os partidos recebem ainda 73,7 milhões de euros em subvenções estatais para as campanhas eleitorais, dos quais 15,9 milhões de euros estão contabilizados como subvenções estatais para campanhas eleitorais a restituir à Direcção-geral do Tesouro pelo Parlamento. A estes apoios somam-se verbas extra para pagamento de assessorias aos grupos parlamentares, que sobem de 726,3 mil euros em 2009 para 769,5 mil euros em 2010. A conta da Assembleia cresceu sete milhões de euros face a 2009 ( de 184,3 para 191,4 milhões de euros).
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/partidos-politicos-imunes-a-crise
Em ano de crise, o orçamento da Assembleia da República dá mais dinheiro aos deputados para transportes, estudos e assessorias técnicas.
A crise ainda não chegou à Assembleia da República. Só em transportes, os deputados gastarão este ano mais 780 mil euros do que em 2009, ou seja, mais 25 por cento.
Apesar de se prever um corte dos vencimentos dos parlamentares em 5 por cento – imposição do PSD para assinar o acordo com José Sócrates para o pacote de austeridade –, o orçamento do Parlamento para 2010 prevê aumentos significativos face a 2009.
Crescem as verbas para transporte, deslocação dos deputados, despesas com seminários, exposições e similares, artigos honoríficos e de decoração do Parlamento.
Aumenta a rubrica 'outros trabalhos especializados', que em 2010 consumirá mais meio milhão de euros do que em 2009 (3,6 milhões de euros em 2010 contra 3,124 milhões). E estão orçamentados também mais 593 mil euros em 'assistência técnica' (2,9 milhões em 2010 contra 2,3 milhões em 2009). São verbas para pagar 'serviços técnicos de bens no âmbito de contratos realizados' pela Assembleia.
O subsídio de reintegração dos deputados cresceu para mais de um milhão de euros em 2010 (228 mil euros em 2009).
Sobre os transportes, o gabinete da secretária-geral diz que 'o ano de 2009 não pode servir de referência porque houve eleições legislativas, em Setembro'.
Quanto às despesas da reintegração, remete-nos para a lei que prevê um período de transição até 2009 para os deputados que atinjam 12 anos de funções em 2009.
PARTIDOS SOMAM 90 MILHÕES
Em tempo de crise, os partidos políticos não dão mostras de apertar o cinto. No orçamento da Assembleia da República para 2010, os partidos e as forças políticas com assento parlamentar receberão subvenções de cerca de 16,9 milhões de euros .
Os partidos recebem ainda 73,7 milhões de euros em subvenções estatais para as campanhas eleitorais, dos quais 15,9 milhões de euros estão contabilizados como subvenções estatais para campanhas eleitorais a restituir à Direcção-geral do Tesouro pelo Parlamento. A estes apoios somam-se verbas extra para pagamento de assessorias aos grupos parlamentares, que sobem de 726,3 mil euros em 2009 para 769,5 mil euros em 2010. A conta da Assembleia cresceu sete milhões de euros face a 2009 ( de 184,3 para 191,4 milhões de euros).
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/partidos-politicos-imunes-a-crise
24 de maio de 2010
Portugueses recusam trabalhar.
Mão-de-obra tailandesa salva morangos do litoral
Portugueses recusam trabalhar. Dos 100 mandados pelo Centro de Emprego, só um aceitou
Não falta quem deseje provar os morangos cultivados junto ao mar desde Mira à Vagueira, mas colhê-los da terra é outra história. Não fossem tailandeses e toneladas ficavam por apanhar. Dos 100 portugueses mandados pelo Centro de Emprego, só um aceitou.
foto fernando timóteo/global imagens
Mão-de-obra tailandesa salva morangos do litoral
Tailandeses ganham, no mínimo, 550 euros líquidos por mês na plantação de morangos de Praia de Mira
Vítor Rodrigues, que há oito anos explora 20 hectares em Videira Norte, na freguesia de Praia de Mira, apenas conseguiu suprir as dificuldades em conseguir mão-de-obra para a colheita dos morangos, que decorre por esta altura, recorrendo a trabalhadores vindos da Tailândia, a quem paga, no mínimo, 550 euros líquidos por mês por 40 horas de trabalho semanais. Há dois anos, chegou a perder 70 toneladas por não ter quem retirasse o fruto da terra. No ano passado, contactou uma empresa de trabalho temporário e adicionou uma dezena de tailandeses à equipa de funcionários fixos. Os braços extra revelaram-se essenciais para salvar as 550 toneladas de produção.
