31 de maio de 2012

Matou o patrão por ser criticado



Funcionário confessou que assassinou David Costa, de 61 anos, à facada após aquele o ter acusado de estar a fazer um mau trabalho na empresa.

O escriturário, de 39 anos, não terá aguentado as críticas do patrão, David Costa. Quando o empresário, de 61 anos - dono da empresa de construção civil Prestdouro - o acusou de ser um mau funcionário, na passada quinta-feira, o homem não conteve a revolta: pegou numa faca de cerâmica e matou-o. Foi detido anteontem pela PJ do Porto e foi ouvido por um juiz de instrução do tribunal de Santa Maria da Feira. Ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva.
Às autoridades, o escriturário confessou o crime. Explicou que discutiu com o patrão nos escritórios da empresa, em São João de Ver, Santa Maria da Feira, e que aquele fez várias críticas ao seu trabalho. A discussão aumentou de tom e o homicida pegou na faca e cortou o pescoço de David. Depois fugiu pelas traseiras do armazém e deixou o empresário a esvair-se em sangue.
As primeiras suspeitas foram de que o homem tivesse sido vítima de um assalto, uma vez que David andava sempre com bastante ouro e dinheiro. As autoridades acabaram, no entanto, por descartar essa hipótese, dado que da empresa não foi, aparentemente, levado qualquer objecto de valor.
A PJ acabou por, em poucos dias, desvendar o homicídio e perceber qual foi, afinal ,o verdadeiro motivo do crime. Foram feitas buscas e a faca usada para matar o proprietário da empresa acabou por ser encontrada na posse do escriturário.
A vítima era casada e tinha um filho adulto.

Matou o patrão por ser criticado - Portugal - Correio da Manhã

PSP espanca enteada de ex-director da TVI



Jovem de 20 anos diz ter sido arrastada pelos cabelos da estação até à esquadra e agredida.

Atirada de cabeça contra as cancelas da estação de comboios e arrastada pelos cabelos, por agentes da PSP, até à esquadra de Oeiras - segundo garante a vítima, que já apresentou queixa ao Ministério Público - Benedita Machado, de 20 anos, enteada do ex-director técnico da TVI João Penha-Lopes, mal consegue sair à rua.
Na madrugada do último sábado, após uma ida, com dois amigos, à discoteca BBC, em Lisboa, diz ter acabado espancada por cerca de dez agentes da PSP, ao tentar defender um amigo da carga policial. A família já apresentou queixa-crime.
A estudante e os amigos esperaram pelo primeiro comboio do dia para regressarem a casa, às 05h30. Na carruagem seguia um grupo, que causou desacatos, e três polícias. Penha-Lopes diz ao CM que a enteada "até ia a dormitar", sem "qualquer ligação ao grupo", que saiu em Paço d'Arcos - duas paragens antes de Oeiras. E em cinco minutos mais de dez agentes reuniram--se na plataforma da estação.
As agressões começaram mal um dos amigos de Benedita saiu da carruagem. "Ela só gritava para pararem de lhe bater. Devem ter pensado que ele pertencia ao grupo". Arrastada para a esquadra, ao lado da estação, ‘Bennie' foi levada para um sala vazia, atirada contra uma parede e agredida por um agente da PSP com os punhos fechados. Ligou para a mãe, em pânico, a pedir ajuda.

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Torturados com música da 'Rua Sésamo'

O tema principal da série infantil ‘Rua Sésamo’ está a ser usado como forma de tortura no campo de detenção da Baía de Guantánamo, avança canal de televisão Aljazeera no documentário ‘Músicas de Guerra’.

Os reclusos são obrigados a usar auscultadores e a ouvir o tema da popular série norte-americana durante horas ou dias. O objectivo é torturar os prisioneiros e obrigá-los a ceder perante interrogatórios.
O criador da banda sonora da ‘Rua Sésamo', Christopher Cerf, mostrou-se chocado com o que viu no documentário.
"Claro que não gostei do facto de a minha música estar a ser usada para deprimir os prisioneiros. Mas tudo se tornou pior quando me apercebi de que eles [as autoridades] estavam a usa-la para fazer longos e profundos interrogatórios e, obviamente, para infligir dor suficiente nos reclusos para que falassem", afirmou o compositor.

Guantánamo: Torturados com música da 'Rua Sésamo' - Última Hora - Correio da Manhã

Jardim Gonçalves mantém reforma 'milionária' no BCP



O Tribunal de Sintra julgou-se incompetente para julgar a pretensão do BCP quanto à redução da pensão de reforma de Jardim Gonçalves, absolvendo-o do pedido apresentado pelo banco, revelou nesta quinta-feira à Lusa uma fonte próxima do processo.

O BCP pretendia baixar a pensão mensal do fundador e antigo presidente do banco que, tal como o CM avançou é de 167.650,73 euros, paga através do fundo de pensões e de um contrato de seguros de capitalização assinado com a Ocidental. Entre outras regalias que Jardim Gonçalves manteve intactas após a sua saída do banco no final de Dezembro de 2007.
Depois de ter chegado a acordo com outros antigos administradores do banco, algo que não foi possível de alcançar com Jardim Gonçalves, o BCP avançou com uma acção judicial contra o gestor, cuja decisão foi agora conhecida, mas que ainda poderá ser passível de recurso.
Contactada pela Lusa, fonte oficial do BCP escusou-se a comentar esta decisão do tribunal, proferida a 28 de maio e que foi hoje dada a conhecer a ambas as partes, através de notificação electrónica.
Na prática, isto significa que Jardim Gonçalves ganhou a primeira batalha neste processo que o opõe ao banco que fundou, pelo que continuará a receber a sua pensão de reforma e outras regalias tal como até aqui.
Esta situação só poderá ser alterada com a abertura pelo BCP de um novo processo noutro tribunal ou recorrendo para uma instância superior que anule a decisão agora conhecida.

Jardim Gonçalves mantém reforma 'milionária' no BCP - Economia - Correio da Manhã

Relação confirma absolvição total de Fátima Felgueiras

Relação confirma absolvição total de Fátima Felgueiras


O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a absolvição da ex-presidente da Câmara de Felgueiras Fátima Felgueiras dos crimes de que estava acusada no âmbito do denominado "processo saco azul", disse à Lusa o advogado Artur Marques. 

Segundo o jurista, com esta decisão de segunda instância terminou o processo, garantindo não haver possibilidade de recurso.
"Isso acontece porque é um acórdão absolutório que confirma a sentença da primeira instância", explicou Artur Marques, precisando que, quando tal ocorre, não é passível de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.
Artur Marques disse estar muito satisfeito, porque "o tribunal deu razão à doutora Fátima Felgueiras" e à tese que a sua defesa sempre apresentou desde o início do processo.
O Tribunal da Relação de Guimarães (TRG) também confirmou a absolvição dos demais arguidos do processo, incluindo de Júlio Faria, também ex-presidente da Câmara.
No denominado processo do "saco azul", Fátima Felgueiras tinha sido condenada, no dia 7 de novembro de 2008, a três anos e três meses de prisão, com pena suspensa e perda de mandato, por um crime de peculato, um de peculato de uso e outro e abuso de poder.
O Ministério Público recorreu então para a Relação de Guimarães, que acabou por declarar prescritos dois dos crimes. Esta instância ordenou ainda a repetição do julgamento do terceiro crime (peculato), por entender ter havido uma alteração substancial dos factos.
No dia 1 de julho de 2011, no âmbito da repetição ordenada pelo TRG, o tribunal de Felgueiras absolveu Fátima Felgueiras desse crime de peculato.
No início do processo, que tinha a ver com a atribuição de verbas autárquicas ao clube local de futebol, a então presidente da Câmara tinha sido acusada de 11 crimes, entre os quais participação económica em negócio, abuso de poder, prevaricação e peculato.


Relação confirma absolvição total de Fátima Felgueiras - Portugal - DN

Corte de 6% nas pensões em 2016 sem relação com troika

O ministro da Solidariedade e Segurança Social afirmou hoje que o corte de seis por cento nas pensões, previsto para 2016, resulta de uma lei elaborada pelo anterior Governo (PS) e nada tem que ver com a 'troika'. 

Pedro Mota Soares reagia assim a uma notícia avançada hoje pelo Diário de Notícias que dá conta de que as pessoas entregaram a documentação para a reforma em 2015, ano em que alegadamente termina o programa de ajustamento financeiro, terão um corte de 5,7 por cento na pensão que a receber no ano seguinte.
"Em causa está a aplicação de uma lei feita em 2007 pelo anterior Governo que nada tem a ver com o período de assistência financeira, sobre a qual nada existe nenhum memorando de entendimento, a única coisa que existe é a aplicação de uma lei feita em 2007 relativamente ao chamado fator de sustentabilidade", esclareceu o ministro.
Pedro Mota Soares, que falava aos jornalistas, à margem de uma visita à Escola Secundária de Cascais, sublinhou ainda que não haverá qualquer alteração dessa lei.
"Neste momento, temos um conjunto de estímulos e contributos que são muito importantes para garantir a sustentabilidade da Segurança Social e nesse sentido não há nenhuma previsão de alertar qualquer fator de sustentabilidade criado em 2007", sustentou.
A notícia divulgada pelo jornal adianta ainda que, quem não quiser aceitar as reduções e tenha um mínimo de 40 anos de desconto, poderá optar por trabalhar quase cinco ou sete meses para receber a reforma por inteiro.

O ministro confirmou e explicou que a lei de 2007 diz que há uma "diferença entre a idade da reforma das pessoas e o aumento da esperança média de vida, portanto, sabe-se que trabalhando mais alguns meses, as pessoas não têm nenhuma penalização na sua reforma".
"O que está a acontecer é a prática da lei que foi feita em 2007 e esse corte não acontece quando as pessoas desempenham as suas funções por mais alguns meses", concluiu.


Corte de 6% nas pensões em 2016 sem relação com troika - Economia - DN

29 de maio de 2012

Valor a pagar pelo IMI vai subir 128% em 2015

A receita fiscal do Imposto Municipal sobre Imóveis deverá registar um acréscimo de 128% em 2015, ano em que os contribuintes irão sentir pela primeira vez o efeito total do processo de avaliação geral dos imóveis e das alterações introduzidas neste imposto (subida de taxa e redução do período de isenção).  

Segundo os cálculos da Associação Portuguesa dos Avaliadores de Engenharia (APAE), os contribuintes deverão ver o pagamento do IMI aumentar em cerca de 1,4 mil milhões de euros face aos valores atuais. Neste ano, há ainda cerca de 5,2 milhões os imóveis que estão a pagar o IMI calculado com base num Valor Patrimonial (VPT) reduzido. Mas no próximo ano, quando estiver já concluído o processo de avaliação geral dos imóveis (atualmente em curso), o imposto terá já por referência os novos VPT, que nalguns casos estão a registar subidas da ordem dos 400 e até 700%. 

