17 de março de 2011

Já morreram cinco trabalhadores da central nuclear e 22 ficaram feridos

Cinco trabalhadores da central nuclear de Fukushima-Daiichi morreram desde sexta-feira , 22 ficaram feridos e dois estão dados como desaparecidos, segundo o jornal Telegraph.

Ontem , o número de operários a trabalhar na central nuclear de Fukushima-Daiichi subiu de 50 para 180. Considerados autênticos heróis pela população, estes técnicos tentam por todos os meios arrefecer os reactores de modo a evitar a fusão nuclear e a consequente emissão de matéria radioactiva para a atmosfera, colocando as suas próprias vidas em perigo.

O director da Comissão Reguladora Nuclear alertou o Congresso americano para o facto de estes trabalhadores estarem sujeitos a "doses letais" de radiação. Isto precisamente no dia em que o Governo nipónico aumentou o nível máximo de radiação a que podem estar expostos, de 100 millisieverts (unidade de medida da radiação) para 250. "Inevitável dadas as circunstâncias", justificaram as autoridades japonesas.

No domingo, o número de operários ascendia aos 1450, segundo o porta-voz da Agência de Segurança Nuclear do Japão, Yoshihiro Sugiyama. Para evitar que estivessem muito tempo expostos à radioactividade, trabalhavam por turnos muito curtos, acrescentou o mesmo responsável. Porém, dado o agravamento da situação na central nuclear, esse número foi sendo sucessivamente reduzido.

Na terça-feira, 750 trabalhadores foram evacuados, devido às nuvens de radioactividade que começaram a ser expelidas, ficando apenas um núcleo de 50 homens. Ontem, os níveis de radiação baixaram drasticamente, pelo que foi autorizado o regresso de mais 130 operários a Fukushima-Daiichi. Trabalham em equipas de 50, razão pela qual são já conhecidos por "Fukushima 50".

E por pequenos turnos para que possam descansar e descontaminar-se com frequência. Enquanto os restantes colegas foram colocados num perímetro de segurança, estes arriscam as próprias vidas para evitar que a catástrofe seja ainda maior.

FONTE: Jornal de Notícias

Antecipar legislativas custa 18 milhões

Realizar umas eleições antecipadas custará ao país mais de 18 milhões de euros, incluindo tempos de antena, despesa com os membros das mesas de voto e os perto de oito milhões de subvenção estatal para as campanhas, que sofre uma queda de 10%.

Segundo explicou, ao JN, fonte da Direcção Geral da Administração Interna (DGAI), antecipar eleições implicaria, este ano, gastar cerca de dez milhões de euros. Isto no que toca às despesas da Administração Central com a realização do processo eleitoral. E, neste grupo, domina a subvenção que ronda os 4,6 milhões de euros para os membros das mesas.

FONTE: Jornal de Notícias

Governo dramatiza. Silva Pereira já fala em "ruptura financeira"

Ministros esticam a corda e dizem que com chumbo ao PEC é inevitável a entrada do FMI.

Os juros exigidos à dívida portuguesa continuam a estreitar os caminhos que o governo pode tomar. Portugal será o tema principal da reunião do eurogrupo de amanhã, onde o recurso à ajuda será discutido, mesmo que não oficialmente
Os juros exigidos à dívida portuguesa continuam a estreitar os caminhos que o governo pode tomar. Portugal será o tema principal da reunião do eurogrupo de amanhã, onde o recurso à ajuda será discutido, mesmo que não oficialmente.

A dramatização do governo está a ser levada ao expoente máximo. Ontem, o ministro da Presidência alertou para a possibilidade de bancarrota como consequência do chumbo ao PEC.

"Constitui uma ameaça para uma ruptura quase imediata da capacidade de financiamento do Estado. Tem consequências na capacidade do Estado em conseguir honrar os compromissos, para que o sistema financeiro consiga mostrar-se sólido e para que as empresas consigam ter acesso ao crédito, manter a sua actividade e manter o emprego dos trabalhadores", declarou Pedro Silva Pereira, no mesmo dia de emissão de dívida a curto prazo, em que Portugal pagou juros mais altos do que a Grécia.

