7 de junho de 2012

Corrupção. Relatório revela que Portugal é dos piores da Europa

Grécia e Espanha também merecem destaque, com “sérios défices nos seus sistemas de integridade”.

São quatro os países europeus que mereceram destaque negativo num relatório da organização Transparência Internacional apresentado ontem em Bruxelas: Portugal, Grécia, Itália e Espanha.
Porém, o documento refere que todos os países europeus, mesmo os que por norma são considerados mais transparentes, apresentam algumas deficiências no combate à corrupção.
No que respeita aos membros mais recentes da União Europeia, Bulgária e Roménia são os estados que mais preocupações levantam a este nível. Por outro lado, República Checa, Hungria e Eslováquia são mencionados como estados onde se assistiu a uma diminuição da corrupção desde que entraram na UE.
Intitulado “Dinheiro, Política e Poder: Riscos de Corrupção na Europa”, este relatório conclui que as estreitas ligações entre as empresas e os governos favorecem o abuso de poder, o desvio de fundos e a fraude, minando a estabilidade económica. Salienta ainda que existe “uma forte correlação entre a corrupção e os défices fiscais”.
É talvez por esse motivo que Portugal, Grécia e Espanha são os que mais destaque merecem, uma vez que lideram a lista dos países “com sérios défices nos seus sistemas de integridade”. O documento revela também que nestes três estados europeus “as más práticas e a corrupção não são suficientemente controladas nem punidas”.
Os dados ontem apresentados mostram que pelo menos 80% dos cidadãos gregos, irlandeses, italianos, romenos e espanhóis, acreditam que os partidos políticos dos seus países são corruptos ou extremamente corruptos. Mas aqui os portugueses não merecem especial destaque.
As críticas estendem-se a países como França ou Eslovénia, isto porque estes dois membros, ao contrário dos restantes, não disponibilizam declarações e documentos que são essenciais ao escrutínio público, não contribuindo assim para a sua transparência.
Ao longo de 60 páginas, o relatório analisa as práticas anticorrupção de 25 países – os 27 estados-membros da União Europeia menos Áustria, Chipre, Luxemburgo e Malta, mas incluindo a Noruega e a Suíça.
No total apenas 19 apresentam medidas para regular os grupos de pressão e só dez proíbem donativos anónimos aos partidos políticos. Os inquéritos feitos no continente europeu mostram também que 74% dos cidadãos consideram que a corrupção é um grande problema nos seus países e conclui que muitos governos não são suficientemente responsabilizados pelas suas finanças públicas.
A Dinamarca, a Noruega e a Suécia são aqueles que a corrupção é mais combatida.

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