Valor a pagar pelo IMI vai subir 128% em 2015 - JN

Empresas estão a cobrar tarifa ilegal na fatura da água

Há empresas de abastecimento público de água a cobrar uma tarifa que é proibida por lei há mais de dois anos. Uma empresa de gestão de condomínios de Valongo está a lutar pelo reembolso desses valores.  

maior parte das empresas, sejam municipais ou concessionárias do serviço de água, cobra uma taxa fixa relativa ao contador totalizador, que foi proibida pelo novo regime jurídico dos serviços de abastecimento público de água. O equipamento em causa é instalado em todo o país pelas empresas de fornecimento de água para contabilizar perdas. Trata-se de contadores instalados em prédios e não em casas particulares. O decreto-lei n.0 194/2009, em vigor desde 1 de Janeiro de 2010, determina que os custos associados ao contador não podem ser imputados aos consumidores (art. 66). A tarifa vai de poucos euros a valores altos.

Empresas estão a cobrar tarifa ilegal na fatura da água - JN

Adolescente presa por faltar às aulas

Diane Tran tem 17 anos e é uma das melhores alunas da sua escola, no Texas (EUA). Mas além de estudar, a jovem tem ainda que manter dois empregos para sustentar os irmãos. O esforço obrigou-a a faltar a algumas aulas. E foi presa por isso. 

A jovem frequenta o 11.º ano e pertence ao quadro de honra da Escola Secundária de Willis, no Texas. No entanto, a ausência nas aulas levou a que fosse presente ao Tribunal de Menores.
Diane Tran não tem conseguido ser assídua nas aulas de Espanhol, Inglês, Álgebra e História, consequência do cansaço proveniente dos dois empregos que mantém para ajudar a sustentar os irmãos.

Depois de os seus pais se terem divorciado e mudado para outra cidade, a jovem teve que começar a trabalhar. Sozinha, Diane ficou a viver em casa da família que lhe deu emprego aos fins de semana, segundo avançou o jornal "The Huffington Post".
"A Diane vai do trabalho para a escola e da escola para o trabalho", contou Devin Hill, colega de turma. "Sei que ela fica acordada até as sete da manhã para conseguir fazer os trabalhos de casa", acrescentou.
Contudo, se um aluno ultrapassar as dez faltas injustificadas num período de seis meses terá que ser encaminhado para o Tribunal de Menores, lei que foi aplicada ao caso de Diane Tran.
"Nestes casos, a resolução do problema fica nas mãos do tribunal", leu-se no comunicado da instituição escolar.
A jovem passou a noite de quarta-feira passada na prisão e foi obrigada a pagar uma coima de cerca de 80 euros.

Fenómeno de ajuda nasce na Internet
O caso de Diane Tran transformou-se num fenómeno online com dezenas de blogues e sites a quererem solucionar a situação em que se encontra a aluna.

"HelpDianeTran.com", criado pela Associação pela Educação de Crianças do Lousiana em conjunto com a "Anedot and Gatorworks" já angariou mais de mil euros para ajudar a regularizar a situação financeira de Diane.
Por sua vez, o blogue "Change.org" reuniu cerca de oito mil assinaturas numa petição contra a coima e sentença aplicadas sobre a adolescente. "Esta jovem maravilhosa merece uma medalha e não a prisão", escreveu Letitia Gutierrez num comentário ao blogue.

Veja o vídeo no JN

‘Canibal de Miami’ agia sob efeito de droga



Já foi identificado o homem conhecido por ‘canibal de Miami’, homem nu que foi morto a tiro, no passado sábado, ao ser apanhado pela polícia a mastigar o rosto de outra pessoa.

Trata-se de Ruby Eugene, de 31 anos, um afro-americano com um historial de tráfico e consumo de drogas, que terá agido, segundo a polícia, sob os efeitos de uma nova droga conhecida como “sais de banho”.

Eugene terá começado a ter problemas com a lei aos 16 anos, quando foi acusado de agredir outro jovem. Depois foi preso sete vezes por um período de cinco anos por vender marijuana, perto das escolas secundárias e até em zonas residenciais.

A sua mulher, Janney Ductant, reagiu ao caso: “Não diria que tinha problemas mentais, mas achava que todos estavam contra eles.”

O ‘canibal’ arrancou a cara da vítima com os dentes, comeu parte do seu nariz e do globo ocular.

Nas imagens de videovigilância divulgadas, era visível que o homem desfigurado estava consciente, mexendo-se várias vezes numa altura em que a ambulância ainda não tinha chegado ao local do crime.

‘Canibal de Miami’ agia sob efeito de droga - Última Hora - Correio da Manhã

Macário lamenta "aparente chantagem" do Governo

Macário lamenta "aparente chantagem" do Governo


O presidente da Câmara de Faro classificou hoje como "um bom acordo de princípio" o entendimento entre o Governo e os municípios, mas lamentou a "aparente chantagem" do Executivo relativamente à cativação de cinco por cento do IMI. 

"Aparentemente houve uma pressão, eu diria mesmo uma chantagem sobre os municípios relativamente a essa matéria", disse Macário Correia à Lusa.
Macário Correia admitiu que, apesar do acordo, a autarquia poderá levará por diante a intenção de interpor a providência cautelar, que anunciou há duas semanas, contra a retenção pelo Poder Central de cinco por cento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
A 10 de maio, quando anunciou a interposição da providência cautelar, o presidente da Câmara de Faro acusou o Governo de criar um clima inédito de "ataque, humilhação e perseguição permanente" aos autarcas.
Na altura, asseverou que seguiria as recomendações da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), interpondo uma providência cautelar contra a medida.
Hoje, Macário Correia considerou "caricato" que a ANMP tenha então enviado uma minuta "a todos os municípios portugueses para fundamentarem as ações judiciais", mas que, duas semanas depois, "haja um recuo total nessa posição".
Ainda assim, o autarca fez depender uma posição final sobre a atitude a tomar pela Câmara de Faro de um estudo mais aprofundado do acordo, cujo texto recebeu ao fim da manhã de hoje.
Sobre os efeitos do acordo para a autarquia - uma das mais endividadas do país -, Macário Correia declarou-o "bem-vindo", reconhecendo que, sem ele, "os compromissos da câmara para com os seus credores estavam bloqueados", uma vez que a banca deixou de emprestar.
Por outro lado, salientou que as verbas agora desbloqueadas vão permitir "desafogar algumas empresas a nível local, comerciantes e empresas".
Contudo, advertiu que os pagamentos não serão imediatos e que "ainda levará alguns meses" até que o dinheiro chegue às contas das empresas.
Na qualidade de presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Macário Correia afirmou que 12 dos 16 municípios algarvios têm prazos de pagamento superiores a 90 dias, pelo que as verbas fazem "muita falta" e devem ser distribuídas "o mais depressa possível".

Após uma reunião que pôs fim a uma ronda negocial sobre várias questões financeiras, o executivo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) anunciaram na segunda-feira, em Lisboa, que o Governo irá disponibilizar uma linha de crédito até mil milhões de euros para pagamento de dívidas vencidas há mais de 90 dias.
O acordo celebrado entre o Governo e os municípios define a aprovação até 31 de julho de um manual de procedimentos da lei dos compromissos e a desistência, pelas autarquias, de providências cautelares relativas ao IMI.


Macário lamenta "aparente chantagem" do Governo - Politica - DN

Falta de dados seria para impedir 'acesso a arranjinhos'

Avelino Jesus considera legítima a suspeição face à sonegação de informação pedida. 

Questionado directamente pelo deputado social-democrata Paula Batista Santos sobre se a existência de "arranjinhos" e "favorecimento de privados" nos contratos de PPP, Avelino Jesus considerou legítima a suspeição de que assim aconteça.
Com mais de duas horas de audição, o ex-membro da comissão de avaliação das PPP defendeu que "há pelo menos a suspeição que essas situações sejam reais face à dicifuldade na obtenção da informaçãoão, que deveria ser pública". E para ilustrar a dificuldade na obtenção de informação, o professor do ISEG assinalou a entrega de documentos a conta-gotas, com má vontade, tendo até recebido CD vazios.
"Até prova em contrário, tendo a suspeitar que o não fornecimento de informações a que eu assisti podem ter na base impedir-me que pudesse ter acesso a alguns desses arranjinhos. Não estou a ver que haja nesses contratos segredos de natureza comercial que eu não pudesse ver", afirmou.
Referiu ainda não ter nenhum caso para apresentar, "mas a sonegação de informação leva a levantar a suspeita que nos contratos existe alguma coisa que não convém ser visto".

Falta de dados seria para impedir 'acesso a arranjinhos' - Politica - DN

Insolvências de empresas vão aumentar 25% em Portugal

Um estudo da Euler Hermes prevê um aumento em 25% do número de empresas a falirem. Portugal terá este ano maior número de insolvências da Europa
Segundo um relatório hoje divulgado, o número de empresas a fechar as portas, em Portugal será dos mais elevados da Europa, apenas comparável ao número de falências na Grécia, também 25%.

Insolvências de empresas vão aumentar 25% em Portugal - Economia - DN

Governo vai cobrar mais 1,4 mil milhões em IMI


A receita fiscal do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverá registar um acréscimo de 128% em 2015, ano em que os contribuintes irão sentir pela primeira vez o efeito total do processo de avaliação geral dos imóveis e das alterações introduzidas neste imposto (subida de taxa e redução do período de isenção).

Segundo os cálculos da Associação Portuguesa dos Avaliadores de Engenharia, os contribuintes deverão ver o pagamento do IMI aumentar em cerca de 1,4 mil milhões de euros face aos valores atuais.

Governo vai cobrar mais 1,4 mil milhões em IMI - Economia - DN

Gregos não vão gostar: Lagarde está isenta de pagar impostos

No sábado, os gregos uniram-se no protesto contra palavras que vieram de fora. As declarações da directora do FMI que pediu aos helénicos que pagassem os seus impostos, ergueram uma onda de indignação no país, que até chegou ao Facebook. Uma onda que hoje deverá ser reforçada, dia em que se soube que Christine Lagarde está isenta de pagar impostos. 

