A Porsche AG anunciou hoje que o 911 Speedster pode esgotar já em Outubro. O automóvel custa 275 mil dólares (201400 euros) e as encomendas aumentam a cada hora que passa.
Os automóveis começam a ser distribuídos em Novembro e a produção está limitada a 356 viaturas, avança a Bloomberg.
As previsões vendas de automóveis de luxo para este ano são favoráveis à indústria, garantem a Daimler e a BMW. Já a Volkswagen afirma acreditar que os carros de luxo que estão a apresentar também vão esgotar.
FONTE: http://www.ionline.pt/conteudo/81165-crise-porsche-speedster-pode-esgotar-ja-em-outubro
30 de setembro de 2010
EUA: Menino de três anos leva marijuana para a escola
Um menino de três anos foi apanhado com 20 gramas de marijuana numa escola pré-primária de Lake City, na Florida (EUA), depois de ser denunciado à professora por um colega.
Uma busca permitiu encontrar dois saquinhos de marijuana, que a criança afirmou pertencerem ao seu pai.
Suspenso pela escola durante o resto do dia, o jovem foi entregue à mãe, que negou ter qualquer conhecimento sobre a proveniência dos estupefacientes. Nada foi encontrado numa busca policial à casa onde residem.
Segundo a mãe, o menino terá "obtido a erva" na casa de um vizinho onde costuma ir brincar.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/eua-menino-de-tres-anos-leva-marijuana-para-a-escola
Uma busca permitiu encontrar dois saquinhos de marijuana, que a criança afirmou pertencerem ao seu pai.
Suspenso pela escola durante o resto do dia, o jovem foi entregue à mãe, que negou ter qualquer conhecimento sobre a proveniência dos estupefacientes. Nada foi encontrado numa busca policial à casa onde residem.
Segundo a mãe, o menino terá "obtido a erva" na casa de um vizinho onde costuma ir brincar.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/eua-menino-de-tres-anos-leva-marijuana-para-a-escola
Um erro para toda a vida
Às vezes é melhor não acreditar em tudo o que ouvimos na rádio. Há dez anos, David Winkelman ouviu um DJ da rádio 93 Rock oferecer um avultado prémio a quem tatuasse o logotipo da estação na testa.
Winkelman saiu a correr rumo ao salão de tatuagem e já não ouviu o DJ dizer que se tratava de uma brincadeira. Resultado: ficou marcado para toda a vida. Esta semana foi preso (desconhece-se o motivo) em Davenport, no estado norte--americano do Iowa, e a prova do erro lá está, bem visível, na fotografia tirada pela polícia.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/insolito/um-erro-para-toda-a-vida
Winkelman saiu a correr rumo ao salão de tatuagem e já não ouviu o DJ dizer que se tratava de uma brincadeira. Resultado: ficou marcado para toda a vida. Esta semana foi preso (desconhece-se o motivo) em Davenport, no estado norte--americano do Iowa, e a prova do erro lá está, bem visível, na fotografia tirada pela polícia.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/insolito/um-erro-para-toda-a-vida
29 de setembro de 2010
GNR critica aquisição de carros antimotim
Compra de blindados para cimeira da NATO é suportada pelo Governo Civil de Lisboa. Viaturas serão utilizadas pela PSP, que desconhecia o negócio
O dinheiro para aquisição de veículos blindados para intervenção urbana que irão ser utilizados em Lisboa, em Novembro, durante a cimeira da NATO, vai sair dos cofres do Governo Civil de Lisboa. São cinco milhões de euros que fazem parte dos lucros gerados em 2009 naquele organismo do Ministério da Administração Interna (MAI). As viaturas ainda não chegaram a Portugal e vários sectores dentro da PSP, que vai ser responsável pela utilização do novo equipamento, mostram algum receio por eventuais atrasos na formação do pessoal que os irá tripular. Mais críticos são os dirigentes da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), da GNR, que afirmam que tal compra é apenas um acto de duplicação de meios.
Ontem de manhã, depois de o Diário de Notícias ter noticiado a intenção de compra das viaturas antimotim sem que a PSP abrisse concurso público, a direcção nacional divulgou um comunicado em que afirmava não ir efectuar qualquer compra específica de material no âmbito das operações de segurança relativas à cimeira que irá decorrer nos dias 19 e 20 de Novembro.