A lógica "ou eu ou o FMI", instituída por José Sócrates, foi recuperada pelo ministro das Finanças. "Inviabilizar a actualização do PEC é empurrar o país para a ajuda externa", disse Teixeira dos Santos. "Não é chantagem. É uma análise pura, fria e objectiva das consequências de decisões muito gravosas para o país", acrescentou. Também Osvaldo Castro, presidente da comissão dos Assuntos Constitucionais, diz que estamos perante uma "questão de salvação do país da bancarrota". Já Capoulas Santos, eurodeputado e director de campanha de José Sócrates ao congresso do PS, acusa o PSD de querer a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI). "A intervenção do FMI é mais fácil, entram aqui sem dó nem piedade, mas o PSD não tem coragem para o dizer", diz ao i.

Para o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, o chumbo ao PEC é "o início de um filme de terror". "O que o PSD está a pedir ao país não é o final de um teatro, mas a abertura de um filme de terror, em relação ao qual, do lado do governo e do PS, nos empenharemos até ao fim para evitar", disse Lacão, acusando os sociais-democratas de estarem a levar a cabo uma "obstrução ao país, que comprometerá gravemente o esforço já pedido aos portugueses e o esforço já realizado".

O objectivo dos socialistas é evitar a todo o custo uma crise política e acalmar os mercados. O ministro da Presidência diz mesmo que há "muita gente a falar com extrema ligeireza sobre as consequências de uma crise política em Portugal". Capoulas Santos acusa os sociais-democratas de "tacticismo e oportunismo político" e de não apresentarem alternativas às medidas do governo. O líder da Juventude Socialista, Pedro Alves, diz ao i que o PEC é "indispensável", mas que se o PSD o chumbar então é "preciso uma clarificação eleitoral", tal como José Sócrates tinha pedido um dia antes. O Presidente da República, Cavaco Silva, escusou-se ontem a falar em crise política, um dia antes de receber Sócrates e Passos Coelho.

FONTE: Jornal i

Remédios: Governo cede aos laboratórios

Duas semanas após o anúncio de que o preço dos medicamentos ia baixar em Abril, a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou ontem que afinal os preços estão congelados por dois anos.

O Ministério da Saúde está ainda "a preparar a revisão da metodologia das comparticipações", mas segundo Ana Jorge "isso não significa que haja alteração do valor das comparticipações". A ministra não rejeitou contudo que possa haver mais encargos para os utentes.

Após o acordo com a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), presidida por Almeida Lopes, a ministra Ana Jorge afirmou ainda que nos últimos seis meses "dois mil medicamentos já foram objecto de redução voluntária do preço".

Ou seja, é a indústria que decide se baixa os preços dos remédios e se sim, de quais.

A partir de Abril, o preço de 500 medicamentos, incluindo o omeprazol (tratamento de problemas gástricos, artrite, espondilite) e a sinvastatina (para baixar os níveis de colesterol), devem baixar 38% e 30%, respectivamente. De fora do acordo fica a redução do preço de 190 remédios.

Segundo a ministra, o acordo permite "uma redução da despesa em 234 milhões de euros em 2011, uma poupança adicional de 100 milhões de euros e uma redução da despesa em 2012 de 120 milhões".

As medidas mereceram fortes críticas da Oposição. João Semedo, do Bloco de Esquerda, veio entretanto afirmar que, "mantendo--se os preços sem descer e diminuindo as comparticipações no preço, tal como é anunciado no PEC 4, os portugueses vão pagar mais caro os medicamentos".

Já a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro criticou o Governo por recuar na intenção de baixar os preços e "fazer poupanças para o Estado sem pensar na população mais vulnerável, mais idosa, que tem de comprar remédios".

FONTE: Correio da Manhã

82 tatuagens


Miljenko Parserisas Bukovic tem 56 anos e uma fixação na actriz Julia Roberts, o que não será caso raro e, por si só, não seria notícia.