A 26 de Maio, a directora do Fundo Monetário Internacional (FMI) concedeu uma entrevista ao The Guardian. À conversa não fugiram a crise e a situação grega como temas principais, e no diário britânico foram publicadas palavras da líder francesa que não tardaram a indignar a população helénica.
«No que se refere a Atenas, penso em todas as pessoas que evitam os impostos o tempo todo (…). Penso que deviam ajudar-se colectivamente, pagando os seus impostos», foram as principais frases que mais atenções reuniram na entrevista. A elas se juntou ainda outro pensamento de Lagarde - «Penso mais nas crianças das escolas nas pequenas localidades do Níger (…) porque acredito que precisam mais de ajuda do que a população de Atenas».
Menos de um dia depois, no domingo, alguns cidadãos gregos criaram uma página no Facebook intitulada ‘Os Gregos estão contra Lagarde’, e que hoje, terça-feira, conta com mais de 5 mil ‘gostos’.
No plano políticos, os líderes de todos os partidos, desde a Nova Democracia (ND), de Antonis Samaras, até ao SYRIZA de Alexis Tsipras, contrariam a tendência que se prolonga desde as eleições de 6 de Maio e uniram-se desde então em palavras críticas contra a responsável máxima do FMI.
Esta terça-feira, alguns jornais e sites noticiosos atiraram mais lenha para a mais recente fogueira de polémica que se tem associada à Grécia – revelaram que Christina Lagarde, como líder do FMI, não paga impostos.
O The Guardian foi um deles, ao explicar que, como dirigente de uma instituição internacional, Lagarde beneficia de uma isenção de impostos ao receber o seu salário, que anualmente ronda os 585 mil euros. Uma quantia superior à Barack Obama, presidente dos EUA, recebe anualmente. E o líder norte-americano paga impostos.
Esta isenção da qual Lagarde usufrui foi estabelecida desde a Convenção de Viena de 1961, que determinou as linhas que ainda hoje regem as relações diplomáticas nos 187 países que a assinaram. O diário britânico cita o artigo 34: «Um agente diplomático ficará isento de todos os impostos, pessoais ou reais, nacionais, regionais ou municipais».
Porém, nem este benefício oficialmente consagrado deverá esmorecer a onda de indignação sentida pela população e líderes políticos gregos. Resta aguardar por mais reacções face a esta notícia que, por certo, não abonará para a imagem que Christine Lagarde está a construir aos olhos helénicos.

Gregos não vão gostar: Lagarde está isenta de pagar impostos - Internacional - Sol

28 de maio de 2012

Estado gasta por mês 130 milhões de euros sem concurso

O Estado já assinou contratos sem concurso público com centenas de milhares de fornecedores. O valor dos negócios seria suficiente para que os portugueses não pagassem IRS durante quase um ano. 

São pouco mais de oito mil milhões de euros - quatro vezes mais do que o Estado gasta com fármacos, por ano - e foram pagos por entidades públicas a fornecedores que elas próprias escolheram. Os dados constam da página da Internet onde são inscritos os ajustes diretos formalizados entre entidades públicas (como ministérios, direções-gerais, municípios ou empresas e institutos públicos) e fornecedores de bens, serviços ou empreitadas.
Desde meados de 2008, quando o registo arrancou de forma sistemática, até à semana passada, foram assinados mais de 262 mil ajustes diretos. Desde a entrada da troika em Portugal, e da vigência do Governo PSD/PP, o valor dos ajustes caiu, mas prossegue ao ritmo de 130 milhões de euros por mês.
 
Estado gasta por mês 130 milhões de euros sem concurso - JN

Donos podem perder terrenos nas margens do Douro

Milhares de proprietários de imóveis nas margens do Douro podem perdê-los dentro de dois anos. O Estado entende que os terrenos mais próximos do rio lhe pertencem e cabe aos donos provar o contrário. 

 


A legislação afeta as margens de todos os cursos de água navegáveis. Não basta apresentar o registo predial e demais documentos de titularidade. Todos têm de comprovar em tribunal que o edifício ou o terreno em causa está nas mãos de privados há quase 150 anos. Se não o fizerem até 31 de dezembro de 2014, a Administração Central assume que os bens são públicos e os donos, que pagam impostos pelos imóveis, ficarão impedidos de reclamar a titularidade.

Donos podem perder terrenos nas margens do Douro - JN

Doze mil sem trabalho

O desemprego dos professores do ensino secundário e superior cresceu 136% no espaço de um ano. Por sua vez, entre os profissionais do nível intermédio de ensino o desemprego sofreu um agravamento de 56%, revelam os dados divulgados este mês pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

A perda de trabalho entre os profissionais do ensino, em que o Estado é a principal entidade empregadora, atinge valores que não têm paralelo em qualquer outro grupo de profissões. No conjunto das diferentes áreas laborais, o desemprego cresceu 20%, entre Abril de 2011 e Abril deste ano. Nas contas do IEFP, Portugal passou de 517 mil desempregados em 2011 para 623 mil em Abril último. Na área da Educação, os desempregados praticamente duplicaram, passando de 6187 para 12 071.
As elevadas taxas de desemprego nos professores são acompanhadas pela destruição de 22 mil postos de trabalho nas escolas. Segundo divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população activa ligada ao ensino era de 384 800 funcionários no primeiro trimestre de 2011, tendo caído para 362 mil no primeiro trimestre deste ano.
Por dia, há 16 profissionais da educação que ficam desempregados. As estruturas sindicais dizem que o desemprego atinge "proporções alarmantes".

Doze mil sem trabalho - Actualidade - Correio da Manhã

25 de maio de 2012

Menu de luxo na Assembleia da República

Perdiz, porco preto alimentado a bolota e lebre são alguns dos produtos exigidos pelo Caderno de Encargos do concurso público para fornecer refeições e explorar as cafetarias do Parlamento.

Das exigências para a confecção das ementas de deputados e funcionários constam ainda pratos com bacalhau do Atlântico, pombo torcaz e rola, de acordo com o documento a que o CM teve ontem acesso. O café a fornecer deverá ser de "1ª qualidade" e os candidatos ao concurso têm ainda de oferecer quatro opções de whisky de 20 anos e oito de licores. No vinho, são exigidas 12 variedades de Verde e 15 de tintos alentejanos e do Douro.
É também especificado que o mesmo prato não deve ser repetido num prazo de duas semanas. O Caderno de Encargos do concurso, que termina em Junho, estabelece que a qualidade dos produtos vale 50%, o preço 30% e a manutenção 20%.

Menu de luxo na Assembleia da República - Política - Correio da Manhã

Músico grego salta para a morte com a mãe de 90 anos

Um músico grego de 60 anos atirou-se da janela do quinto andar onde residia, levando consigo a mãe de 90 anos, num caso de duplo suicídio que chocou Atenas na manhã de quinta-feira. Antes de saltar para a morte, o homem, desempregado há dois anos e a sobreviver com os 340 euros da pensão da progenitora, deixou uma mensagem num site de partilha de poemas em que fazia menção aos efeitos da crise no país europeu.

"Tomo conta da minha mãe de 90 anos há duas décadas. Nos últimos três ou anos ela ficou com Alzheimer e mais recentemente tem surtos de esquizofrenia, pelo que nenhum lar de terceira idade a aceita. A crise económica chegou tão depressa que não tive tempo para poupar e, apesar de estar a vender todos os bens que consigo, fiquei sem dinheiro e já não conseguimos comprar comida... Não tenho soluções pela frente. É possível viver sem comida? Alguém me sabe responder a isto?", escreveu o homem.
Segundo o jornal grego 'Kathimerini', citado pelo site norte-americano Huffington Post, Antonis Perris e a mãe foram vistos de mãos dadas antes de saltarem, embora outros digam que ele empurrou a idosa primeiro.

Músico grego salta para a morte com a mãe de 90 anos - Mundo - Correio da Manhã

Penteados na RTP custam 300 mil euros

A empresa Marina Cruz Cabeleireiros, responsável pela imagem das principais estrelas da RTP, em Lisboa, cobrou em 2011 à televisão pública cerca de 300 mil euros de avença anual pelos seus serviços de cabeleireiro, não incluindo a caracterização.

O CM teve acesso a uma queixa da empresa Joaquim Guerra Cabeleireiros, assinada pelo empresário e cabeleireiro Joaquim Guerra, em que se refere que "a este valor somam-se alguns milhares de euros pelo acompanhamento exclusivo de três apresentadoras": Judite de Sousa, que saiu para a TVI no ano passado, Fátima Campos Ferreira e Catarina Furtado. Tudo isto sem concurso público.
Segundo a queixa, são pagos "cerca de 500 euros por deslocação a gravações e directos exteriores", no caso das principais estrelas, incluindo-se no contrato "o aparecimento de cartões publicitários alusivos à sua marca no final dos programas."
O CM sabe que o Governo está preocupado com as despesas da RTP com fornecimentos e serviços externos, que atingem entre 40 e 50 milhões de euros por ano. Contactado o Ministério dos Assuntos Parlamentares, que tem a tutela do canal público, fonte oficial diz que não faz "qualquer comentário sobre o assunto". Fonte oficial da estação do Estado diz ao CM que "todos os valores referidos estão errados". Mais: "a RTP não divulga contratos, mas todos os valores são substancialmente inferiores" aos indicados na queixa.

Penteados na RTP custam 300 mil euros - TV & Media - Correio da Manhã

Tribunal considera inconstitucional regra que impediu progressão de professores

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) considerou inconstitucional a norma do Orçamento do Estado de 2011 que interrompeu a contagem de tempo de serviço e impediu a progressão dos funcionários da Administração Pública na carreira, o que afectou dezenas de docentes...

A informação foi dada pelo Sindicato dos Professores do Norte (SPN), afecto à Federação Nacional de Educação (FNE).

A posição do TAF do Porto surge na sequência de uma de duas acções judiciais apresentadas por aquele sindicato “para assegurar a progressão na carreira dos docentes que estando posicionados no índice 245, foram ultrapassados por colegas que, com menor antiguidade na carreira, passaram a ser remunerados pelo índice 272”, acrescenta o SPN.

Em Março passado, na sequência de “dezenas de queixas”, o Provedor de Justiça requereu a inconstitucionalidade de um dos artigos do Estatuto da Carreira Docente por considerar que uma parte dos cerca de 30 mil antigos professores titulares acabou por ser ultrapassada por docentes com menos tempo de serviço.

Num requerimento enviado ao Tribunal Constitucional, o Provedor de Justiça defendeu que o modo como a administração aplicou as normas de transição entre as estruturas da carreira viola o princípio da igualdade estipulado na Constituição.

Na sequência da aprovação de um novo estatuto em 2010, que terminou com a divisão da carreira docente nas categorias de professor e professor titular, implementada em 2007, uma parte dos docentes devia ter passado do índice remuneratório 245 para o 299, o que corresponde a cerca de mais de 600 euros líquidos.

Este reposicionamento, previsto no novo estatuto da carreira Docente, aplicava-se aos professores que estavam posicionados no índice 245 há mais de cinco anos e menos de seis. No mesmo diploma estipulava-se que os professores titulares que estivessem neste índice há mais de quatro anos e menos de cinco transitariam para o índice 272.