Horas depois, também através de comunicado, o MAI contrariava a versão da PSP e admitia a compra dos veículos com recurso a verbas do Governo Civil de Lisboa. O ministério informava ainda que esta aquisição, tal como confere a lei, pode ser feita por ajuste directo.
Já durante a tarde, acabaria por ser a APG, ainda em comunicado, quem se insurgia contra o negócio, afirmando que o mesmo corresponde a uma duplicação de meios, uma vez que a GNR já possui viaturas idênticas. "Decisões deste tipo, bastante onerosas para os contribuintes, demonstram que a tutela tem as suas prioridades algo desfasadas daquilo que são as carências das forças de segurança", refere a nota de imprensa.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), da PSP, tem uma visão diferente da manifestada pela APG. Entende que as viaturas em causa fazem falta à polícia e até já haviam sido reclamadas quando da última visita do Papa. "Todo o equipamento de manutenção de ordem pública e pessoal é bem vindo, porque a PSP necessita estar sempre actualizada e de transmitir à população uma mensagem de capacidade e profissionalismo", disse ao PÚBLICO.
Apesar dos diversos contactos não foi possível apurar quais os blindados escolhidos pelo MAI e qual o país de origem. Sabe-se apenas que têm capacidade para transportar seis pessoas, capazes de intervir nos meios urbanos e que possuem algumas características específicas, como sejam o antifogo e a blindagem antimina.
As viaturas deverão ficar à guarda da Unidade Especial de Polícia (UEP), em Belas. Nesse corpo, que inclui cinco grupos de polícias especializados, contam-se polícias que já possuem experiência com viaturas idênticas, refere Paulo Rodrigues, apontando esse pessoal como os eventuais futuros condutores.
FONTE: http://jornal.publico.pt/noticia/29-09-2010/gnr-critica-aquisicao-de-carros-antimotim-20298390.htm
O dinheiro para aquisição de veículos blindados para intervenção urbana que irão ser utilizados em Lisboa, em Novembro, durante a cimeira da NATO, vai sair dos cofres do Governo Civil de Lisboa. São cinco milhões de euros que fazem parte dos lucros gerados em 2009 naquele organismo do Ministério da Administração Interna (MAI). As viaturas ainda não chegaram a Portugal e vários sectores dentro da PSP, que vai ser responsável pela utilização do novo equipamento, mostram algum receio por eventuais atrasos na formação do pessoal que os irá tripular. Mais críticos são os dirigentes da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), da GNR, que afirmam que tal compra é apenas um acto de duplicação de meios.
Ontem de manhã, depois de o Diário de Notícias ter noticiado a intenção de compra das viaturas antimotim sem que a PSP abrisse concurso público, a direcção nacional divulgou um comunicado em que afirmava não ir efectuar qualquer compra específica de material no âmbito das operações de segurança relativas à cimeira que irá decorrer nos dias 19 e 20 de Novembro.
Horas depois, também através de comunicado, o MAI contrariava a versão da PSP e admitia a compra dos veículos com recurso a verbas do Governo Civil de Lisboa. O ministério informava ainda que esta aquisição, tal como confere a lei, pode ser feita por ajuste directo.
Já durante a tarde, acabaria por ser a APG, ainda em comunicado, quem se insurgia contra o negócio, afirmando que o mesmo corresponde a uma duplicação de meios, uma vez que a GNR já possui viaturas idênticas. "Decisões deste tipo, bastante onerosas para os contribuintes, demonstram que a tutela tem as suas prioridades algo desfasadas daquilo que são as carências das forças de segurança", refere a nota de imprensa.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), da PSP, tem uma visão diferente da manifestada pela APG. Entende que as viaturas em causa fazem falta à polícia e até já haviam sido reclamadas quando da última visita do Papa. "Todo o equipamento de manutenção de ordem pública e pessoal é bem vindo, porque a PSP necessita estar sempre actualizada e de transmitir à população uma mensagem de capacidade e profissionalismo", disse ao PÚBLICO.
Apesar dos diversos contactos não foi possível apurar quais os blindados escolhidos pelo MAI e qual o país de origem. Sabe-se apenas que têm capacidade para transportar seis pessoas, capazes de intervir nos meios urbanos e que possuem algumas características específicas, como sejam o antifogo e a blindagem antimina.