Acontece que este excêntrico admirador da ‘diva’ americana, que vive em Valparaíso, Chile, acaba de tornar públicas as suas 82 tatuagens da actriz inspiradas no filme ‘Erin Brockovich’, papel que rendeu à actriz o Óscar em 2001.

FONTE: Correio da Manhã

16 de março de 2011

Moody's reduz o rating de Portugal após Sócrates falar

A qualidade de Portugal como bom pagador de dívidas é menor, de acordo com a Moody's.

Poucos minutos após a entrevista do primeiro-ministro, José Sócrates, à SIC, a agência emitiu um comunicado onde decide descer o rating da República em dois níveis, de A1 para A3, avisando que pode tornar a fazê-lo daqui a 12 meses, pelo menos.

A empresa explica que são quatro as razões que levaram à despromoção do país: "perspectivas de crescimento e ganhos de produtividade no curto a médio prazo fracos até que as reformas estruturais, especialmente no mercado de trabalho e no sistema de justiça, comecem a dar frutos"; "riscos de implementação das metas ambiciosas do governo em matéria de consolidação orçamental"; risco de o Governo ter de expandir ainda mais as ajudas ao sector bancário e às instituições públicas, que actualmente não conseguem aceder aos mercados para se financiar; e aos custos cada vez menos aceitáveis (taxas de juro) para o Governo se financiar.

Mesmo que o país peça ajuda ao fundo europeu/FMI de resgate, a Moody's tem dúvidas relativamente ao tempo que Portugal irá precisar para ganhar, de novo, confiança e acesso aos mercados normais de crédito. Numa situação normal de resgate, Portugal poderia ficar agarrado ao fundo de salavamento durante três anos. A Moody's considera que poder demorar mais que isso.

FONTE: Diário de Notícias

15 de março de 2011

Apple vende perto de 1 milhão de iPad 2

A Apple deverá ter vendido entre 500 mil e 1 milhão de unidades do iPad 2 no primeiro fim-de-semana de comercialização da nova versão do seu tablet, superando as vendas iniciais do iPad original, de acordo com as estimativas dos analistas.

O número mais conservador do intervalo é avançado por Gene Munster, analista da Piper Jaffray, que refere que as lojas operadas pela Apple e as cadeias de electrónica Target e Best Buy esgotaram os stocks do aparelho. O especialista contactado pela agência Bloomberg sublinha ainda que 70% dos clientes inquiridos pela sua equipa adquiriram um iPad pela primeira vez, sinalizando que a Apple está a reforçar a sua base de utilizadores. Por seu lado, a Global Equities Research avança que a empresa liderada por Steve Jobs pode ter vendido o triplo de iPad 2 face ao primeiro iPad.

"Não ficaríamos surpreendidos se a Apple tivesse vendido perto de 1 milhão de iPad 2 no primeiro fim-de-semana", afirmou Scott Sutherland, analista da Wedbush Securities, em declarações reproduzidas pela Reuters. Em termos comparativos, recorde-se que a versão original do tablet, que chegou ao mercado em Abril de 2010, apenas superou a fasquia do milhão de unidades 28 dias após o lançamento.

FONTE: Jornal Oje

Fátima Felgueiras já só tem de explicar o que fez a 177 euros


Prescreveram ilícitos de uso de carro da Câmara em reunião do PS e de abuso de poderes.

O famoso caso "saco azul", em que Fátima Felgueiras chegou a ser acusada de 26 crimes e até fugiu para o Brasil, a fim de escapar à detenção, corre o risco de ficar reduzido a apenas um crime - ou mesmo nenhum. A Relação mandou agora repetir parte do julgamento.

A ex-autarca de Felgueiras, actual vereadora independente, foi condenada, em Novembro de 2008, por três crimes, a três anos e três meses de prisão, com pena suspensa, bem como a perda de mandato e obrigação de restituir 177,67 euros à Câmara.