Tribunal considera inconstitucional regra que impediu progressão de professores - Educação - PUBLICO.PT

Esclarecimento aos leitores sobre o caso Relvas

Notícia publicada na edição impressa do dia 16 de Maio

A direcção do PÚBLICO sente que chegou o momento de explicar aos leitores o que se passou relativamente às pressões exercidas pelo ministro Miguel Relvas sobre uma jornalista e uma editora do jornal. Explicamos aqui que as pressões existiram e o que se passou.

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Duas dezenas de câmaras em tribunal devido a promoções de funcionários

Perto de 20 câmaras têm processos a correr nos tribunais por terem obrigado os funcionários promovidos em 2009 e em 2010 a devolver as valorizações salariais, mas tudo indica que terão um desfecho semelhante às duas sentenças proferidas recentemente pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, dando razão aos trabalhadores.
Em causa está a promoção de centenas de funcionários por decisão dos presidentes de câmara (ao abrigo da Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações), mas que a Inspecção-Geral das Autarquias Locais (IGAL) considerou ilegal, forçando os autarcas a anular essas decisões.
De acordo com José Manuel Marques, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), entre as autarquias com processos em tribunal contam-se Aveiro, Bombarral, Caminha, Campo Maior, Castelo Branco, Celorico da Beira, Elvas, Évora, Gavião, Guimarães, Ílhavo, Meda, Mogadouro, Oliveira de Azeméis, Portel, Sabugal, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Velha de Ródão.
Tudo começou em Maio de 2010, quando o anterior responsável da IGAL enviou uma circular a todos os inspectores a alertar que só as câmaras que aplicaram o Sistema Integrado de Desempenho da Administração Pública (SIADAP) na íntegra podiam fazer promoções gestionárias. A interpretação foi contestada pelos autarcas, mas perante a insistência da IGAL - argumentando que corriam o risco de perder o mandato por crime de peculato - muitos acabaram por anular as promoções e obrigaram os trabalhadores a repor a valorização salarial.
A Lei dos Vínculos Carreiras e Remunerações (12-A) cria duas vias para os funcionários públicos progredirem na carreira - que actualmente estão suspensas. Uma é obrigatória e ocorre sempre que os funcionários juntam dez pontos na avaliação. A outra (gestionária) depende das notas obtidas em cada ano e da decisão dos dirigentes. A Lei prevê ainda que quando não são avaliados, os funcionários recebem um ponto por cada ano para efeitos de progressão na carreira, mas o anterior responsável da IGAL considerava que essa pontuação apenas servia para as progressões obrigatórias.

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Câmara proibe espantalho com a imagem de Passos

Um espantalho, representando o primeiro-ministro com uma corda ao pescoço, que fazia parte de um trabalho escolar, foi retirado de uma exposição pública por imposição da Câmara Municipal de Castro Daire, disse à Lusa fonte da escola promotora.

O presidente da direção do agrupamento de escola de Castro Daire, António Ferreira, explicou à Lusa que o espantalho a representar Pedro Passos Coelho com uma corda ao pescoço e uma lista com as dívidas do país colada fazia parte de uma exposição pública de vários bonecos criados pelos alunos da EB 2,3.
Esta figura, criada por um dos alunos, permitia ainda a fácil ligação ao primeiro-ministro por ter no bolso um "bilhete de identidade".
Mostrando-se desagradado com a "imposição pela autarquia" da retirada do espantalho que satirizava Passos Coelho, que, com outros estava exposto no jardim do centro da vila, exposição essa que ainda continua, o diretor do agrupamento escolar admitiu à Lusa que a direção "pode optar pelo envio de uma nota de protesto" à autarquia.
Isto, porque, quando o presidente da câmara, Fernando Carneiro (PS), "contactou a escola, fê-lo em tom ameaçador", relatou António Ferreira à Lusa, complementando: "Aludindo à emissão de um comunicado sobre o espantalho" que não chegou a ser emitido após a retirada do objeto.
"Mas este tipo de trabalho não tinha, nem poderia ter, qualquer objetivo de crítica, apenas pretendia, tal como foi planeado pelos professores que o coordenaram, recuperar uma tradição, deixando a execução à imaginação, à criatividade, dos alunos", disse, acrescentando que "só uma falta de sensibilidade clara é que permite fazer a extrapolação para a crítica de teor político".
Segundo António Ferreira, o boneco retratava apenas uma situação percecionada pelo aluno que o executou, que é o país estar, "como se costuma dizer, enforcado em dívidas", e o primeiro-ministro "foi a figura escolhida para significar Portugal. Apenas isso".
A Lusa tentou sem sucesso obter uma reação do presidente da câmara de Castro Daire.
Os trabalhos foram realizados pelos alunos dos 7º e 8º anos das turmas de Artes Tradicionais e as turmas de EVT do 5º e 6º ano da Escola E B 2,3 de Castro Daire, em colaboração com a disciplina de Educação Tecnológica, sob o tema, "Espantalhos, Uma Arte Popular".

Câmara proibe espantalho com a imagem de Passos - Portugal - DN

24 de maio de 2012

INEM vai apresentar queixa por mais de 21 mil chamadas falsas

O INEM vai apresentar queixa às autoridades pelas chamadas falsas recebidas no ano passado, que ultrapassaram as 21 mil e obrigaram à saída desnecessária de 7.634 ambulâncias.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, o INEM dá conta de que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) receberam em 2011 21.810 chamadas falsas, a que corresponderam 7.634 saídas de ambulâncias.
Isto significa que diariamente, a nível nacional, o INEM recebe 59 chamadas falsas e activa 21 ambulâncias para situações falsas, afirma o INEM, considerando os "números preocupantes".
"Estes recursos poderiam estar a ser necessários para uma verdadeira emergência, prejudicando assim quem realmente necessita", alerta o instituto de emergência médica, adiantando que vai apresentar queixa desta situação às autoridades competentes.
Para cada situação de emergência médica, os CODU do INEM procuram accionar os meios que estejam mais perto do local da ocorrência, pelo que se essa viatura estiver ocupada com uma situação falsa, o socorro será prestado por uma outra ambulância, possivelmente mais longe do local onde se encontra a vítima e que demorará mais tempo a chegar onde é precisa.
No comunicado, o INEM relata um dos episódios de chamadas falsas, relativo à encenação de um parto, no qual a chamada de socorro estaria a ser feita pela filha mais velha de uma parturiente em grande sofrimento.
A brincadeira, confessada na última chamada, ocorreu na região da Grande Lisboa e, para além de ter mantido ocupada uma operadora do INEM durante largos minutos, resultou no accionamento de uma ambulância e de uma mota de emergência.
Diariamente, dezenas de ambulâncias de socorro do INEM, dos Bombeiros e da Cruz Vermelha Portuguesa são enviadas para situações de emergência médica que não existem, tudo por causa das chamadas falsas que provocam dificuldades às várias entidades que prestam cuidados de emergência médica pré-hospitalar a vítimas de acidente ou doença súbita e que asseguram o funcionamento do Sistema Integrado de Emergência Médica.
Todas as chamadas feitas para o 112 que envolvam feridos ou doentes são transferidas pelas centrais da Polícia de Segurança Pública (PSP) para os CODU do INEM. Nestes centros, apesar da triagem feita pela polícia, acabam ainda assim por ser recebidos alguns alertas falsos, explica o comunicado.
"As chamadas falsas para o 112 são um gesto irreflectido e que poderá causar graves prejuízos na assistência a quem realmente necessita. O INEM tem apostado na sensibilização para este problema, fazendo agora um novo alerta para que o 112 seja utilizado apenas em caso de emergência", acrescenta.

INEM vai apresentar queixa por mais de 21 mil chamadas falsas - Última Hora - Correio da Manhã

Alfeite: Dois militares condenados por desviarem comida

O Tribunal de Almada condenou dois militares a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, e ao pagamento de 1182 euros por desviarem e venderem bens alimentares do Arsenal do Alfeite.

De acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o tribunal deu como provado que os militares, que trabalhavam no refeitório e na área da despensa aproveitavam as suas funções de aprovisionamento, administração e recepção de géneros alimentícios para desviar carne, vendendo-a a terceiros.
Os factos remontam a um período entre maio e Setembro de 2007, altura em que os homens terão combinado desviar a carne, obtendo e dividindo os lucros, ilegítimos, "à conta do Estado e da Marinha de Guerra Portuguesa", refere a PGDL no seu site.
Neste período terão realizado cerca de 1182 euros de lucro, que agora foram obrigados a devolver. Foram condenados por três crimes de peculato, com uma pena única de três anos e seis meses, suspensa, além do pagamento dos 1182 euros e da perda de 870 euros apreendidos na altura a um desses arguidos.
O processo tinha sete arguidos, mas os restantes, militares e um elemento civil representante de uma empresa de venda de carnes foram absolvidos.

Alfeite: Dois militares condenados por desviarem comida - Portugal - Correio da Manhã

13 mil crianças vivem em famílias violentas

No ano passado, quase 13 mil crianças e jovens foram identificados a viver em famílias com situações de violência doméstica. Foi o maior aumento registado pelas comissões de proteção de menores.  

O relatório anual de avaliação da atividade das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) revela que, no ano passado, 12974 crianças e jovens foram acompanhadas por viverem em famílias "com comportamentos desviantes", em 97% dos casos expostas a violência doméstica, 1,1% a consumo de drogas e 1% a consumo de álcool.

13 mil crianças vivem em famílias violentas - JN

23 de maio de 2012

Crime de corrupção passiva de Isaltino prescreveu

O Ministério Público de Oeiras considerou prescrito o procedimento criminal contra o presidente da Câmara Municipal local, Isaltino Morais, pelo crime de corrupção passiva para acto ilícito, pelo que arquivou o inquérito.

Em nota da Procuradoria Geral Distrital de Lisboa (PGDL) esclarece contudo que este arquivamento por prescrição (do crime de corrupção) "não tem qualquer relação, relevância ou consequência" na pena de prisão de dois anos aplicada a Isaltino Morais, pelo Tribunal da Relação de Lisboa de 13 de Julho de 2010, a qual ainda não foi executada.
A decisão do MP de Oeiras foi tomada na segunda-feira, tendo, em síntese, considerado que "consumado o crime (de corrupção) em 01 Fevereiro 1996, mesmo aproveitando a constituição de Isaltino Morais como arguido de 09 Junho de 2005 no processo primitivo, o procedimento criminal estaria extinto por prescrição em 01 de Fevereiro de 2011". Assim, o MP de Oeiras ordenou o arquivamento do inquérito.
Em Julho de 2010, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a condenação em primeira instância de Isaltino Morais, mas anulou a parte respeitante ao crime de corrupção, devido a uma irregularidade processual, e mandou o Tribunal de Oeiras repetir o julgamento relativamente a esses factos que envolviam uma troca de favores com um empreiteiro algarvio.
Segundo a PGDL, na audiência de julgamento no Tribunal de Oeiras, já em maio deste ano, foi comunicada a alteração substancial dos factos, não tendo Isaltino Morais "dado o seu acordo para a continuação do julgamento", ficando o MP de apreciar a questão da prescrição, ou não, do crime de corrupção.
Isaltino Morais foi condenado em 2009, num tribunal de primeira instância, a sete anos de prisão e à perda de mandato autárquico por fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais.
Posteriormente, quanto ao branqueamento de capitais, a Relação de Lisboa baixou a pena para um ano e cinco meses de prisão.
Em cúmulo jurídico, pelos três crimes de fraude fiscal e um de branqueamento de capitais, a Relação decidiu condenar o autarca a dois anos de prisão efectiva.
Isaltino Morais chegou a ser detido a 29 de Setembro de 2011, mas acabou por ser libertado menos de 24 horas depois por decisão do tribunal de Oeiras.