As viaturas deverão ficar à guarda da Unidade Especial de Polícia (UEP), em Belas. Nesse corpo, que inclui cinco grupos de polícias especializados, contam-se polícias que já possuem experiência com viaturas idênticas, refere Paulo Rodrigues, apontando esse pessoal como os eventuais futuros condutores.
FONTE: http://jornal.publico.pt/noticia/29-09-2010/gnr-critica-aquisicao-de-carros-antimotim-20298390.htm
Cirurgia fatal sem culpados
Sem culpados. É assim que termina o caso da jovem de 25 anos que morreu três dias depois de ter feito uma lipoaspiração numa clínica privada, em Faro.
Depois de o Ministério Público ter acusado o médico, especialista em rins, de homicídio por negligência, a juíza de instrução criminal do Tribunal de Faro concluiu que o clínico que fez a cirurgia não deve ir a julgamento. A magistrada, após a fase de instrução, entendeu que não há indícios suficientes para imputar ao arguido a responsabilidade da morte de Fátima Santos. A cirurgia foi realizada a 12 de Janeiro de 2008 na EstéticAlgarve.
As dúvidas sobre as causas da morte foram cruciais para a decisão da juíza Ana Lúcia Cruz. Segundo o despacho de não pronúncia a que o CM teve acesso, "a autópsia realizada padeceu de insuficiências, designadamente por não se ter procedido a qualquer tipo de análises aos tecidos a fim de se poder determinar a concreta natureza das lesões cutâneas que a falecida apresentava, qual a sua causa e qual a sua relação com o evento morte que se veio fatalmente a verificar".
A autópsia indicou uma embolia pulmonar como causa de morte. No entanto, dois especialistas (um é o presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, Duarte Nuno Vieira) colocaram em causa o relatório da autópsia. Por outro lado, a juíza concluiu que, após a cirurgia, o médico "efectuou observação clínica" e ministrou "medicação adequada aos sintomas apresentados".
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/cirurgia-fatal-sem-culpados
Depois de o Ministério Público ter acusado o médico, especialista em rins, de homicídio por negligência, a juíza de instrução criminal do Tribunal de Faro concluiu que o clínico que fez a cirurgia não deve ir a julgamento. A magistrada, após a fase de instrução, entendeu que não há indícios suficientes para imputar ao arguido a responsabilidade da morte de Fátima Santos. A cirurgia foi realizada a 12 de Janeiro de 2008 na EstéticAlgarve.
As dúvidas sobre as causas da morte foram cruciais para a decisão da juíza Ana Lúcia Cruz. Segundo o despacho de não pronúncia a que o CM teve acesso, "a autópsia realizada padeceu de insuficiências, designadamente por não se ter procedido a qualquer tipo de análises aos tecidos a fim de se poder determinar a concreta natureza das lesões cutâneas que a falecida apresentava, qual a sua causa e qual a sua relação com o evento morte que se veio fatalmente a verificar".
A autópsia indicou uma embolia pulmonar como causa de morte. No entanto, dois especialistas (um é o presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, Duarte Nuno Vieira) colocaram em causa o relatório da autópsia. Por outro lado, a juíza concluiu que, após a cirurgia, o médico "efectuou observação clínica" e ministrou "medicação adequada aos sintomas apresentados".
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/cirurgia-fatal-sem-culpados
Mulheres obrigadas a urinar de pé
As estudantes da Universidade de Shanxi, na China, tiveram uma surpresa ao regressar de férias: em vez das sanitas nas casas de banho, depararam-se com... urinóis. A direcção da universidade decidiu instalar urinóis femininos porque chegou à conclusão de que, se as mulheres urinarem de pé gastam menos 160 toneladas de água por dia. Para que não haja dúvidas, foram colados nas paredes dos W.C. cartazes a explicar como usar os novos urinóis.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/insolito/mulheres-obrigadas-a-urinar-de-pe
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/insolito/mulheres-obrigadas-a-urinar-de-pe
Currículo para americano ver
Primeiro-ministro tem três currículos oficiais diferentes. José Sócrates aparece como fundador da JSD e licenciado em Coimbra no currículo oficial fornecido a uma universidade dos Estados Unidos.
