26 de novembro de 2012

Privado suporta corte salarial em 2013, Função Pública volta a perder no ano seguinte

Os trabalhadores do sector vão suportar no próximo ano o corte na massa salarial por via do congelamento do salário mínimo, contratação colectiva parada e desemprego alto, enquanto a função pública vai ser poupada devido à reposição dos subsídios. Já em 2014, o sector público será de novo alvo de esmagamento, sofrendo a segunda maior redução salarial da União Europeia, destaca, esta segunda-feira, o Diário de Notícias (DN).

O DN explica hoje que, no próximo ano serão os trabalhadores do sector privado a pagar o ajustamento nominal na massa salarial previsto. Fora destas contas ficará a Função Pública que será poupada em virtude da reposição dos subsídios, ordenada pelo Tribunal Constitucional.
Mas em 2014, o cenário será diferente. Neste ano, o Governo prepara-se para aplicar a segunda maior redução salarial nominal pública da União Europeia, de 2,5% da massa de ordenados públicos, a segunda maior depois da Grécia (7,5%), acrescenta o DN.
Pelo terceiro ano consecutivo, a massa salarial vai cair 0,3% no próximo ano, reflectindo em exclusivo a destruição do emprego no sector privado, e espera-se ainda uma redução de 1,6% nos actuais postos de trabalho.
Entre as várias políticas que estão no terreno, e que contribuem para esta situação, destaque para o esvaziamento dos instrumentos de contratação colectiva sectorial a favor de acordos de empresa e do congelamento do salário mínimo nacional. Ao mesmo tempo, são apertadas as condições de acesso e atribuição do subsídio de desemprego que, sublinha o DN, contribui para a redução salarial, na medida em que o valor do apoio passa a ser mais baixo, a durar menos e a obrigar as pessoas a aceitarem salários mais baixos aquando do regresso ao mercado de trabalho.
No entanto, este fenómeno de destruição de empregos e actualizações de ordenados não afectará apenas Portugal. No seio europeu há mais quatro países que sofrerão uma desvalorização salarial: Chipre, Grécia, Espanha e Eslovénia.

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