Crime de corrupção passiva de Isaltino prescreveu - Última Hora - Correio da Manhã

Défice aumenta para 3 mil milhões de euros

O défice do Estado aumentou a um ritmo de cerca de 4,2 milhões de euros por dia para os 3,05 mil milhões de euros entre Janeiro e Abril. A dificultar as contas do Estado está a quebra nas receitas fiscais, de 3 por cento.

Analisando os dados revelados esta quarta-feira pela Direcção Geral do Orçamento (DGO), é difícil encontrar um imposto que não tenha caído. O IRC teve uma quebra na receita de 15,6 por cento face a igual período do ano passado, outros impostos directos – que não o IRS -  registam um afundamento de 72,3 por cento e o ISP caiu 7,8 por cento.

No IVA, que é sinónimo de consumo, o recuo é de 3,5 por cento e o ISV caiu 48 por cento, sinal de que são cada vez menos os portugueses a comprar carro novo.

Nas  poucas excepções a esta tendência está o IRS, que subiu quase 10 por cento para os 3165,1 milhões de euros.

A despesa do Estado também agravou o défice, ao ter aumentado cerca de um por cento. As receitas do Estado, já incluindo a quebra fiscal, totalizam um recuo os 2,3 por cento.

Défice aumenta para 3 mil milhões de euros - Economia - Correio da Manhã

Portugueses pouco satisfeitos com a vida, revela OCDE

Dados do relatório divulgado nesta terça-feira

Portugal continua com a mais baixa percentagem de população com ensino secundário e é dos países menos satisfeitos com a vida, de acordo com o relatório da OCDE que desde o ano passado avalia o bem-estar em 36 países, apoiando-se em 11 indicadores.

A nova versão, que é apresentada nesta terça-feira em Paris, inclui mais informação sobre o que separa os homens e as mulheres e os ricos e os pobres. Neste dois novos campos, Portugal destaca-se pelo “considerável fosso” entre ricos e pobres e por ter uma das mais significativas diferenças no que se refere à distribuição de tarefas domésticas com os homens a trabalhar um terço do que trabalham as mulheres.

Na lista geral dos 36 países e considerando os 11 indicadores, Portugal fica-se pelo 29.º lugar. O pior resultado é mesmo no capítulo da “satisfação com a vida” onde nos encontramos na 35.º posição. Pode consultar os dados referentes a Portugal clicando aqui.

As estatísticas sobre o desemprego, a saúde, a segurança, a educação e o ambiente não mudaram muito desde a publicação, no ano passado, do primeiro relatório Your Better Life Index. Ainda assim em alguns dos 11 capítulos do índice da OCDE há mais dados a acrescentar. Recordando que 66% da população entre os 15 e os 64 anos está empregada e que estes valores estão na média da OCDE, desta vez o documento faz uma referência especial aos jovens portugueses, entre os 15 e 25 anos que “estão a enfrentar dificuldades, com uma taxa de desemprego de 22,3 % comparada com a média da OCDE de 16,7%”.

Neste capítulo refere-se ainda que 5,6% da população está desempregada há um ano ou mais ainda, sublinhando-se que este valor é bastante mais elevado do que a média da OCDE que se fica pelos 3%.

Pouca divisão de tarefas

No indicador que diz respeito ao “equilíbrio entre a vida familiar e profissional”, o relatório nota que Portugal, quando comparado com os outros países, apresenta uma das maiores diferenças entre homens e mulheres na divisão de tarefas domésticas.

“Os homens em Portugal dedicam 96 minutos por dia para cozinhar, limpar ou cuidar de crianças, menos do que a média da OCDE de 131 minutos, e menos de um terço do que as mulheres portuguesas que passam 328 minutos por dia em trabalhos domésticos”, refere o índice.

No capítulo dos rendimentos, o relatório faz apenas um ajuste no valor médio anual por agregado familiar (passando os anteriores 18.540 dólares americanos para 18.689, ou seja, de 14.507 para 14.625) mas sublinha o facto de termos 20% da população rica a ganhar seis vezes mais do que os 20% mais pobres.

Um dos pontos fracos de Portugal evidenciado no anterior relatório é a baixa percentagem (30%) de pessoas entre os 25 e 64 anos que têm o ensino secundário completo e que fica muito aquém da média de 74% registada nos outros países.

Porém, ao contrário dos outros países, temos mais mulheres do que homens com este nível de ensino.

Portugueses pouco satisfeitos com a vida, revela OCDE - Sociedade - PUBLICO.PT

Tribunal determina suspensão de comentários no blogue dos Precários Inflexíveis

O movimento Precários Inflexíveis, criado por jovens trabalhadores precários, recebeu uma ordem judicial para ocultar do seu blogue vários comentários que imputavam alegadas ilegalidades a uma empresa de marketing.

 A empresa que moveu a providência cautelar nas Varas Cíveis de Lisboa, denominada Ambição International Marketing, alega que tais comentários criaram dificuldades acrescidas no recrutamento de novos profissionais.

Os comentários surgiram na sequência de um post, publicado a 10 de Maio de 2011, em que uma utilizadora do blogue se dizia burlada por uma empresa de marketing, a Axes Market, para a qual terá trabalhado sem ter chegado a receber qualquer remuneração. Nos 360 comentários que se lhe seguiram, eram muitos os que apontavam práticas semelhantes à Ambição Internacional Marketing, acusando-a de práticas fraudulentas e desonestas.

Apesar de reconhecer o “direito fundamental de liberdade de expressão e informação, cujo exercício não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura”, o tribunal sustenta que “tal direito de informação e crítica não é ilimitado”, na medida em que colide com o direito que os visados têm “a ver respeitada a sua honra”. Conjugados os dois lados da questão, o tribunal considerou excessivo o pedido da empresa para que tais comentários fossem eliminados. Mas determinou a “suspensão ou ocultação” dos mesmos, estipulando uma multa de 50 euros por cada dia de atraso no cumprimento desta decisão.

Ao PÚBLICO, João Camargo, dos Precários Inflexíveis, sustentou que a decisão judicial “tem várias falhas processuais” e “é contrária aos princípios do Estado democrático”. “O que as pessoas [autores dos comentários] fizeram foi expor várias ilegalidades. E o tribunal, em vez de analisar se há ali matéria para actuar, determina que é preciso esconder tais comentários”, indignou-se.

Tribunal determina suspensão de comentários no blogue dos Precários Inflexíveis - Política - PUBLICO.PT

Por dia 300 portugueses deixam de pagar empréstimos

O número de famílias com dificuldades em pagar os seus empréstimos continuar a aumentar. 

Em março, os valores de malparado voltaram a atingir novos recordes e só no primeiro trimestre deste ano 27.800 portugueses entraram em situação de incumprimento, ou seja, por dia há mais de 300 portugueses que deixam de pagar os seus empréstimos.
Em cada 100 famílias com empréstimos à banca 15,3 já estão em situação de incumprimento, segundo os dados da Central de Responsabilidades de Crédito, do Banco de Portugal. Ou seja, no final de março deste ano o número total de portugueses com crédito vencido era de 698.422, ou seja, mais 27.822 face ao final de dezembro do ano passado.

Por dia 300 portugueses deixam de pagar empréstimos - Economia - DN

22 de maio de 2012

Portugal cobra impostos acima da média europeia

Portugal tem actualmente taxas máximas sobre os principais impostos acima da média europeia. 

Portugal apresenta actualmente taxas máximas de impostos sobre pessoas singulares (IRS), empresas (IRC) e sobre valor acrescentado (IVA) acima da média europeia, revela um estudo do Eurostat sobre a evolução da política fiscal na União Europeia (UE), hoje divulgado.

O documento do gabinete oficial de estatísticas da UE indica que, em 2012, o escalão máximo de taxa de IRS em Portugal é de 49%, contra 38,1% na UE e 43,2% na zona euro, o de IRC é 31,5%, contra 23,5% na União a 27 e 26,1 na média da zona euro, e a taxa máxima de IVA é de 23%, contra 21 no conjunto do espaço europeu e 20% no espaço monetário único.
Portugal apresenta assim a oitava taxa máxima de IRS mais elevada da União, a par de Grécia e Finlândia, a quarta taxa máxima de IRC mais alta entre os 27, e a quinta mais elevada taxa máxima de IVA juntamente com Irlanda, Grécia, Polónia e Finlândia.
Em termos gerais, as taxas máximas de IRS, IRC e IVA mais elevadas são praticadas respetivamente na Suécia (56,6%), França (36,1%) e Hungria (27%) e as mais baixas na Bulgária (10%), Chipre e Bulgária (10%) e Luxemburgo (15%), revela o levantamento do Eurostat, que confirma assim grande diferenças entre os Estados-membros.
Comparando com os valores de 2000, o Eurostat sublinha que a taxa máxima de IVA subiu tanto na UE (de 19,2% para 21% ao longo dos últimos 12 anos) como na zona euro (18,1% para 20%), enquanto as de IRS e IRC baixaram (no caso dos impostos sobre os rendimentos de pessoas singulares de 44,8 para 38,1 na UE e de 47,1 para 43,2 na zona euro, e no caso dos impostos sobre as empresas de 31,9 para 23,5 por cento na União e de 34,4 para 26,1 no espaço do euro).
Em termos de IRS, Portugal contrariou esta tendência, já que o escalão máximo subiu de 40% em 2000 para 49% em 2012, enquanto o de IRC desceu de 35,2% para 31,5%, tendo o escalão máximo do IVA subido cinco pontos, de 17% para 23%.

Portugal cobra impostos acima da média europeia | Económico

21 de maio de 2012

Contestar o IMI pode custar três mil euros

Já há contribuintes a pagar 600 euros pela segunda avaliação. Valor máximo passou de 2.040 para 3.060 euros com o OE2012.
 