José Sócrates "foi um dos fundadores da juventude do Partido Social Democrata" e estava "com 18 anos em Coimbra, onde se licenciou em engenharia civil". Estas são duas das informações do currículo oficial do primeiro-ministro no sítio da Universidade de Columbia, a propósito da recente visita de Sócrates a Nova Iorque.
Os novos dados agora apresentados contradizem outros currículos anteriores do primeiro-ministro. Quanto à sua passagem pelo PSD, no sítio do PS, na internet, é apenas indicado que "pouco depois do 25 de Abril, com 16 anos, ingressou na JSD, saindo em ruptura logo no ano seguinte", em 1975. Sócrates fez, de facto, parte da JSD da Covilhã, mas não consta da lista de fundadores.
Nos estudos de Sócrates, que tanta polémica já provocaram, verificam-se outras indicações contraditórias. Enquanto secretário-geral do PS, aparece como sendo "licenciado em Engenharia Civil" – na Universidade Independente e não em Coimbra –, com "uma pós-graduação em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública".
Já como primeiro-ministro, o currículo oficial avança que "é licenciado em Engenharia Civil e tem uma pós-graduação em Gestão de Empresas (MBA)".
Finalmente, no currículo da Universidade de Columbia, onde o primeiro-ministro deu uma palestra na sexta-feira, como convidado proposto pelo ex-ministro da Economia Manuel Pinho, afirma-se que "recebeu um MBA em 2005" no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e "foi engenheiro técnico na Câmara da Covilhã".
A universidade americana garante que todos os dados são "fornecidos pelo gabinete do primeiro--ministro, José Sócrates". Porém, fonte oficial do gabinete disse ao CM que "não houve qualquer contacto prévio" com a Universidade para a elaboração do currículo: "Os serviços fornecem a biografia disponível no sítio do Governo."
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/curriculo-para-americano-ver220839753
José Sócrates "foi um dos fundadores da juventude do Partido Social Democrata" e estava "com 18 anos em Coimbra, onde se licenciou em engenharia civil". Estas são duas das informações do currículo oficial do primeiro-ministro no sítio da Universidade de Columbia, a propósito da recente visita de Sócrates a Nova Iorque.
Os novos dados agora apresentados contradizem outros currículos anteriores do primeiro-ministro. Quanto à sua passagem pelo PSD, no sítio do PS, na internet, é apenas indicado que "pouco depois do 25 de Abril, com 16 anos, ingressou na JSD, saindo em ruptura logo no ano seguinte", em 1975. Sócrates fez, de facto, parte da JSD da Covilhã, mas não consta da lista de fundadores.
Nos estudos de Sócrates, que tanta polémica já provocaram, verificam-se outras indicações contraditórias. Enquanto secretário-geral do PS, aparece como sendo "licenciado em Engenharia Civil" – na Universidade Independente e não em Coimbra –, com "uma pós-graduação em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública".
Já como primeiro-ministro, o currículo oficial avança que "é licenciado em Engenharia Civil e tem uma pós-graduação em Gestão de Empresas (MBA)".
Finalmente, no currículo da Universidade de Columbia, onde o primeiro-ministro deu uma palestra na sexta-feira, como convidado proposto pelo ex-ministro da Economia Manuel Pinho, afirma-se que "recebeu um MBA em 2005" no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e "foi engenheiro técnico na Câmara da Covilhã".
A universidade americana garante que todos os dados são "fornecidos pelo gabinete do primeiro--ministro, José Sócrates". Porém, fonte oficial do gabinete disse ao CM que "não houve qualquer contacto prévio" com a Universidade para a elaboração do currículo: "Os serviços fornecem a biografia disponível no sítio do Governo."
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/curriculo-para-americano-ver220839753
Dívida custa 14 mil € a cada cidadão
Encargos com juros sobem 645 milhões de euros em 2010. Estado irá terminar ano com uma dívida de 142,2 mil milhões de euros. Cada português pagará 14 mil euros.