Este ano, são 20 os homens tailandeses que aceitaram meter mãos na terra e por isso ficaram alojados em instalações pré-fabricadas.Irão reforçar a equipa composta por 20 portuguesas que, durante todo o ano, asseguram a plantação e colheita da Fragarte.
Metade com atestado médico
"Produzimos morango o ano inteiro, ainda que dê prejuízo, para tentarmos assegurar trabalho menos sazonal para as pessoas. Se fosse só na época alta, seria complicado arranjar tantos trabalhadores. Para a época alta conto com os tailandeses, senão seria complicado", justifica Vítor.
"Todos os anos temos dificuldades em arranjar trabalhadores para a época alta. Pedimos e o Centro de Emprego reencaminha cerca de 100. Só que, depois, metade não aparece e o resto vem com atestado médico a dizer que não pode ou tem um impedimento qualquer. Eu preferia ter só trabalhadores portugueses, porque há tanto desemprego no país mas penso que será uma questão de mentalidade, as pessoas preferem ficar em casa a receber do Estado em vez de meterem as mãos na terra", critica Vitor Rodrigues. Da centena de trabalhadores encaminhados pelo centro de emprego, ficou apenas uma mulher.
Mas os trabalhadores tailandeses, a quem elogia a capacidade de trabalho, trato e perspicácia, apesar de terem de comunicar por gestos uma vez que eles não falam português, trouxeram outra vantagem. "Desde que eles chegaram, o absentismo dos portugueses diminuiu", diz.
Prayat Chamnanprai, um tailandês de 43 anos (ver caixa) ladeia nos campos com os restantes colegas e mal se distingue. As portuguesas não os estranham. Celeste Carinha, 30 anos, da Barra de Mira, não teve dificuldade em aprender a comunicar por gestos. Celeste já vai na oitava campanha. Há muito que se dobra sobre os morangueiros, colhendo frutos e transportando caixas. Não tem medo do trabalho,"gosto do contacto com a terra".
Dez tailandeses na Vagueira
Também Paulo Pereira, co-proprietário de uma exploração na praia da Vagueira, Vagos, tinha habitualmente dificuldade em conseguir mão-de-obra para a colheita dos produtos no período de maior azáfama. "São necessárias pessoas com alguma dedicação e sensibilidade porque os frutos são delicados, não podem ser pessoas enviadas a contragosto, como muitas vezes acontecia com as pessoas que me apareciam aqui vindas do Centro de Emprego", refere.
Por isso, resolveu combater a sazonalidade do emprego, plantando diversas culturas nos 30 hectares de terreno que possui, entre a ria e o mar. "Apenas cinco hectares têm morangos, nos restantes temos outras culturas e, assim, não saem os produtos agrícolas todos ao mesmo tempo e temos trabalho para as pessoas sensivelmente o ano inteiro". Desta forma, consegue trabalho diário para uma equipa fixa de 15 trabalhadores, residentes na freguesia da Gafanha da Boa Hora. A auxiliar, nas épocas em que o trabalho é demais para os trabalhadores fixos, empregamos "perto de dez tailandeses".