Os contribuintes que queiram contestar a avaliação das casas feita pelas Finanças, para efeitos do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), podem deparar-se com uma surpresa desagradável. Embora o valor de referência para pedir uma segunda avaliação seja de 204 euros, estão a surgir casos em que os encargos são o triplo daquele montante. E, devido a uma alteração que passou despercebida no Orçamento do Estado para 2012 (OE2012), podem mesmo chegar a 3.060 euros.A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) está a fazer a avaliação dos 5,2 milhões de imóveis do país que não foram transaccionados depois de Dezembro de 2003 (data em que o IMI substituiu a Contribuição Autárquica). O objectivo é aproximar o valor patrimonial das casas aos preços de mercado, subindo a receita fiscal.
Para os contribuintes com casas mais antigas, o resultado deverá ser um aumento do valor das casas e do imposto a pagar. Os contribuintes podem contestar a avaliação, solicitando uma segunda apreciação, mas essa decisão pode ter custos.

Encargos para o contribuinte
De acordo com a AT, o pedido de segunda avaliação tem um encargo mínimo de 204 euros para o requerente, se o valor da casa se mantiver ou aumentar depois da nova avaliação.
Mas, segundo explicou ao SOL o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues de Azevedo, a legislação permite que «os chefes de Finanças possam determinar um valor mais alto, se alegarem que o processo em questão tem uma complexidade elevada».
O SOL teve conhecimento de contribuintes que foram confrontados com custos entre 500 a 600 euros pela segunda avaliação do imóvel. O bastonário classifica esta prática das Finanças como uma «extorsão», que «serve para desincentivar os pedidos de reavaliação e o cumprimento da lei».
Ao ser invocada a complexidade dos processos, a perspectiva de custos para os contribuintes agrava-se bastante, podendo ir até aos 3.060 euros definidos no código do IMI. Este valor só está em vigor desde o início do ano. Numa altura em que se sabia que a AT iria avaliar as 5,2 milhões de casas, o Governo fez uma alteração ao código do IMI no OE2012. E o custo máximo das segundas avaliações aumentou 50%, passando de 2.040 para 3.060 euros.

Contestar o IMI pode custar três mil euros - Economia - Sol

Taxas máximas de IRS, IRC e IVA acima da média europeia

As turmas do ensino recorrente nocturno – que estava quase moribundo mas foi agora recuperado pelo Governo para a formação de adultos – podem ter quase 60 alunos já no próximo ano lectivo.

As regras, fixadas no Despacho nº 5106-A, estipulam um número mínimo de 30 alunos para abertura de uma turma. Ou seja, uma escola com 59 alunos inscritos só pode abrir uma turma. E se houver desistências e a turma baixar dos 25, é extinta e agregada com outra.
"Entendo que se queira optimizar recursos, mas assim não", lamenta Sérgio Rodrigues, da Associação Nacional de Profissionais de Educação e Formação de Adultos (ANPEFA).
O Governo está também a mexer no ensino profissional, anunciando esta semana o novo modelo. Em reuniões com directores de escolas pelo País foi já anunciada a nova lista de cursos prioritários. Informática e comércio desaparecem, enquanto cursos de pesca, caça e agricultura ganham relevância.
"Não tenho nada contra estas áreas, mas parece-me no mínimo estranho. E este Governo acha que somos muito avançados em termos informáticos e não precisamos de formação", critica Sérgio Rodrigues.
Adalmiro Fonseca, da Associação de Directores de Escolas (Andaep), também é muito crítico: "A reforma do ensino profissional foi toda feita em Lisboa por ilustres da 5 de Outubro. Não se pode fazer uma lista igual para o País. Não posso pôr cursos de pesca em Trás-os-Montes nem agricultura em Lisboa".

Taxas máximas de IRS, IRC e IVA acima da média europeia - Economia - Sol

Turmas para adultos com quase 60 alunos

As turmas do ensino recorrente nocturno – que estava quase moribundo mas foi agora recuperado pelo Governo para a formação de adultos – podem ter quase 60 alunos já no próximo ano lectivo.


As regras, fixadas no Despacho nº 5106-A, estipulam um número mínimo de 30 alunos para abertura de uma turma. Ou seja, uma escola com 59 alunos inscritos só pode abrir uma turma. E se houver desistências e a turma baixar dos 25, é extinta e agregada com outra.
"Entendo que se queira optimizar recursos, mas assim não", lamenta Sérgio Rodrigues, da Associação Nacional de Profissionais de Educação e Formação de Adultos (ANPEFA).
O Governo está também a mexer no ensino profissional, anunciando esta semana o novo modelo. Em reuniões com directores de escolas pelo País foi já anunciada a nova lista de cursos prioritários. Informática e comércio desaparecem, enquanto cursos de pesca, caça e agricultura ganham relevância.
"Não tenho nada contra estas áreas, mas parece-me no mínimo estranho. E este Governo acha que somos muito avançados em termos informáticos e não precisamos de formação", critica Sérgio Rodrigues.
Adalmiro Fonseca, da Associação de Directores de Escolas (Andaep), também é muito crítico: "A reforma do ensino profissional foi toda feita em Lisboa por ilustres da 5 de Outubro. Não se pode fazer uma lista igual para o País. Não posso pôr cursos de pesca em Trás-os-Montes nem agricultura em Lisboa".
 
Turmas para adultos com quase 60 alunos - Ensino - Correio da Manhã

20 de maio de 2012

Portugueses cortam na bica

Os portugueses são conhecidos por serem grandes apreciadores de café, sobretudo expresso. Mas, com a crise e o aumento do IVA, de 13% para 23%, até na bica estão a cortar.

Com os preços desta bebida a atingirem, em algumas cafetarias e restaurantes, 80 e 90 cêntimos, o mercado nacional de café tem vindo a registar uma quebra acentuada. E a crise do café é geral e não afecta apenas a restauração. No total, incluindo também as vendas nos supermercados, por exemplo, o sector tem registado quebras desde 2009, quando o consumo diminuiu 9%. Desde o início deste ano, as vendas caíram entre 5% e 10%, segundo a Associação Industrial e Comercial do Café, mesmo apesar de muitos estabelecimentos comerciais terem optado por não repercutir o aumento do IVA no consumidor.

Preços disparam
O sector da restauração alerta também que as perdas não são só na venda do café. O consumo desta bebida – a segunda mais ingerida em todo o Mundo, a seguir à água – acarreta muitas vezes a compra de um bolo, por exemplo, como acompanhamento.
E as previsões para o resto do ano não são positivas. Segundo dados da Nielsen, estima-se que as vendas de café em Portugal diminuam em 218 mil quilos, para um total de 24 milhões de quilos.
A subida constante nos preços do café nos mercados internacionais, enquanto commodity, tem sido outra dor de cabeça do sector. Nos últimos seis meses, o preço desta matéria-prima – a segunda mais transaccionada no Mundo, logo a seguir ao petróleo – subiu 9,84%.

Nem as cápsulas escapam
O aumento do IVA não afectou só a restauração. Também a distribuição foi afectada, tendo repercussões no mercado das cápsulas de café. Rui Miguel Nabeiro, administrador da Delta Cafés, líder no mercado total de cafés com uma quota de 33%, admite que a subida do IVA teve impacto na actividade da empresa. «Somos penalizados duas vezes: não só no consumo fora de casa como também no consumo em casa», adiantou ao SOL. Contudo, o consumo doméstico tem resistido melhor, tendo crescido 8%.
O gestor acredita que «o mercado de café em Portugal é estável, cabendo às empresas adaptarem a sua oferta às novas exigências e necessidades dos consumidores».


Portugueses cortam na bica - Economia - Sol

17 de maio de 2012

Treze polícias chefiam rede criminosa

Cocaína, haxixe e milhares de euros caçados aos traficantes eram divididos em três. Parte ficava à guarda dos processos, as outras entravam nos bolsos dos polícias e davam para pagar a informadores. Por isso, e pelas cobranças difíceis ou segurança ilegal, por exemplo, os 13 agentes, chefes e oficiais da PSP, foram agora acusados pelo DIAP de Lisboa de extorsão, corrupção, tráfico de droga, associação criminosa, coacção ou até tráfico de armas.

O despacho do procurador--adjunto José Ramos, a que o CM teve acesso, refere que "há mais de seis anos" que os comissários Pedro Grilo e Nuno Ribeiro - o primeiro, que até ao ano passado era comandante do Núcleo de Operações do Comando de Lisboa, substituiu o segundo, em 2006, na chefia da Esquadra de Investigação Criminal de Cascais - com cinco agentes "e outros elementos de fora da PSP, gradualmente e de forma organizada, montaram o esquema para, "na condição de polícias", ganharem dinheiro com o crime.
Apreensões com desvio de droga, diz o Ministério Público na acusação alargada a 17 civis (ver quadros), iam desde Cascais ao resto da área metropolitana de Lisboa, como Queluz, Oeiras ou Costa da Caparica. E, em paralelo, os polícias faziam segurança privada, ilegal, a particulares ou a empresas.
Recebiam também dinheiro, "acedendo a informações de cidadãos para fornecer a outros" - ou extorquindo pessoas, a cobrar dívidas reais ou falsas, com violência ou ameaças. Ofereciam--se a vítimas de crimes para fazer justiça pelas próprias mãos.
Alguns dos 13 polícias foram apanhados há um ano na operação da própria PSP sob a coordenação da Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP, após meses de investigação, outros ‘caíram' mais tarde e foram já esta semana acusados.

Treze polícias chefiam rede criminosa - Exclusivo CM - Correio da Manhã

MP investiga introdução de portagens nas SCUT

A introdução de portagens nas antigas SCUT, em Julho de 2010, e em particular os novos compromissos então assumidos pelo Governo socialista com a Ascendi, concessionária do grupo Mota-Engil, estão a ser investigados pelo Ministério Público.

Segundo o SOL apurou, foi aberto um inquérito-crime já no final do ano passado, quando vieram a público dados de entidades oficiais que indicam que o Estado saiu prejudicado em pelo menos cerca de dois mil milhões de euros – quando à partida o objectivo era o de sair beneficiado, pois passou a receber receitas das portagens.
A investigação, no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, já reuniu uma série de relatórios e de depoimentos de testemunhas. Os indícios, à partida, são de crime de participação económica em negócio.
No centro da investigação estão os decisores políticos, nomeadamente o então secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que negociou um acordo de princípio com as concessionárias. Foi com base neste documento – cujos termos nunca foram divulgados – que trabalhou depois uma equipa de técnicos, a Comissão de Negociações. Coube a esta calcular e negociar a versão final dos contratos com as privadas, a Ascendi e a Euroscut.
 