A crise da dívida pública portuguesa está a sair cara aos portugueses: em 2010, por causa do recurso ao financiamento nos mercados externos, a dívida do Estado vai custar a cada português, segundo os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 14 mil euros por ano, um aumento significativo em relação aos cerca de 13 mil euros no ano passado. Só em juros, Portugal pagará, este ano, por força da subida das taxas de juro, mais 645 milhões de euros. E o risco do País disparou: ontem, o juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos atingiu 6,64%, o valor mais alto desde a adesão ao euro, e o spread pago aos credores aumentou sete vezes no último ano.
Os dados do INE indicam que, no final de 2010, a dívida bruta do Estado irá ascender a 142,2 mil milhões de euros, contra 127,9 mil milhões de euros no ano passado. Por este montante, o País pagará quase 5,45 mil milhões de euros em juros, um crescimento de 13,4% em relação aos 4,8 mil milhões de euros registados em 2009.
Como o risco da dívida pública portuguesa tem vindo a agravar-se desde o início do ano, tudo indica que, devido à subida das taxas de juro, os encargos com os juros serão, no próximo ano, ainda mais elevados. Para já, ontem, a taxa de juro das OT a 10 anos ultrapassou a fasquia dos 6,5%, um claro indicador de como os investidores encaram o risco de Portugal não pagar as suas dívidas.
Ao que o CM apurou, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), no âmbito da sua estratégia de acção, tem enviado para os mercados financeiros sinais de confiança sobre a situação do País. O próprio Governo atribui o aumento do risco da República à "irracionalidade que caracteriza actualmente os mercados financeiros", segundo disse ontem o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. Carlos Costa Pina foi categórico: "Quer se goste, quer não se goste de ouvir falar disso, é uma evidência." E precisou: "Enquanto não se conseguir resolver a questão no plano internacional, Portugal não terá o problema resolvido."
Certo é que, por comparação com a dívida pública da Alemanha, considerada a mais segura da Europa pelos mercados financeiros, ontem, os credores, para emprestarem dinheiro ao Estado português, pediam um spread de 4,27 por cento. Há um ano, os investidores compravam dívida pública portuguesa com uma margem de lucro de apenas 0,58 por cento.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/divida-custa-14-mil--a-cada-cidadao221013580
A crise da dívida pública portuguesa está a sair cara aos portugueses: em 2010, por causa do recurso ao financiamento nos mercados externos, a dívida do Estado vai custar a cada português, segundo os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 14 mil euros por ano, um aumento significativo em relação aos cerca de 13 mil euros no ano passado. Só em juros, Portugal pagará, este ano, por força da subida das taxas de juro, mais 645 milhões de euros. E o risco do País disparou: ontem, o juro das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos atingiu 6,64%, o valor mais alto desde a adesão ao euro, e o spread pago aos credores aumentou sete vezes no último ano.
Os dados do INE indicam que, no final de 2010, a dívida bruta do Estado irá ascender a 142,2 mil milhões de euros, contra 127,9 mil milhões de euros no ano passado. Por este montante, o País pagará quase 5,45 mil milhões de euros em juros, um crescimento de 13,4% em relação aos 4,8 mil milhões de euros registados em 2009.
Como o risco da dívida pública portuguesa tem vindo a agravar-se desde o início do ano, tudo indica que, devido à subida das taxas de juro, os encargos com os juros serão, no próximo ano, ainda mais elevados. Para já, ontem, a taxa de juro das OT a 10 anos ultrapassou a fasquia dos 6,5%, um claro indicador de como os investidores encaram o risco de Portugal não pagar as suas dívidas.
Ao que o CM apurou, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), no âmbito da sua estratégia de acção, tem enviado para os mercados financeiros sinais de confiança sobre a situação do País. O próprio Governo atribui o aumento do risco da República à "irracionalidade que caracteriza actualmente os mercados financeiros", segundo disse ontem o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. Carlos Costa Pina foi categórico: "Quer se goste, quer não se goste de ouvir falar disso, é uma evidência." E precisou: "Enquanto não se conseguir resolver a questão no plano internacional, Portugal não terá o problema resolvido."
Certo é que, por comparação com a dívida pública da Alemanha, considerada a mais segura da Europa pelos mercados financeiros, ontem, os credores, para emprestarem dinheiro ao Estado português, pediam um spread de 4,27 por cento. Há um ano, os investidores compravam dívida pública portuguesa com uma margem de lucro de apenas 0,58 por cento.