FONTE: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1576868
Portugueses recusam trabalhar. Dos 100 mandados pelo Centro de Emprego, só um aceitou
Não falta quem deseje provar os morangos cultivados junto ao mar desde Mira à Vagueira, mas colhê-los da terra é outra história. Não fossem tailandeses e toneladas ficavam por apanhar. Dos 100 portugueses mandados pelo Centro de Emprego, só um aceitou.
foto fernando timóteo/global imagens
Mão-de-obra tailandesa salva morangos do litoral
Tailandeses ganham, no mínimo, 550 euros líquidos por mês na plantação de morangos de Praia de Mira
Vítor Rodrigues, que há oito anos explora 20 hectares em Videira Norte, na freguesia de Praia de Mira, apenas conseguiu suprir as dificuldades em conseguir mão-de-obra para a colheita dos morangos, que decorre por esta altura, recorrendo a trabalhadores vindos da Tailândia, a quem paga, no mínimo, 550 euros líquidos por mês por 40 horas de trabalho semanais. Há dois anos, chegou a perder 70 toneladas por não ter quem retirasse o fruto da terra. No ano passado, contactou uma empresa de trabalho temporário e adicionou uma dezena de tailandeses à equipa de funcionários fixos. Os braços extra revelaram-se essenciais para salvar as 550 toneladas de produção.
Este ano, são 20 os homens tailandeses que aceitaram meter mãos na terra e por isso ficaram alojados em instalações pré-fabricadas.Irão reforçar a equipa composta por 20 portuguesas que, durante todo o ano, asseguram a plantação e colheita da Fragarte.
Metade com atestado médico
"Produzimos morango o ano inteiro, ainda que dê prejuízo, para tentarmos assegurar trabalho menos sazonal para as pessoas. Se fosse só na época alta, seria complicado arranjar tantos trabalhadores. Para a época alta conto com os tailandeses, senão seria complicado", justifica Vítor.
"Todos os anos temos dificuldades em arranjar trabalhadores para a época alta. Pedimos e o Centro de Emprego reencaminha cerca de 100. Só que, depois, metade não aparece e o resto vem com atestado médico a dizer que não pode ou tem um impedimento qualquer. Eu preferia ter só trabalhadores portugueses, porque há tanto desemprego no país mas penso que será uma questão de mentalidade, as pessoas preferem ficar em casa a receber do Estado em vez de meterem as mãos na terra", critica Vitor Rodrigues. Da centena de trabalhadores encaminhados pelo centro de emprego, ficou apenas uma mulher.
Mas os trabalhadores tailandeses, a quem elogia a capacidade de trabalho, trato e perspicácia, apesar de terem de comunicar por gestos uma vez que eles não falam português, trouxeram outra vantagem. "Desde que eles chegaram, o absentismo dos portugueses diminuiu", diz.
Prayat Chamnanprai, um tailandês de 43 anos (ver caixa) ladeia nos campos com os restantes colegas e mal se distingue. As portuguesas não os estranham. Celeste Carinha, 30 anos, da Barra de Mira, não teve dificuldade em aprender a comunicar por gestos. Celeste já vai na oitava campanha. Há muito que se dobra sobre os morangueiros, colhendo frutos e transportando caixas. Não tem medo do trabalho,"gosto do contacto com a terra".
Dez tailandeses na Vagueira
Também Paulo Pereira, co-proprietário de uma exploração na praia da Vagueira, Vagos, tinha habitualmente dificuldade em conseguir mão-de-obra para a colheita dos produtos no período de maior azáfama. "São necessárias pessoas com alguma dedicação e sensibilidade porque os frutos são delicados, não podem ser pessoas enviadas a contragosto, como muitas vezes acontecia com as pessoas que me apareciam aqui vindas do Centro de Emprego", refere.
Por isso, resolveu combater a sazonalidade do emprego, plantando diversas culturas nos 30 hectares de terreno que possui, entre a ria e o mar. "Apenas cinco hectares têm morangos, nos restantes temos outras culturas e, assim, não saem os produtos agrícolas todos ao mesmo tempo e temos trabalho para as pessoas sensivelmente o ano inteiro". Desta forma, consegue trabalho diário para uma equipa fixa de 15 trabalhadores, residentes na freguesia da Gafanha da Boa Hora. A auxiliar, nas épocas em que o trabalho é demais para os trabalhadores fixos, empregamos "perto de dez tailandeses".
FONTE: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1576868
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