Estradas com portagens também negociadas
Estas concessionárias exploram as quatro SCUT (estradas sem custos para o utilizador) em que então se decidiu introduzir portagens, após muita discussão pública e pressão política por parte do PSD: Costa da Prata, Beiras Litoral e Alta e Grande Porto (Ascendi) e Norte Litoral (Euroscut). Recorde-se que, segundo os contratos originais destas concessões, qualquer situação que constitua uma alteração aos mesmos (como é o caso da introdução de portagens) tem de ser negociada por acordo entre as partes – ou seja, privados e Estado (neste caso, a Estradas de Portugal).
Caso contrário, os privados podem ir para tribunal arbitral e habilitam-se a elevadas indemnizações. Portanto, em 2011, tratou-se de renegociar quanto é que o Estado passaria a pagar às concessionárias em termos de rendas anuais, a partir do momento em que passasse a receber as receitas das portagens.
As negociações com a Ascendi (Mota-Engil) são as que levantam mais suspeitas neste inquérito: além de renegociar os contratos das respectivas SCUT (Costa da Prata, Beiras Litoral e Alta e Grande Porto), Paulo Campos aceitou a exigência da empresa de passar a pagar rendas, nas próximas duas décadas, por duas outras suas concessões. Trata-se das auto-estradas do Norte (A7 e A11) e da Grande Lisboa (A16, A36, A37, A30 e A40), que já têm portagens desde o início – e com as quais, portanto, o Estado não tinha qualquer encargo (ao contrário das SCUT).
Ora, segundo dados da Direcção-geral do Tesouro, o acordo a que se chegou implica, em termos práticos, que o Estado (ou seja, a EP), assumiu o compromisso de pagar 2.676 milhões de euros à Ascendi, até 2030 (prazo do contrato): 2.092 milhões pela concessão do Norte e 584 milhões pela Grande Lisboa. Estimando-se que, por ambas, a EP receberá apenas 1.256 milhões de receita das portagens, conclui-se que, no final, o Estado terá um prejuízo global de 1.420 milhões de euros só com estas duas concessões.
Mas este prejuízo será ainda superior porque as receitas muito dificilmente chegarão ao valor estimado (1.256 milhões) devido à quebra generalizada do tráfego. Segundo já divulgou o Inir (Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias), a auto-estrada do Norte registou, nos primeiros dez anos de funcionamento, menos de metade do tráfego que se previa.

Mais 700 milhões nas SCUT
Por que se fez estes contratos, o que é que o Estado ganhou, que estudos de tráfego foram feitos e por quem – são as grandes interrogações a que a investigação do MP procura responder. Sendo que terá de descobrir o segredo mais bem guardado: qual foi a taxa de rentabilidade do negócio conseguida pela Ascendi naquelas duas concessões (a chamada TIR -- Taxa Interna de Rendibilidade, após impostos).
Em relação às quatro concessões que deixaram de ser SCUT, já se pronunciaram entidades como a Inspecção-geral de Finanças e o Inir. Este concluiu que a EP passou globalmente a ter mais encargos do que antes: mais cerca de 700 milhões de euros em ‘rendas’ para as concessionárias.

MP investiga introdução de portagens nas SCUT - Sociedade - Sol

15 de maio de 2012

Estudante apanha cinco anos por matar sexagenário

O Tribunal Judicial de Braga condenou esta terça-feira, a cinco anos de prisão, um estudante estrangeiro que agrediu, nas ruas daquela cidade, um homem de 60 anos, que acabou por morrer três dias depois.

Nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público tinha pedido pena suspensa, mas o colectivo de juízes optou por prisão efectiva, considerando que o arguido agiu de forma "inopinada, violenta e agressiva", num quadro de "especial censurabilidade".
O tribunal sublinhou a "elevada ilicitude" dos factos e a "grande intensidade do dolo" da actuação do arguido, que revelou ainda "indiferença, insensibilidade e desprezo pela vítima".
O arguido estuda na Universidade Católica, em Braga, tem 21 anos, é pai de uma menina de seis meses, não tem antecedentes criminais e "está bem inserido social e academicamente".
O advogado de defesa, Luís Russel, já disse que vai recorrer da decisão, pelo que o arguido vai continuar em liberdade, apenas sujeito a termo de identidade e residência.
Os factos remontam à madrugada de 9 de Abril de 2011, quando o arguido, alegadamente para esquecer a notícia da eventual ida da namorada para Cabo Verde, ingeriu grandes quantidades de "shots", tequila e cerveja. Depois de ter estado num bar, parou numa rulote de bifanas, no largo do antigo mercado abastecedor da cidade.

Estudante apanha cinco anos por matar sexagenário - Portugal - Correio da Manhã

"Devem-se tocar os sinos contra uma política anti-natalista"


Diz a UNICEF, secundada pela ONU e pelo Parlamento Europeu, que "a família é o elemento fundamental da sociedade e tem a responsabilidade primária pela proteção, crescimento e desenvolvimento das crianças", donde conclui que "um mundo para a criança é um mundo para a família".


Na Constituição da República Portuguesa, pode ler-se, no artigo 67, que incumbe, designadamente ao Estado, para proteção da família, cooperar com os pais na educação dos filhos; e regular os impostos e os benefícios sociais, de acordo com os encargos familiares.

Daqui se segue que, embora haja famílias sem filhos, são os filhos que tornam as famílias mais importantes, uma vez que é a capacidade de gerar filhos que a torna na célula fundamental na sociedade: é a família que, através dos filhos, garante que a sociedade resista à natural erosão pelo tempo (gerando um número de crianças igual ou superior à de óbitos), assim como a transmissão dos valores próprios da sociedade em que está inserida.

Ora acontece que, desde há trinta anos, o número de nascimentos é inferior ao necessário para garantir a necessária reposição de gerações. Esta redução de nascimentos não deu início a uma imediata redução da população uma vez que, devido ao crescente aumento da esperança de vida, esse número de nascimentos foi, até há pouco tempo, superior ao número de óbitos.

Outra razão para o não disparo imediato de alarmes foi a de, sistematicamente, as projecções de população efetuadas pelo INE terem sido empoladas, adotando cenários totalmente disparatados para a evolução futura do índice sintético de fecundidade (número de nascimentos por mulher em idade fértil). Todos estes relatórios, invariavelmente, reviram em baixa os relatórios anteriores... mas como persistiam no erro, o relatório do ano seguinte voltava a rever em baixa o relatório desse ano... e assim continua!

E qual é a situação atual? Para variar, pior que a anterior... Continuamos a ter discursos bonitos feitos por responsáveis do Governo, mas a situação, na prática, só tem piorado. Em 2011, Portugal teve um novo mínimo histórico de nascimentos, pouco menos de 97 mil, quando deveria ter cerca de 160 mil para haver reposição de gerações. Dever-se-iam tocar os alarmes e adotarem-se medidas para se inverter, rapidamente, a tendência. E, há menos de um ano, o Primeiro-Ministro declarou que todas as leis passariam a ser objeto de um "visto familiar" para garantir a ausência de impactos negativos na vida familiar...

Mas a realidade tem sido bem diferente, com o aumento do IVA na fatura da eletricidade, um bem de primeiríssima necessidade; o disparo dos custos dos transportes públicos; a brutal redução nos abonos de família; e o aumento das taxas moderadoras.

Pior, muito pior: pouca ou nenhuma atenção ao número de filhos no cálculo dos "rendimentos de referência" para atribuição dos benefícios sociais ou taxas moderadoras e de IRS, penalizando de forma desproporcionada as famílias com filhos a cargo, tanto mais quanto maior o seu número. Por outras palavras: na prática, uma política fortemente anti-natalista!

Ou seja, quase um ano depois do PM ter declarado a criação do "visto familiar", e em pleno "desastre demográfico", é bem claro que, pela primeira vez nas últimas dezenas de anos, não há qualquer entidade responsável pela "política de família", isto é, política do tal "elemento fundamental da sociedade que tem a responsabilidade primária pela protecção, crescimento e desenvolvimento das crianças".

É óbvio que, desta maneira, novos mínimos continuarão a ser batidos nos próximos anos... até à extinção da sociedade que descuidou totalmente do seu "elemento fundamental" que garantia a sua resistência à erosão pelo tempo! E há quem fale de "incentivos à natalidade"? Por favor, poupem-nos! Acabem de vez com as "penalizações à natalidade" e o número de nascimentos começará a aumentar.

Oje - o Jornal Economico - Coluna de opinião - "Devem-se tocar os sinos contra uma política anti-natalista"

14 de maio de 2012

Alunos gastam fortuna na festa

A crise existe e os estudantes sentem-na, mas a semana do ‘Enterro da Gata’ (festas académicas da Universidade do Minho) continua destinada a todos os excessos.

Entre pulseira para os espectáculos (35 euros), jantares, bebidas na noite, transportes e adereços para o cortejo, cada um dos 15 mil estudantes que vão à festa gasta em média 165 euros, o que dá um total de 2,5 milhões. Ainda assim, há quem preveja gastar muito mais. "É claro que estamos em crise e por isso é que só conto gastar 200 ou 250 euros. No ano passado gastei bastante mais", disse ao CM José Antunes, aluno do 3º ano de Estudos Portugueses e Lusófonos.
O ‘Enterro da Gata’ começou na sexta-feira com o cortejo fúnebre, que levou o féretro até à serenata, no largo do Paço, em frente à reitoria. A noite estendeu-se no "gatódromo" ao som de José Cid e foi ainda mais animada ontem, com o concerto dos Xutos & Pontapés. O ponto alto tem lugar na quarta-feira, com o cortejo académico, mas todas as noites são de festa, com música até de madrugada.
Ontem, na Bênção das Pastas, no Sameiro, o bispo D. Manuel Linda apelou a que a palavra "corrupção" não faça parte dos critérios de actuação dos estudantes durante as suas vidas profissionais.

Alunos gastam fortuna na festa - Ensino - Correio da Manhã

Lei Simplex faz disparar burlas com carros

É com enorme facilidade que se muda a propriedade de um carro sem o dono saber ou contrai empréstimos em nome de outro. Na ânsia de simplificar, "o legislador abriu brechas", alertam conservadores. 


O facto de já não ser necessário reconhecer a assinatura, nem obrigatório apresentar sequer uma fotocópia do bilhete de identidade ou cartão do cidadão do vendedor, tem levado ao aumento dos casos em que cidadãos comuns ficam sem bens e, nalguns casos, reféns de empréstimos que nunca contraíram.
Mas são os dados dos seus documentos, perdidos ou roubados, que aparecem nos negócios.


Lei Simplex faz disparar burlas com carros - JN

Queima de Braga bate recorde no "bota-abaixo" de cerveja

Noite quente e cerveja gelada, com os Xutos e Pontapés, animaram os 20 mil que acorreram ao gatódromo para a folia do Enterro da Gata, na madrugada de domingo. E bateu-se o recorde de cervejeiros em fila.
Estudantes da UMinho bateram o recorde - ainda por oficializar -, do Guinness do maior "bota-abaixo" de cerveja. A prova, organizada pela Azeituna e que aguarda homologação do Guinness, decorreu na madrugada no gatódromo, em Braga. 