FONTE: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/divida-custa-14-mil--a-cada-cidadao221013580
ANSOL diz que o Estado desperdiça 121 milhões a comprar software à Microsoft
A ANSOL somou os custos de cinco compras de licenças de software à Microsoft e concluiu que o Estado poderia poupar, pelo menos, 121 milhões de euros se optasse por software livre.
ANSOL diz que o Estado desperdiça 121 milhões a comprar software à Microsoft
De acordo com Rui Miguel Seabra, presidente da Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL), este é apenas um pequeno conjunto de exemplos dos custos suportados pela administração pública com a compra de licenças de software por ajuste direto (sem concurso), que não reflete os gastos efetuados por todos os organismos públicos, nem as diferentes soluções e marcas de software proprietário.
"No caso da Microsoft, há um efeito de rede: os utilizadores (profissionais da administração pública) estão habituados a usar o Windows e Office, e depois acabam por querer usar também o SharePoint, o Exchange ou a base dados SQL", atenta Rui Miguel Seabra, quando inquirido pela Exame Informática.
Num comunicado, a ANSOL dá a conhecer cinco compras de licenças de software efetuadas, através de ajuste direto, por organismos tutelados pelo Estado:
a) A Direcção-geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIEE) da Ministério da Administração Interna - 10 milhões de euros para renovação de licenciamento de software Microsoft
b) Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos dos Açores - 5 milhões de euros em renovação de Licenciamento Microsoft
c) CTT - cinco milhões de euros em licenciamento Microsoft
d) Município de Oeiras - 1 milhão de euros em licenciamento Microsoft
e) eEscolas e eEscolinhas - mais de 100 milhões de euros em licenciamento Microsoft
Os exemplos dados pela ANSOL têm por base a recolha de dados efetuada através de um motor de pesquisa que publica os investimentos efetuados na Administração Pública e um blogue dedicado ao software livre .
Rui Miguel Seabra lembra que os custos das licenças para os computadores do eEscolas e eEscolinhas são apenas uma estimativa com base na informação recolhida durante a Comissão Parlamentar de Inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis.
Tendo em conta o atual cenário de crise e o facto de estes exemplos apenas espelharem parte dos custos com licenças de software que hoje são suportados pela Administração Pública, a ANSOL apela ao Governo para que ponha "termo às aquisições não fundamentadas de licenças de software, optando por Software Livre exceto sob motivo de força maior ou ausência de alternativa".
Os responsáveis da ANSOL lembram que aplicação de uma política de "orçamento zero para licenças de software" poderia permitir alcançar resultados exemplares no que toca à contenção de despesas e ao esforço nacional contra a crise.
"Como se justificam ajustes diretos nestes volumes em tempo de crise? Continuarão agora que a OCDE nos manda aumentar os impostos e congelar salários, pairando a ameaça de intervenção do FMI? Serão sequer legais?", questiona Rui Miguel Seabra.
Em alternativa ao software proprietário, a ANSOL defende que o Estado aplique na formação de profissionais e adaptação de soluções de software livre uma fração dos custos que hoje são canalizados para as licenças de software.
FONTE: http://aeiou.exameinformatica.pt/ansol-diz-que-o-estado-desperdica-121-milhoes-a-comprar-software-a-microsoft=f1007325
ANSOL diz que o Estado desperdiça 121 milhões a comprar software à Microsoft
De acordo com Rui Miguel Seabra, presidente da Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL), este é apenas um pequeno conjunto de exemplos dos custos suportados pela administração pública com a compra de licenças de software por ajuste direto (sem concurso), que não reflete os gastos efetuados por todos os organismos públicos, nem as diferentes soluções e marcas de software proprietário.
"No caso da Microsoft, há um efeito de rede: os utilizadores (profissionais da administração pública) estão habituados a usar o Windows e Office, e depois acabam por querer usar também o SharePoint, o Exchange ou a base dados SQL", atenta Rui Miguel Seabra, quando inquirido pela Exame Informática.