FONTE: Jornal de Notícias

"Já basta". Blogues unem-se pela demissão do Governo

Um grupo de "bloggers" lançou hoje nos blogues e redes sociais o movimento "já basta", exigindo a demissão do Governo, dizendo-se "provenientes das mais diversas áreas políticas", assumem que foram incentivados pela mobilização do protesto da "Geração à Rasca".

"Esta ideia nasceu de conversas informais entre bloggers, pessoas de esquerda, de direita, sem partido e independentes, que consideram que este Governo deve sair, seja demitindo-se, seja pela exoneração", disse à Lusa Fernando Moreira de Sá, do blogue "Aventar", um dos que consta no conjunto de blogues.

Na rede social facebook, definem-se como "um movimento de bloggers portugueses provenientes das mais diversas áreas políticas unidos por um objetivo comum", a "demissão/exoneração do atual Governo".

O movimento reúne blogues como o 31 da Armada, Blasfémias, Delito de Opinião, Albergue Espanhol, Nortadas, O Insurgente, entre outros.

"Apesar de esta ideia já vir de trás, não nego que houve um ‘stop’ para ver o que dava o protesto da Geração à Rasca. As manifestações provaram que já existe uma atitude além da que se toma sentado numa cadeira", afirmou Fernando Moreira de Sá.

Segundo este blogger, "a ideia nasceu de conversas informais entre vários bloggers" sendo o "cimento agregador" a ideia de que o Governo deve sair, sem concretizarem se deve ser exonerado ou se deve demitir-se.

"É isso que junta pessoas de blogues diferentes, como o Aventar, mais à esquerda e o 31 da Armada, de direita", afirmou.

FONTE: Jornal i

CDS propõe Governo com menos quatro ministérios

Menos quatro ministérios, menos 13 secretarias de Estado. Este é o modelo de Governo reduzido que o CDS propõe para um próximo Executivo como sinal de contenção. A proposta consta de uma das moções sectoriais que será levada ao congresso do CDS, subscrita pela vice-presidente Assunção Cristas, e que resulta de um convite do próprio líder do partido, Paulo Portas.

A moção - que no regulamento dos centristas se chama Proposta de Orientação Política e Económica (POPE) - defende a transferência das principais competências do Ministério das Obras Públicas para o Ministério das Finanças. A crise é a justificação para este modelo. "Não é possível clamar por corte da dívida e querer levar a cabo projectos de grande dimensão que terão reflexo inevitável no aumento da dívida", lê-se no texto que será apresentado no congresso do partido, no próximo fim-de-semana, em Viseu. Assim basta uma secretaria de Estado para executar "obras públicas de pequena e média dimensão e de proximidade".

Esta moção, que é uma das sete moções sectoriais pedidas pelo líder do CDS a vários dirigentes, defende ainda a fusão dos ministérios da Presidência e dos Assuntos Parlamentares. E propõe que o Ministério da Educação passe a englobar o do Ensino Superior e Ciência.

Numa aposta forte da diplomacia económica, o CDS defende que o Ministério dos Negócios Estrangeiros deve assumir a incumbência das exportações e da captação do investimento estrangeiro, aproveitando ainda as "relações privilegiadas" de Portugal com os países lusófonos.

Na moção, os ministérios mudam de nome: Defesa passa a ter também os Antigos Combatentes e Agricultura ganha o Mar na designação.

Outra moção ao congresso, proposta por Adolfo Mesquita Nunes, deputado da Assembleia Municipal de Lisboa e ex-chefe de gabinete de Nobre Guedes no Ministério do Ambiente, apresenta algumas propostas para a "geração à rasca". Uma delas é a possibilidade de as novas gerações poderem ter uma palavra no planeamento da sua reforma e que prevê a criação de mecanismos de transição do actual sistema de segurança social para um sistema de capitalização baseado em contas individuais de poupança-reforma. É ainda proposto o alargamento da autonomia contratual das partes em matéria de contratação laboral.

São também repescadas pelos centristas medidas como a imposição de limites constitucionais ao endividamento e a reforma do sector empresarial do Estado.

FONTE: Público