Foram 1422 a beber um fino cada, entre a 1 e as 7 da manhã, afogando a marca anterior de 1328 finos, registada na Bélgica, em 2008. "O registo segue para o Guinness", diz João Raminhos, da Azeituna. Daqui a oito semanas, há de chegar o "carimbo" do Livro dos Recordes.
Durante seis horas, os estudantes organizaram-se numa fila, na barraca da Azeituna, e, um atrás de outro, lá foram "botando abaixo" a cevada fermentada. Com recinto cheio, mais de 20 mil pessoas assistiram ao concerto dos Xuto & Pontapés, mas havia outras preocupações a gerir.
A segurança apertada - cerca de uma centena de elementos da PSP de Braga e da segurança privada GIRPE -, e os constantes turnos da "Gata na Saúde", a cargo de estudantes da UMinho, e da "+ Saúde - Riscos", da Cruz Vermelha, cuidavam dos exageros. "Há sempre pequenos acidentes a tratar e os excessos do álcool. Os casos mais graves seguem para o Hospital de Braga, pelos bombeiros", refere Ana Sousa, aluna de Enfermagem responsável pelo projeto "Gata na Saúde" e que, em duas noites, registou 350 pessoas na tenda "INEM".
Ao lado, a Cruz Vermelha dá apoio a situações de "crise de stresse elevado, ansiedade e ataques de pânico", diz Tânia Crista, psicóloga, acrescentando que tais casos podem resultar de "policonsumos de substâncias psicoativas, violência física e emocional, ou de stresse". Em 2011, houve 42 situações; neste ano, 5.

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Gestores do PSI-20 ganham 44 vezes mais que os trabalhadores

Os salários dos gestores das principais cotadas na bolsa de Lisboa não seguiram a tendência geral de perda de rendimentos que se verificou em 2011. As remunerações dos presidentes executivos destas 20 empresas aumentaram 5,3%, para 17,6 milhões de euros. Já a média salarial dos trabalhadores caiu quase 11%.

A equipa de gestão que teve o maior aumento foi a da Semapa, que beneficiou de uma subida de 48,8% na remuneração total devido a um acréscimo de 112% da componente variável. Os prémios de gestão têm um peso considerável no salário total dos líderes do PSI-20, representando mais de um terço nas remunerações. Esta é uma tendência que se mantém desde o ano passado.

Em contraciclo com os aumentos globais dos salários dos gestores, os custos médios com o pessoal registaram uma tendência de queda. As despesas totais com as remunerações dos trabalhadores subiram 5,8%, mas como entraram mais 43 mil pessoas nestas empresas em 2011 (um aumento de 19%, justificado em larga medida com a aquisição da Oi pela PT), a média salarial diminuiu.

Esta redução, que chegou a praticamente 11%, deverá estar relacionada com a contratação de pessoas com remunerações mais baixas. Contas feitas, os presidentes das 20 cotadas do PSI-20 ganharam, em média, 44 vezes mais do que os trabalhadores.

Em 2010, esse diferencial tinha sido de 37 vezes. Mais uma vez, a inclusão da Oi nas contas da PT influencia esta evolução. Em Espanha, segundo dados publicados ontem pelo El País, os presidentes das empresas que compõem o Ibex, o principal índice da bolsa de Madrid, ganharam em 2011 mais 24,7 vezes do que a média dos trabalhadores.

O hiato era de 25,5 vezes em 2010.

Nos EUA, segundo um estudo publicado este mês pelo Economic Policy Institute, os CEO das 350 maiores empresas ganham 231 vezes mais do que a média dos seus trabalhadores.

Gestores do PSI-20 ganham 44 vezes mais que os trabalhadores - Economia - PUBLICO.PT

Teste de Matemática lança confusão em cima do exame nacional do 9.º

O teste intermédio de Matemática do 9.º ano foi “excessivamente complexo” e “completamente desadequado”, dizem as associações de professores.

A pouco mais de um mês do exame de Matemática do 9.º ano de escolaridade, o Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), do Ministério da Educação, lançou o caos nas escolas, ao apresentar um teste intermédio, na quinta-feira, que as associações de professores consideram “excessivamente complexo” e “completamente desadequado” ao programa que ainda está a ser implementado na grande maioria dos estabelecimentos de ensino.

“Isto é muito simples: esta prova não serve para avaliar aquilo que foi ensinado nos últimos três anos aos alunos que hoje estão no 9.º ano. O exame nacional – que já deverá estar elaborado – vem na mesma linha? O que é que é suposto professores e alunos fazerem agora, a um mês do exame?”, questiona Raquel Azevedo, da direcção da Associação Nacional de Professores (ANP).

Tanto a direcção desta associação como a da Associação de Professores de Matemática (APM) concordam que, na elaboração do teste, o Gave “ignorou” ou “esqueceu” que o novo programa de Matemática para o ensino básico não foi ainda generalizado ao 9.º ano. “A maior parte dos alunos que agora têm exame fez o 3.º ciclo com base no chamado ‘antigo programa’. A nível do 9.º, o novo só está a ser implementado em escolas-piloto e noutras que se candidataram à sua adopção antecipada”, frisa Elsa Barbosa, da APM.

Em nota enviada ao PÚBLICO, a direcção do Gave sublinha que o teste “está inteiramente de acordo” com o que fora anunciado em Janeiro, quando foi dito que aquele teria “por referência os conteúdos/objectivos comuns aos dois programas de Matemática do ensino básico que estão a ser aplicados no corrente ano lectivo”. Mas essa não é a perspectiva de Raquel Azevedo e Elsa Barbosa.

Ambas mantêm que os conteúdos que foram objecto de avaliação no teste intermédio são realmente comuns, mas frisam que a abordagem corresponde ao novo programa, que aposta nas chamadas capacidades transversais, de resolução de problemas, de raciocínio matemático e de comunicação matemática. “Para além disso, mesmo em relação a alunos das escolas-piloto, o grau de exigência é elevadíssimo, não há uma única pergunta directa, o que é incompreensível. Numa escola de massas temos de fazer testes para massas, ou seja, um aluno trabalhador, empenhado, esforçado com avaliações de 50, 60% a nível interno tem de conseguir obter mais ou menos o mesmo numa avaliação externa, o que é impossível, neste teste”, sublinhou aquela dirigente.

Incluir na avaliação dos alunos?

Elsa Barbosa lembra – tal como o Gave – que os testes intermédios não têm de ser levados em conta pelos professores na avaliação dos alunos. Mas Raquel Azevedo considera que esse “é um problema menor” face ao outro, que se coloca a pouco mais de um mês do exame nacional. “O que vamos dizer aos pais que nos estão a procurar, preocupados? Como acalmamos os alunos que foram absolutamente surpreendidos com este teste? E o que é que vamos fazer, em cima da hora, para os preparar para um exame que pode ser do mesmo género?”, questiona.

Raquel Azevedo defende que “se queria fazer uma viragem tão acentuada em relação às competências exigidas e ao nível de dificuldade das questões", “no mínimo o GAVE devia ter criado um ‘banco’ de questões que servisse de exemplo para professores e alunos”, e devia “ter realizado, pelo menos, mais um teste intermédio, em Fevereiro, à semelhança do que fez no ano passado”. “Pelo menos teríamos tido mais algum tempo para detectar problemas, reflectir e tentar resolvê-los com o Gave”, considera.

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Náufrago que sobreviveu 28 dias no mar processa companhia de cruzeiros

Adrian Vazquez, 18 anos, do Panamá, saiu de barco para a pesca a 24 de Fevereiro, com dois amigos. No regresso, o motor avariou e eles ficaram à deriva no Oceano Pacífico. Dezasseis dias depois avistaram um cruzeiro, que não os ajudou. Os dois amigos de Adrian morreram à sede. O único sobrevivente quer processar a companhia de cruzeiros por ausência de auxílio.


Fernando Osorio, 16 anos, e Elvis Oropeza, 31, não resistiram às duras condições em que os náufragos ficaram depois de terem visto o pequeno barco de pesca, com pouco mais de três metros de comprimento, ficar à deriva na costa do Pacífico. Adrian, um empregado de hotel, conta que a avaria ocorreu numa altura em que os três tripulantes conseguiam ver terra e, por essa razão, não terão ficado muito preocupados. Tinham pescado muito peixe – algum do qual assaram no barco – e tinham um grande bidão de água potável.

As buscas da marinha do Panamá foram infrutíferas. As correntes afastaram o barco da costa. O peixe a bordo começou a apodrecer e foi deitado fora.

A 10 de Março, isto é 16 dias após terem ficado sem motor, vislumbraram um possível auxílio. Porém, o navio de cruzeiros Star Princess, pertencente a uma empresa norte-americana da Florida, não parou para ajudar os três amigos. Oropeza deixou de comer e de beber. Acabou por morrer e o corpo foi lançado ao mar pelos sobreviventes. Cinco dias depois, a 15 de Março, Fernando sucumbiu à sede e ao calor. Três dias depois, a 18 de Março, Adrian deitou ao mar o corpo do segundo amigo, que começava a decompor-se.

O comandante do navio não terá sido avisado de que havia um pequeno barco de pescadores à dervia, sustenta a empresa, que pediu desculpa quando a história de Adran e amigos começou a circular na imprensa mundial. A empresa abriu um inquérito interno, para apurar o que se passou, depois de alguns passageiros do cruzeiro terem garantido que detectaram o pequeno barco à deriva e que avisaram membros da tripulação. A empresa pediu entretanto desculpa. Uma atitude que não é suficiente para Adran Vazquez, cujo advogado anunciou que avançou com um processo judicial contra a empresa.

De acordo com a legislação internacional, a tripulação do cruzeiro estava obrigada a ajudar. O processo judicial, intentado num tribunal da Florida, inclui testemunhos de dois passageiros que asseguram terem avistado os náufragos e avisado responsáveis do navio. O advogado de Adrian alega negligência por parte da tripulação do cruzeiro. Os relatos do advogado e os depoimentos das testemunhas parecem ser comprovados com a descrição publicada por Don Winner, um blogger que escreveu sobre o caso no site Panama Guide e publicou uma foto do pequeno barco à deriva, alegadamente tirada a bordo do cruzeiro.

Adrian acabou por ser salvo por pescadores, 28 dias depois, a 600 milhas da costa (cerca de 1000 quilómetros), perto das ilhas Galápagos. Quando ele próprio achava que estaria perdido, uma grande chuvada permitiu-lhe reabastecer a reserva de água potável.

Já a salvo, Adrian recebeu tratamento e pediu para fazer dois telefonemas: um para a mãe e outra para o dono do hotel, para explicar por que tinha faltado ao trabalho.

Náufrago que sobreviveu 28 dias no mar processa companhia de cruzeiros - Mundo - PUBLICO.PT