Num comunicado, a ANSOL dá a conhecer cinco compras de licenças de software efetuadas, através de ajuste direto, por organismos tutelados pelo Estado:
a) A Direcção-geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIEE) da Ministério da Administração Interna - 10 milhões de euros para renovação de licenciamento de software Microsoft
b) Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos dos Açores - 5 milhões de euros em renovação de Licenciamento Microsoft
c) CTT - cinco milhões de euros em licenciamento Microsoft
d) Município de Oeiras - 1 milhão de euros em licenciamento Microsoft
e) eEscolas e eEscolinhas - mais de 100 milhões de euros em licenciamento Microsoft
Os exemplos dados pela ANSOL têm por base a recolha de dados efetuada através de um motor de pesquisa que publica os investimentos efetuados na Administração Pública e um blogue dedicado ao software livre .
Rui Miguel Seabra lembra que os custos das licenças para os computadores do eEscolas e eEscolinhas são apenas uma estimativa com base na informação recolhida durante a Comissão Parlamentar de Inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis.
Tendo em conta o atual cenário de crise e o facto de estes exemplos apenas espelharem parte dos custos com licenças de software que hoje são suportados pela Administração Pública, a ANSOL apela ao Governo para que ponha "termo às aquisições não fundamentadas de licenças de software, optando por Software Livre exceto sob motivo de força maior ou ausência de alternativa".
Os responsáveis da ANSOL lembram que aplicação de uma política de "orçamento zero para licenças de software" poderia permitir alcançar resultados exemplares no que toca à contenção de despesas e ao esforço nacional contra a crise.
"Como se justificam ajustes diretos nestes volumes em tempo de crise? Continuarão agora que a OCDE nos manda aumentar os impostos e congelar salários, pairando a ameaça de intervenção do FMI? Serão sequer legais?", questiona Rui Miguel Seabra.
Em alternativa ao software proprietário, a ANSOL defende que o Estado aplique na formação de profissionais e adaptação de soluções de software livre uma fração dos custos que hoje são canalizados para as licenças de software.
FONTE: http://aeiou.exameinformatica.pt/ansol-diz-que-o-estado-desperdica-121-milhoes-a-comprar-software-a-microsoft=f1007325
27 de setembro de 2010
Justiça tem de fazer mais por ela própria
O Conselho Superior da Magistratura instaurou processos disciplinares a oito juízes por alegada falta de produtividade. Uma medida que só mereceria elogios, não fosse o mesmo Conselho Superior da Magistratura ter promovido dois destes juízes a auxiliares do Tribunal da Relação antes da conclusão das averiguações.
Se os processos são um sinal concreto e exemplar de combate à morosidade da justiça, as promoções são um desastre. Não só destroem qualquer esperança de que estes inquéritos disciplinares venham a traduzir-se numa melhoria significativa do sistema judicial, como voltam a sublinhar o que de pior se aponta à hierarquia da justiça, ou seja, a prática continuada de impunidade e desorganização interna.
O Conselho Superior da Magistratura até pode vir a ter razão no futuro, se ficar provado que, afinal, os juízes agora promovidos não são preguiçosos, como os acusa um inspector judicial. Mas, mesmo que isso venha a verificar-se, faz pouco sentido promover magistrados sob investigação. Independentemente da interpretação que se faça da lei, porque o Estatuto dos Magistrados Judiciais até reforça a desadequação desta decisão, pois prevê que os juízes em funções na primeira instância estão impedidos de ascender aos tribunais superiores (Relação ou Supremo) quando tenham processos disciplinares pendentes.
Os titulares da justiça queixam-se, por vezes, de que muitas das críticas que lhes fazem são injustas, mas será de todo impossível alterar certas ideias enraizadas desde há décadas, enquanto em questões tão simples nos chegarem exemplos de difícil compreensão como este. A justiça tem de fazer mais por ela própria se quiser conquistar o respeito e a simpatia dos portugueses.
Próximo passo do 'mágico'
Benjamin Netanyahu viu ontem - dia em que terminou a moratória de dez meses na construção de colonatos - os seus apelos serem ignorados. Consciente de que a comunidade internacional, em especial os Estados Unidos e os países árabes, está atenta ao que se passa na Cisjordânia ocupada, o primeiro-ministro israelita pediu aos colonos judeus para darem prova de "contenção" e "responsabilidade", e aos seus ministros para se absterem de fazer comentários. Os colonos e elementos do Likud (partido de Netanyahu) foram céleres a responder: realizaram manifestações antecipadas de regozijo perante o fim da moratória e declararam que vão acelerar a construção de novas unidades habitacionais na Cisjordânia. Mais: utilizaram palavras de ordem a lembrar que o "Likud não foi eleito para criar um Estado da Palestina" e a exigir a Netanyahu para não capitular às exigências de Barack Obama, que deseja um prolongamento da moratória. Tal como o líder palestiniano, Mahmud Abbas. E Netanyahu, a quem denominam de "mágico", está de novo numa encruzilhada: se ceder a Obama e a Abbas, avança com as negociações de paz, mas perde a face a nível interno e abre uma frente de luta com colonos, o Likud e partidos da direita que integram a colonização. Se diz "não" a Obama, arrisca, como já aconteceu no seu primeiro consulado, nova confrontação com Washington e o isolamento da comunidade internacional. Além da quebra das negociações com Abbas, também ele pressionado pelo seu povo que perde terreno para os colonatos. Uma encruzilhada difícil e que poderia ter sido evitada se ao propor a prorrogação da moratória os EUA tivessem avançado com uma moeda de troca passível de salvar a imagem de Netanyahu junto dos seus.
FONTE: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=1672155
Se os processos são um sinal concreto e exemplar de combate à morosidade da justiça, as promoções são um desastre. Não só destroem qualquer esperança de que estes inquéritos disciplinares venham a traduzir-se numa melhoria significativa do sistema judicial, como voltam a sublinhar o que de pior se aponta à hierarquia da justiça, ou seja, a prática continuada de impunidade e desorganização interna.
O Conselho Superior da Magistratura até pode vir a ter razão no futuro, se ficar provado que, afinal, os juízes agora promovidos não são preguiçosos, como os acusa um inspector judicial. Mas, mesmo que isso venha a verificar-se, faz pouco sentido promover magistrados sob investigação. Independentemente da interpretação que se faça da lei, porque o Estatuto dos Magistrados Judiciais até reforça a desadequação desta decisão, pois prevê que os juízes em funções na primeira instância estão impedidos de ascender aos tribunais superiores (Relação ou Supremo) quando tenham processos disciplinares pendentes.
Os titulares da justiça queixam-se, por vezes, de que muitas das críticas que lhes fazem são injustas, mas será de todo impossível alterar certas ideias enraizadas desde há décadas, enquanto em questões tão simples nos chegarem exemplos de difícil compreensão como este. A justiça tem de fazer mais por ela própria se quiser conquistar o respeito e a simpatia dos portugueses.
Próximo passo do 'mágico'
Benjamin Netanyahu viu ontem - dia em que terminou a moratória de dez meses na construção de colonatos - os seus apelos serem ignorados. Consciente de que a comunidade internacional, em especial os Estados Unidos e os países árabes, está atenta ao que se passa na Cisjordânia ocupada, o primeiro-ministro israelita pediu aos colonos judeus para darem prova de "contenção" e "responsabilidade", e aos seus ministros para se absterem de fazer comentários. Os colonos e elementos do Likud (partido de Netanyahu) foram céleres a responder: realizaram manifestações antecipadas de regozijo perante o fim da moratória e declararam que vão acelerar a construção de novas unidades habitacionais na Cisjordânia. Mais: utilizaram palavras de ordem a lembrar que o "Likud não foi eleito para criar um Estado da Palestina" e a exigir a Netanyahu para não capitular às exigências de Barack Obama, que deseja um prolongamento da moratória. Tal como o líder palestiniano, Mahmud Abbas. E Netanyahu, a quem denominam de "mágico", está de novo numa encruzilhada: se ceder a Obama e a Abbas, avança com as negociações de paz, mas perde a face a nível interno e abre uma frente de luta com colonos, o Likud e partidos da direita que integram a colonização. Se diz "não" a Obama, arrisca, como já aconteceu no seu primeiro consulado, nova confrontação com Washington e o isolamento da comunidade internacional. Além da quebra das negociações com Abbas, também ele pressionado pelo seu povo que perde terreno para os colonatos. Uma encruzilhada difícil e que poderia ter sido evitada se ao propor a prorrogação da moratória os EUA tivessem avançado com uma moeda de troca passível de salvar a imagem de Netanyahu junto dos seus.
FONTE: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=1672155
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